E Tess Mercer é uma…

Spoilers Abaixo:

Olá, queridos leitores e leitoras das reviews semanais desta série tão chicoteada, e ao mesmo tempo amada, que é Smallville. Para comentar este episódio, me preparei psicologicamente. Primeiro assisti metade do episódio e fui sensualizar na Blo, Go!, festa imperdível que reuniu toda a galerinha dos sites de séries, com temática de Glee. Quem não foi, perdeu! Segundo, assisti a outra metade do episódio com uma ressaca daquelas. Ainda assim, consegui assimilar os elementos interessantes e absurdos de mais um episódio de nossa amada série. Chega de blá, blá, blá e vamos logo ao review.

Pelo que pudemos perceber, a temática do episódio foi mais uma vez dramática e voltada a resolver as pendências emocionais de nossos personagens para fazê-los seguir em frente. Vou começar por Lois e sua caixa de lembranças, que guardava a tão esperada mensagem de Ella Lane,  a diva Teri Hatcher que interpretou Lois na série Lois & Clark.  Uma cena maravilhosa que marcou a história da série e encheram nossos olhos de lágrimas.

Ainda na trama de Lois, nossa boa repórter deu a louca e resolver enfrentar Jor-El, como se fosse páreo para ele.  Tudo bem que as intenções eram as melhores, tentando resolver a briguinha de Clark com seu pai biológico, ou o que quer que esteja na Fortaleza da Solidão, mas foi meio estúpido. Só foi válida a atitude por levar Lois à Fortaleza e, logo mais, uma gravação de Jor-el e Lara antes de Krypton ser destruído, mostrando a Clark que seus pais se importavam com ele.

Dois órfãos com suas pendências resolvidas e a amargura do abandono suavizada. Pena que nem todos saíram felizes nesta história que começou como um pesadelo para Tess, a aprendiz de mocinha que não sabia muita coisa sobre seu passado.

Em uma trama que beirou o suspense digno de filmes de baixo orçamento de Hollywood, com direito a reutilizar locação do primeiro episódio da oitava temporada, Odyssey, tivemos o belíssimo desenterrar do passado de Tess. A ruivinha descobriu que era mais uma das meninas da Vovó Bondade, serva de Darkseid, manipuladas para serem poderosas. Tudo bem, né? Pelo menos Tess não tinha um chicote ridículo ou garras enriquecidas com kryptonita no maior estilo Wolverine. Aliás, estas eram as Fúrias, servas da Vovó Bondade nos quadrinhos. Nisso os roteiristas foram fieis.

Além disso, enquanto Tess era presa em seu quarto de infância, no tal Orfanato Saint Louise, com direito a citação clássica do tema de abertura da série, “Somebody Save Me”,  Clark era torturado pelas Fúrias e quase vítima do blackout de memórias da Vovó Bondade. Devo dizer que foi uma sequência de cenas um pouco sem sentido e ainda estou tentando entende-la. Onde foi parar a garotinha que Clark salvou? E qual o motivo da Vovó sumir quando nosso bom moço usou seu sopro gelado para fechar a ‘churrasqueira’ de kryptonita? Quem conseguir me explicar, ganha citação na próxima review (Olha a promoção!).

O que faz sentido nisso tudo é que os servos de Darkseid querem o corpo de Clark para trazer seu mestre à vida. Por isso é necessário apagar as memórias do bom moço, o que explica a cena.  É o que entendi.

Agora me digam se não foi lindo ver Gordon Godfrey, Desaad e Vovó Bondade (com o cabelo um pouco assanhado, claro) juntos, planejando o fim do mundo? Adorei. Assim as coisas ficam ainda mais complicadas e interessantes para o nosso divertimento e aborrecimento com o desenrolar das tramas. Mas tenho esperanças de que os roteiristas irão acertar. Ainda tenho…

Entretanto, quem não tem muitos motivos para comemorar o próprio aniversário e ter esperanças, é Tess Mercer. Ou melhor, Lutessa Lena Luthor, mais uma herdeira de Lionel Luthor, abandonada em um orfanato para não manchar a imagem do grande empresário.

Ainda não sei se essa é uma ideia genial dos escritores da série, mas confesso que faz um certo sentido. Afinal, de que outra forma Tess chegaria ao topo da Luthorcorp? Lembrando também que desde que a personagem apareceu na série, lá na oitava temporada, já era ruiva, cor característica do cabelo dos Luthor. Pode ter sido uma pista deixada pelos roteiristas para chegar a este ponto ou simplesmente uma forma de fechar os buracos na história da personagem que, vamos ser sinceros, está mais interessante nesta temporada.  E é isso, galerinha. Agora podemos chamar a tão odiada/amada Tess Mercer de Tess Luthor.

Só para finalizar esta review com algo bom, logo logo teremos casório no celeiro da Kent Farm. Ou alguém ainda duvida disso depois de ver aquele diamante gigantesco nas mãos de Clark?

E com um episódio focado nos sentimentos relacionados aos pais de nossos heróis, tivemos, pelo menos para mim, um episódio bom. Nem espetacular, nem horrível, mas necessário para o desenrolar da temporada e desenvolvimento dos personagens. E, claro, para nos encher os olhos de lágrimas com Teri Hatcher.

Nota do episódio dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 7.

P.S. Algo me diz, talvez seja um duendezinho verde, que Tess sabendo que é uma Luthor, irá dar o antídoto para Alexander. O que acham?

P.S. 2. Quem diria que Ella Lane era ótima em premonições? Depois que chamei Clark de moreno, bonito e sensual, eis que nossa diva Lane falou o mesmo para sua filha. Senti-me lisonjeado.

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