
O mundo é um palco e Grace está atuando desde que nasceu.
Spoilers Abaixo:
Logo de cara eu gostei de Grace. Sem nenhum motivo eu fui com a cara da personagem e comecei a achar que ela seria um dos destaques da temporada. Para minha surpresa, cada um dos novos Skins se revelou interessante e ela, de acordo com minhas expectativas, não deixou por menos.
Muito de sua personalidade havia se revelado no episódio de Rich. Ali já dava para saber que ela é do tipo que força o sorriso e passa por cima do que realmente pensa e deseja para agradar ao outros. O começo desse namoro, porém, revelou a verdadeira Grace, uma menina doce, sim, mas em busca de liberdade e do direito de assumir as próprias atitudes.
Mais uma vez- e isso já virou um baita clichê por aqui- a família de Grace nos mostrou muito bem os motivos da garota agir de forma tão peculiar. Provavelmente a vida daquele casal é uma droga, mas eles cantam, dançam e sorriem, porque é tudo o que têm no final do dia. Grace faz o mesmo, quase como uma condenada, tentando ser positiva, acreditando que todo esse esforço ainda valerá a pena.
A mãe dele é quase um robô. Sabem aquele filme “Mulheres Perfeitas”? Ela é uma delas, sem opinião, sem atitude, vivendo apenas para agradar ao marido. O pai de Grace, que também é o diretor da escola é aquela figura autoritária e recalcada, que tem a crença idiota de que pode controlar a vida da filha. À parte da interpretação do rapaz, eu gostaria justamente de evidenciar o fato de que o ator é jovem demais para o papel. Ele aparenta uns 32 a 34 anos, no máximo e não consegui parar de pensar que ele nunca poderia ser pai de Grace.
Detalhes de lado, o importante mesmo foi a jornada dela para sair desse casulo. Em alguns momentos, cheguei a pensar que Grace é uma dessas pessoas tão presas às convenções, que, num belo dia, simplesmente acordaria e cometeria suicídio, sem que alguém achasse que ela seria capaz disso. Aos poucos, ela ganha voz, sem perder aquele jeito de menina fofa. Engraçado é que até palavrões ficaram fofinhos ditos por ela.
Não posso esquecer do uso de Shakespeare. Serviu para desenvolver a história de Grace ainda colocar em evidência um provável triângulo amoroso. Matty, Liv e Franky. Ele ama as duas. Liv quer exclusividade e Franky pelo seu “I’m into people” demonstra que está aberta a diversos tipos de experiências. Lógico que tudo isso me deixou louca pelo próximo episódio.
Outra coisa que contribuiu para que eu deseje muito a chegada da próxima semana, foi o pedido de casamento de Rich. Foi tão honesto da parte dele, tão emocionante e tão bonito. Geralmente acabo achando certas cenas cafonas, mas ele realmente acertou o tom na interpretação. Prova cabal de que o elenco dessa 5ª geração foi escolhido com cuidado.
P.S* Por favor, alguém aí pode comparar imagens de Rich com as de Emma Thompson? Eu fiz isso e fiquei chocada com o quanto eles são iguais. Não encontrei indícios de que sejam parentes, mas a semelhança, pelo menos para mim, é impressionante.

















