Ahhh, essa meninas programadoras…

Eu lembro, como se fosse ontem, o dia que entrei no curso técnico de processamento de dados. Em 1990, ainda não existia Windows ou qualquer outro tipo de interface gráfica, os computadores não tinham HD (naquela época, chamados de Winchester), obrigando-nos a carregar caixas e mais caixas de disquetes de 5 1/4” e, para completar, nem sequer cor os monitores exibiam, porém, existia algo muito melhor que tudo isso: as meninas pré-programadoras. Entre os três cursos técnicos existentes – PD, Eletrônica e Mecânica – somente o pessoal de informática podia se gabar de estudar com o sexo oposto. E como eu me gabava de ter 50% da classe composta pelo sexo feminino… Infelizmente, esta equidade ficou somente na vida acadêmica, pois NENHUMA das minhas colegas de turma passaram do estágio “pré” e se tornaram uma programadora profissional e eu, tenho convivido nos últimos 20 anos quase que exclusivamente com homens. Esta realidade é retratada com exatidão em Silicon Valley e precisamos de 12 episódios para aparecer a primeira concorrente de Cameron (Halt and Catch Fire) nas “IT Series”.

The Lady, no entanto, me decepcionou. Não somente por Carla Cunty ser tão sem sal, mas por ter quebrado minhas enormes expectativas que flutuavam em torno da entrada dos novos funcionários na Pied Piper. Uma vez que o investimento estava aprovado e o organograma desenhado, imaginei que teríamos vários personagens novos circulando pela Mansão Erlich e não somente a “The Girl with the Dragon Tatoo” (esta piada foi ótima). Pelo menos, nenhum outro candidato das entrevistas do teaser de abertura ganharam a vaga, pois nenhum deles parecia merecedor de dividir a cena com o Jared, Dinesh e Gilfoyle, especialmente o Ciborgue, estereótipo super exagerado do programador-emo-satânico-excêntrico.

Por outro lado, se a contratação do novo Jared resultou nos melhores momentos do episódio; primeiro com o Erlich assumindo o papel de “gente-coisinha” na reunião do conselho, aprovando um novo investimento absurdo em marketing e, no final da episódio, podendo se vangloriar de sua justificada implicância, quando o recém-contratado abandona o Pied Piper, indo trabalhar para outra empresa de Russ.

Outro ponto positivo foi o resgate do Jian-Yang, o oriental-adolescente-hacker, que não tinha aparecido ainda nesta temporada (que eu me lembre). A dinâmica dele com Erlich foi perfeita, desde a festa, que Russ “gentilmente” cedeu os convites até o incêndio do lixo que ocasionou a “corridinha” mais hilária dos últimos tempos.

E para encerrar, torço para que as contratações continuem semana que vem, assim como a ascenção galática de Big Head seja mostrada em detalhes. Até lá.

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Alexandre Bonfá
Apaixonado por HQ´s há mais de 30 anos, eu me sinto realizado com essa avalanche de séries de Quadrinhos da atualidade. Tá achando pouco? Ano que vem vai ter o dobro!