O amor nos torna mais fortes…

Shadowhunters em Stay With Me usa desmedidamente o seu casal mais festejado, o shipp Malec, em seu melhor e mais emocional episódio da temporada dessa segunda metade da temporada.

Bem, meus amigos, desde já informo que essa será uma review predominantemente Malec. Os demais acontecimentos do episódio serão abordados, mas em segundo plano. Shadowhunters abriu mão parcialmente da sua trama central, que quase não foi desenvolvida até agora, para fazer uma digressão com foco na narrativa envolvendo Magnus e Alec. Levando em consideração que a temporada 3B até agora não conseguiu consolidar o seu principal antagonista, muito menos a sua trama central, o que resta é trazer para os holofotes o melhor casal em cena nessa série (não são Clary e Jace) e entregar um episódio carregado de emoção, sutilezas e muitas cenas Malec.

Shadowhunters/Magnus e Alec

É impressionante como todo mundo nessa série só enxerga Magnus como alguém que está ali para fazer favores e apagar o incêndio alheio.  O feiticeiro mal recuperou os poderes, Simon lhe pediu para curar Nora no hospital em 3×15, obviamente o antigo Alto Feiticeiro do Brooklyn não negou a solicitação do vampiro e, mesmo debilitado, foi ajudar a moça que se encontrava em coma. Em 1×06, o feiticeiro exauriu os seus poderes, precisando até de um influxo de força Shadowhunter de Alec, para salvar Luke de uma morte iminente. No episódio 3×10, Magnus fez uma barganha com o seu pai, perdeu os seus poderes e se tornou mortal, para ajudar Jace a se desvencilhar da subjugação do Demônio Coruja.  Mas parece que ninguém – Alec é a única exceção – percebe o esforço que Magnus faz o tempo todo para servir e proteger todos a sua volta. Gratidão? Pra quê? Nunca vi Jace dizer um ‘muito obrigado, Magnus’. Se não fosse pelo feiticeiro, sabe-se lá o destino trágico que Jace encontraria após tentar matar o próprio irmão em um beco escuro. Por sorte, Magnus chegou a tempo de impedir que Jace subjugado matasse Alec e seguisse sendo fantoche de Lilith. Mas não vejo uma gota de gratidão vinda de Jace, de Simon ou de Clary, a quem Magnus tanto ajudou nessas três temporadas de Shadowhunters. Não quero dizer com isso que o feiticeiro fez esses favores em troca da gratidão alheia ou de favores e presentes, afinal, ele não é Lorenzo Rey.

Só que o jogo virou e agora quem precisa da ajuda de todos é o próprio Magnus Bane! Lembro que no episódio 1×12, quando questionado pelo pai sobre se estava apaixonado por Magnus, Alec sorriu de forma embaraçada e disse que não estava apaixonado pelo feiticeiro. E mais adiante em 1×13, Robert sugeriu para Alec que a reputação de Magnus o precedia e que ele era devasso e libertino, o arqueiro rebateu e disse que pretendia conhecer melhor o feiticeiro e tirar suas próprias conclusões. Ao longo desses episódios vimos Alec se esforçando para conhecer Magnus mais profundamente, derrubando o muro interno criado no coração do feiticeiro para se proteger das armadilhas do amor e, aquilo que não era nem paixão, se transformou em amor verdadeiro e foi traduzido em uma frase tão simples que chega a doer ao ser dita pelo Diretor do Instituto: Magnus é o meu mundo! Só que com Magnus à beira da morte, com seu corpo em colapso, o mundo de Alec implodiu, desmoronou e ele percebeu que é o único efetivamente capaz de reunir recursos para procurar ajuda para salvar o namorado, afinal, ele mesmo já esteve muito próximo da morte e foi trazido de volta pela força do amor de Magnus. Vale relembrar que no episódio 3×06, o presunçoso Undehill, em conversa com um Alec embriagado, falou que um Nephilim ama intensamente apenas uma vez, talvez essa seja a melhor explicação para o desespero estampado na face do arqueiro durante todo o episódio, Magnus é o único homem que Alec já amou em toda a sua vida e ele não sabe mais viver sem o feiticeiro.

Shadowhunters/Malec dance

Finalizamos o episódio To the Night Children com Magnus em colapso, sangrando e caído no chão, mas logo de cara recebemos os refrescos com a Dança Malec na abertura de Stay With Me. Harry ensaiou e coreografou exaustivamente os passos de Matt na execução dessa cena, que por sinal, foi lindíssima e cheia de simbologia. Acho interessante como nos momentos mais intensos envolvendo esse casal sempre teremos uma cena onde as mãos de ambos serão o foco da narrativa, foi assim na manhã do after first time quando Alec ofertou a sua mão para que Magnus a segurasse com carinho; o mesmo ocorreu na sala de espera enquanto Alec aguardava que Max reagisse ao atentado sofrido, Magnus segurou firme suas mãos lhe dando o conforto que o momento pedia; o mesmo se deu na autoflagelação das mãos de Alec quando, possuído e manipulado por um demônio, ele matou Jocelyn e, por isso, se recusava a usar a runa de cura nas suas mãos machucadas e agora, Alec, na dimensão onírica de Magnus, enquanto dançavam, sentia que o namorado lhe escapava por entre as pontas dos dedos, mesmo na realidade objetiva, no hospital, Alec nervosamente autoflagelava suas mãos enquanto se desculpava com um Magnus desacordado, para por fim, segurar firme na mão do homem que ele ama. Foi uma sequência bem poderosa, que exigiu muito recurso técnico da parte de Matt, mas ele não decepcionou, transformou o seu monologo no quarto do hospital em um daqueles momentos memoráveis em que prendemos a respiração até o final da cena e depois ficamos em silêncio, tão emocionados quanto Alec. Essa emoção não nos chega por causa do perigo de morte que Magnus está exposto, até porque, em algum momento do episódio, percebemos que Alec iria encontrar uma forma de tirar o seu amado dessa situação; essa emoção advém por conta da vulnerabilidade que ambos os personagens se encontram. Nunca vimos Magnus tão vulnerável – sem suas roupas extravagantes, sem as suas unhas pintadas, sem a sua característica maquiagem, sem os seus anéis e joias, sem nada, quase despido do seu personagem, já que visualmente temos Harry em cena, mas ainda é Magnus que está ali! -, por outro lado, nós também nunca tínhamos visto Alec passando por tamanha vulnerabilidade quanto em Stay With Me. O arqueiro perdeu a compostura, foi chamado à razão por Catarina e por isso não teve vergonha de chorar e de se humilhar frente a Lorenzo Rey. Afinal, o Amor nos torna mais fortes…

O cinismo de Lorenzo Rey não tem limites, o novo Alto Feiticeiro do Brooklyn tem inveja de Magnus, ele é mesquinho, prepotente e hedonista. A sinceridade de Alec, por fim, convenceu Lorenzo da necessidade de pegar a sua magia de volta, coisa que Magnus não concordou facilmente. Essa discussão sobre a retirada dos novos poderes de Magnus gerou uma das cenas mais bonitas e tocantes desse episódio, quando Magnus, finalmente, admitiu para Alec que talvez valesse a pena morrer a perder a sua magia. Fiquei chocada quando soube que algumas das linhas do texto dito por Harry foram improvisadas por ele, deixando a emoção fluir. Matt e Harry estão de parabéns por nos oportunizar uma cena com tamanha cumplicidade a essa altura dos acontecimentos. Por fim, a magia de Lorenzo foi retirada de Magnus, gostei que o plot do hospital não se arrastou mais que o necessário, mas a solução não foi tão fácil quanto eu julgava que seria, afinal, creio que toda essa construção nunca se tratou do aparente risco de morte do feiticeiro, tudo não passou de uma cortina de fumaça para que o casal desse o próximo passo, para que Alec definisse as suas prioridades dentro dessa relação e para que Magnus passasse a ser mais transparente sobre como se sente sem os seus poderes e como se percebe dentro dessa relacionamento.

Gostei muito de Alec ter ido procurar a sua mãe para pedir o anel da família Lightwood e para comunicar em primeira mão o seu desejo de se casar com Magnus, deixando evidente o quanto Maryse mudou e amadureceu para compreender e aceitar o filho ser reservas ou preconceitos. O final do episódio me deixou apreensiva, mas não da forma que fiquei no final de 3×15, quando Magnus corria risco de morte, dessa vez tenho aquela estranha sensação de que algo vai acontecer no momento exato da proposta de Alec. Talvez Magnus, deprimido, diga um sonoro não para Alec ou então, ainda pior, a proposta pode ser interrompida bruscamente por algum evento trágico envolvendo Lilith ou o próprio Asmodeus, pai de Magnus. Acho que Alec está se movendo rápido demais nessa relação e tomando decisões unilaterais, precipitadas e impensadas. Sei que ao ver Magnus a beira da morte o arqueiro percebeu que não consegue viver sem o feiticeiro. Mas Magnus passou por uma experiência terrível de quase morte, e voltando a si, perdeu a última esperança de ter a sua inteireza outra vez, já que não há mais como conseguir uma transfusão de magia, ele deixou claro para Alec que sem a sua magia ele não se sente completo, ele se sente um nada, desconectado do mundo. Há bem pouco tempo atrás Alec propôs a Magnus que ambos morassem juntos, o feiticeiro aceitou, mas ali era um outro momento, Magnus acreditava que havia solucionado o seu problema, no entanto, as coisas mudaram velozmente, será que esse realmente e o melhor momento para Alec se ajoelhar em frente a Magnus e lhe propor casamento? Tenho esperado por esse momento há muito tempo, aliás, creio que todos que gostam de Malec têm esperado pelo momento da proposta e do consequente casamento, afinal, Magnus e Alec merecem encontrar a paz e a felicidade juntos, mas eu creio que teremos que esperar um pouco mais para que esse endgame aconteça.

No outro extremo do episódio a turma do ‘tô nem aí se Magnus está quase morrendo’, decidiu que, apesar do desespero de Alec e da possibilidade da morte de Magnus, seria melhor convocar Lilith para uma reuniãozinha particular de coleta de dados sobre a espada. O irônico é que percebi mais comoção por parte da turma do Instituto quando Max esteve na cama de um hospital, que agora com Magnus em colapso. Não consigo compreender essas discrepâncias em Shadowhunters. Um outro fato que me incomoda é que as vezes acho Clary um pouquinho egoísta, ela consegue transformar todos os acontecimentos individuais em uma narrativa sobre ela mesma. A prisão de Luke e a doença de Magnus não são situações que dialoguem diretamente com ela, mesmo assim ela explodiu e falou grosseiramente com Simon, dando a entender que todos esses acontecimentos guardavam alguma relação com a sua própria história. Se que Clary sente a escuridão de Jonathan crescendo dentro dela e isso a tira do seu eixo, mas convocar Lilith, um Demônio Maior que subjugou Jace, que fez coisas terríveis e quase a matou, foi no mínimo uma decisão arriscada. O curioso é que ela já está tão conectada a Jonathan que ambos tiveram a necessidade de recorrer a Lilith, mesmo que por motivos distintos. Gostei da visita de Jonathan a Corte Seelie, achei bem engenhoso a troca das atrizes antes que a audiência se concretizasse. Iria ficar estranho ver Lola Flanery flertando com Jonathan, aliás, já nos basta a síndrome de Lannister que a família Morgenstern tem. Lilith beijando Jonathan foi no mínimo estranho, contudo, gostei muito do desempenho de Anna e Luke nessa cena. Como sempre, os interesses da Rainha Seelie são dúbios e escusos, sei que ela e Jonathan firmaram acordo para matar Lilith, coisa que o rapaz até tentou, só que foi impedido por fração de segundos, mas será que ela realmente tem a espada ou tudo não passa de um jogo de palavras? O confronto de Lilith com a turma do Instituto e com Caim serviu para nos atualizar sobre o destino dado a mágica de Magnus, agora sabemos que Asmodeus usou o poder retirado do filho para aprisionar a rival, o que a deixou com ódio mortal do Príncipe do Inferno. Acho que essa situação ainda vai render bastante agora que Lilith escapou com a ajuda de Caim. Talvez ela queira se vingar de Asmodeus através de Magnus.

Todo esse plot rendeu cenas bem interessantes como a luta entre Jonathan, Jace e Izzy. Realmente Jonathan é superior a Jace quando o assunto é confronto físico e o fato de não poderem machucá-lo o coloca em vantagem tática. Acho admirável a plasticidade de Eme durante essas lutas, gostaria de ter visto mais cenas como essas durante essa temporada. Da mesma forma que, em minha humilde opinião, classifico a cena de Clary e Jace nos domínios dos Irmãos do Silêncio como uma das melhores cenas do Casal Clace. A jovem caçadora foi sincera, admitiu que não tem controle sobre a estranha atração que sente pela escuridão que habita o interior do irmão. Mais adiante na carceragem do Instituto, ela reconheceu que Jace tem sido a sua bússola moral, ele tem sido aquele que a chama para a luz toda vez que as trevas crescem em seu coração. Pela primeira vez senti uma real conexão entre os atores e entre os personagens, coisa que cobro desde sempre.

Foi uma ação arriscada da parte de Simon morder Jonathan para salvar Izzy. Por falar na jovem Lightwood, apesar de gostar muito de Izzy, achei bem desnecessária a incursão dela com Simon novamente aos túneis da cidade em busca de Caim. Sinceramente, chega um momento em que nos perguntamos sobre a real necessidade de emparelhar Izzy com algum interesse amoroso. Talvez seja melhor finalizar a série sem a concretização de mais um romance insonso para a nossa jovem caçadora. O médico Charles foi esquecido no churrasco, Raphael está encarcerado e sequer sabemos se ele irá retornar ao convívio do seu clã (talvez esse plot da tortura praticada pelo pessoal da Clave seja o fator de redenção do charmoso vampiro) e Sizzy ainda não é uma realidade. Sei que realmente o casal Sizzy na obra literária é muito amorzinho (eu adoro Sizzy), mas faltando tão poucos episódios para o final de Shadowhunters, me questiono se haverá tempo suficiente para desenvolver esse romance de forma adequada. Fico com a sensação que Izzy e Raphael tiveram mais tempo de tela, mais tempo para amadurecer a relação deles – mesmo sendo um relação problemática –, nos conquistaram não só com a excelente química entre eles, como também com a boa atuação tanto de Eme como de David, daí compreendo quando muitas pessoas que acompanham essa adaptação televisiva preferem ver Izzy com Raphael ao invés de Simon, mesmo sabendo que na obra literária Sizzy é um casal bem perfeitinho, sempre vai ficar aquela impressão que a caçadora é demais para o atrapalhado Simon ou que a química entre eles não é tão perfeita como a com Raphael. Como já disse em outros textos, essa é uma falha de Shadowhunters, não saber desenvolver os seus personagens, sobretudo Izzy.

Correndo por fora, tivemos Luke, Maryse e um novo enviado do Praetor. Pelo anjo, não suporto ver Luke preso, tanta coisa acontecendo com os seus amigos e o pai adotivo de Clary apenas se deixou encarcerar? Quero Luke solto, mas da forma correta, cortejando Maryse e sendo o paizão da turma do Instituto. Fiquei curiosa sobre a real intenção do Praetor Scott ao liberar Luke suspeitamente da prisão. Mas isso é algo que veremos mais adiante, com certeza!

> 3 SÉRIES CLÁSSICAS IMPERDÍVEIS!

Vocês acham que Magnus vai aceitar o pedido de Alec? Será que vamos ter casamento Malec? Agora que Lilith está livre, leve e solta, com Caim de escudeiro, será que vai dar ruim para Magnus? Será que Jonathan ‘Hannibal’ vai ser solto por Clary? A Seelie Queen Amara tem a espada ou fez um jogo de palavras com Jonathan? Qual vocês acham que deve ser o final de Lorenzo Rey?

Outras Informações:

Harry Shum Jr. – A baby Xia Shum está entre nós! Harry e Shelby são os pais de uma linda garotinha.

Malec First Kiss Day – No dia 29/03 comemoramos o Malec first kiss day. Isso mesmo, já se passaram três anos desde o primeiro beijo Malec na icônica cena do casamento desfeito.

Simon – Estava fazendo um levantamento e percebi que Simon é o personagem mais namorador de Shadowhunters (Magnus não conta porque está tudo no passado!). O vampiro esteve com Maureen, Clary, Maia e agora está se aproximando de Izzy.

Mr. & Mrs. Royce Eme se casou em uma cerimonia intima e secreta no México com o cantor e compositor Prince Royce, após oito anos de namoro.

REVISÃO GERAL
Nota:
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