E eu que achava que estávamos em 2015 e as animações eram modernas e bem feitas?
Antes que venham me xingar pela minha exigência, ou com o papinho “Dragon Ball sempre teve alguns episódios com o traço pior que outros”, saibam que crítica nada tem a ver com “vai lá e faz melhor” ou “se não tá gostando, pare de assistir”. Nenhum desses argumentos funciona e tira o meu direito de criticar algo, só pelo fato de no passado também terem feito episódios igual a bunda dos responsáveis. Minha crítica também não significa que eu não tenha apreço pela obra, pelo contrário. Quero muito que Super seja memorável, assim como as séries anteriores foram, por isso não pode passar em branco o que aconteceu nesse episódio.
Apesar de haver algum estranhamento com os traços do episódio 4, não era nada muito desagradável a ponto de eu torcer a cara, mas gente… O desenhista desse episódio 5 estava realmente com pressa. Não tem outra explicação. Eu gosto muito de desenhar (principalmente Dragon Ball) e os traços desse episódio pareciam feitos na correria, igual eu faço quando não quero caprichar e só quero desenhar por rabiscar algo mesmo. Diversas páginas de Dragon Ball no Facebook e sites de entretenimento estranharam também. Crítica precisa de fundamento e, nesse caso, há fundamento.

Desconsiderando o trabalho risível de animação, a trama do episódio basicamente envolveu o confronto entre Goku e Bills. Nosso protagonista nunca tinha ouvido falar realmente no tal Deus Super Saiyajin, mas mesmo assim Goku queria enfrentar o Deus da Destruição para testar seus poderes e conhecer os dele, já seu possui ki não é detectável por seres “comuns” – apenas Deuses podem fazê-lo.
Então tem início à batalha, sendo mais detalhada daquela do filme de 2013. Goku tenta bater em Bills utilizando um nível SSJ de cada vez, sendo facilmente derrotado após mostrar todo seu potencial. Não que o nível SSJ3 não seja muito forte – ele é -, mas utilizando tal nível, Goku não fora capaz de derrotar nem Majin Boo, então não é de espantar que ele não conseguisse lutar contra Bills, o Deus da Destruição.
A luta que deveria ter sido tensa, movida pela grande diferença de poderes, foi sem graça e não trouxe emoção nenhuma, muito devido aos traços da animação, que tiravam a atenção durante a batalha e tornavam os personagens uns grandes bonecos de modelar tortos. Totalmente desfigurados.

Por fim, tivemos definitivamente o pior episódio de Dragon Ball Super, prejudicado pontualmente pela animação, que tirou todo o peso e tensão que a batalha deveria ter trazido. No próximo episódio teremos a visita de Bills à Terra, à procura de Vegeta para perguntar sobre o tal Deus Super Saiyajin. Será que teremos outra equipe de animação? Será que Vegeta vai dançar, como no filme? Espero vir com uma resposta positiva e negativa, respectivamente, na semana que vem.






















