The Final 3!
Depois de uma eliminação bastante controversa, RuPaul’s Drag Race voltou na última semana com uma mudança em sua estrutura. Na falta de looks impressionantes e dignos de grande final, tivemos essa tentativa de mexer no funcionamento do jogo que, no fim das contas, não fez muita diferença.
Vamos começar por essa mudança de formato que deixou muita gente confusa. O que acontecia nas temporadas anteriores é que o desafio final era disputado pelo top 3 e, ao final do desfile na passarela principal e das deliberações dos jurados, Ru declarava a vencedora ali mesmo. Isso mudou um pouco a partir da season 4, quando o anúncio começou a ser feito na reunião, e a dona do poder de decisão passou a consultar o público antes de coroar uma queen – “can I get an amen up in here?”.
Nessa sexta temporada, o que mudou foi apenas o fato de que o final challenge foi usado não só para eleger a vencedora, como também como critério eliminatório, e adiantado para o Top 4. Por isso Adore disse que achava que aquilo era uma novidade e que pensou que ninguém mais iria para casa. O mais provável é que o quarteto final tenha achado que a final passaria a ser disputada por quatro drags.
Pois bem, sem muito papo no ateliê, logo a sirene toca e Michelle Visage desce para dar as cartas. Agora, as quatro semifinalistas estrelam o videoclipe da temporada, nesse caso, a farofenta – porém deliciosa! – “Sissy That Walk”. Todas também participarão da gravação de duas cenas dramáticas e terão o glamuroso jantar de Tic Tac sabor frutas cítricas.
Vamos conferir então como foi o desempenho do “Fantastic Four”, como sempre rankeadas, e qual foi o veredito final de Mama Ru!
4) DARIENNE LAKE

Darienne tem um momento sentimental sobre ter sido praticamente expulsa de casa quando mais jovem, tudo muito lindo e comovzzzZZZZzzz. Mas o que eu achei interessante na sua conversa particular com Ru foi quando essa perguntou como ela lidaria com os comentários maldosos que ela receberia depois que ficasse famosa. Parece até que RuPaul já sabia que todos nós ficaríamos inconformados com a decisão de mantê-la ao invés de DeLa na competição e muitos mandariam mensagens de ódio redes sociais afora. Ora, Ru, se já sabia disso, por que fizeste cagada então?
E não é como se Darienne fizesse por merecer ainda estar ali no restante do episódio. Ela é boa com a câmera, tem uma atuação mediana… e só. Aliás, não concordo com o fato de que ela salvou a segunda cena com aquele ataque de Thalia do Bairro Mercedes no final. O fato do desfecho ter sido alterado de última hora, com Ru voltando para resgatar seu antigo amor, foi legal por ter se diferenciado das outras, mas aquele chororô não convenceu ninguém.
E o look final… ai Darienne, really? Michelle definiu perfeitamente: “classic Darienne”. O seu discurso de defesa também não tem nada demais, nem nada de menos.
3) COURTNEY ACT

Courtney tem habilidades inegáveis como performer, afinal ela já é até uma estrela em seu país de origem. Mas não fui totalmente convencido pelo que foi mostrado dela na esteira, embora isso possa ser facilmente corrigido pela edição final. Porém, de qualquer maneira, eu esperava um pouco mais dela nessa parte.
Na atuação Courtney também foi bem, em uma espécie de “linha média de qualidade” da qual ela dificilmente sai. Só aquela infinidade de tapas e o visual exageradamente “cagada de bêbada” que eu achei too much.
Na conversa com Ru, o foco é justamente a falta de vulnerabilidade que Courtney transparece. A justificativa dela é boa e, inclusive, me identifiquei com ela. A australiana afirma que, quando o assunto é competição e trabalho, ela foca em ser forte e entregar um bom resultado, sem abrir espaço para demonstrar fraquezas.
O problema é que Courtney não se despe dessa capa de proteção que construiu em torno de si mesma nem quando o desafio exige isso, mesmo que indiretamente. O discurso para defender o “por que você merece a coroa” é o momento de se mostrar grata, agradecer aos juízes, elogiar o programa, as concorrentes, todo esse tipo de coisa que humaniza a finalista. Ao invés disso, Courtney se gaba de já ser uma estrela na Austrália, de ser um produto já polido e profissional e afirma que quer passar isso adiante. Nunca cheguei a achar Act arrogante, até esse momento decisivo. Não é possível que nem nesse ponto crucial você seja capaz de parar de exaltar a si mesma e buscar pontos para causar algum tipo de emoção em quem ouve, e nesse ponto Courtney pecou imensamente. Pelo menos quando se trata do último look na runway, só consigo pensar na palavra “perfeição”. Fishy, glamorous, sexy.
2) ADORE DELANO

No vídeo Adore estava simplesmente INCRÍVEL. Ela é a que melhor sabe vender sua imagem para uma câmera, esbanjando atitude e uma espécie de guetto glamour. Inclusive na gravação do vídeo, eu me peguei imaginando como será a carreira de Adore pós-RPDR. Várias ex-participantes já se lançaram no mundo da música (Jinkx Monsoon, Manila Luzon, Willam, e por aí vai…), mesmo que nenhuma tenha tido muita repercussão com um público além dos mais aficionados pelo show. Eu já imaginava que Adore iria seguir por um caminho semelhante devido à sua habilidade como cantora, mas dando uma olhadinha no Instagram dela pude confirmar minhas suspeitas. Será que ela consegue fazer um pouco mais de barulho que as aspirantes anteriores?
Mas Adore, o que é esse vestido repetido do show de stand up?

Bem que ela tinha falado, lá na premiere, que só tinha levado uns 4 vestidos para o programa. Bom, a atuação de Adore é muito boa, exagerada no ponto certo para uma drag. O maior pecado mesmo foi o vestido repetido.
O jantar de Adore também foi focado em uma história dramática, dessa vez da rejeição por parte do pai. Não desmereço os dramas pessoais da vida de ninguém, mas também não acho que acrescente alguma coisa para o episódio ou para a competição em si. Então, moving on…
O look final de Adore é simples, porém muito bonito e combinou com seu corpo e estilo, e o discurso dela é astuto por focar em suas melhores características: star quality e capacidade de gerar empatia. Adore chegou na competição afirmando ser “removedora de polidez” e provou esse título da maneira mais carismática possível, e por isso chega com muito louvor no segundo lugar desse ranking derradeiro.
1) BIANCA DEL RIO

Gostei de ver Bianca usando um modelito mais sexy, no caso o maiô de “Sissy That Walk”. Na parte da atuação ela dispensa comentários, já que consegue transformar qualquer dramalhão em comédia de primeira. O ponto alto, juntamente com a pose de “People’s Magazine Sexiest Baby Alive”, foi:
“I am sissy. SISSY! S – Y –M, ok, maybe I don’t know how to spell. But I don’t play Scrabble. Cause you know why? I am supermodel of the world!”
No jantar com Mama, Bianca é questionada sobre o seu lado maternal que aflorou ao longo do programa, e se alguém ainda achava que Bianca não “é humana”, creio que essa tenha sido a última oportunidade para mudar de ideia. Realmente não concordo com quem diz que Bianca tem o ego super inflado, pois sua personalidade exala humildade aos meus olhos e ouvidos. Bianca apenas sabe que é competente e, quando se depara com uma fraqueza, como aconteceu nos ensaios da coreografia, ela ri e se diverte com elas. Ouvi-la dizer que teve pessoas que a ajudaram a moldar sua persona e que não se negar a auxiliar drags mais jovens (como aconteceu com Trinity e Adore) era o jeito dela de retribuir isso foi, no mínimo, convincente. Eu vou além e digo que achei de grande dignidade da parte dela.
Seu discurso final veio reforçando tudo que foi escrito acima, com Del Rio declarando o quanto a experiência de participar da competição tinha sido enriquecedora. A única crítica que tenho a fazer foi a repetição da cor de uma semana para outra. Aquele look que tinha uma túnica (?) que Bianca mostrou no começo do episódio poderia ter sido usado e surpreender mais, porém ela decidiu não arriscar muito em plena finalíssima. Uma pena, mas nada grave o suficiente para tirá-la do topo que ocupa desde a primeira semana em que foi feito esse ranking.
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Por fim, todas as queens são colocadas para dublar. Fiquei decepcionado por terem separado-as em duplas (dá para perceber que Adore dividiu o palco só com Darienne, e Bianca só com Courtney, embora a edição jure que enganou alguém), já que se com três queens a coisa virava uma delícia, imagina todas as quatro de uma vez disputando o spotlight? Daria minha vida pra ver Darienne incorporar a Mimi Imfurst e sair carregando todas as outras passarela afora.
Enfim, Adore prova mais uma vez que é, juntamente com Trinity, a rainha do lipsync da temporada. Courtney também vai bem, Bianca me surpreende por não ser tão ruim quanto alguns comentários previam, e Darienne acaba ficando ofuscada. Depois disso, nem no maior ataque delusional de Ru daria para ele arrastar Lake para o Top 3. E, felizmente, é a própria Lake que perde a chance de se tornar the next America’s Drag Superstar.
Formado o Top 3 (coincidentemente ABC, curiosidade apontada pelo leitor), vamos ver quais os prós, contras e chances de cada uma ser coroada no dia 19. A nível de curiosidade, coloquei o número de curtidas, compartilhamentos e comentários nas fotos oficiais da página de RPDR no Facebook, o número de seguidoras de cada uma no Twitter (não há ferramenta para saber exatamente quantas vezes a hashtag #TeamX foi usada), o número de likes no perfil oficial do programa no Instagram e o número de notes nos posts do Tumblr oficial da Logo TV. Vale lembrar que a repercussão popular é levada em consideração, mas a decisão final permanece nas delicadas mãos de RuPaul. Vale também ressaltar que os números são referentes ao momento em que a review tinha sua redação finalizada (quinta-feira, 08 de maio, às 20:30), e portanto são mutáveis.
#TEAM ADORE
Adore é extremamente carismática, carrega uma tonelada de star quality em cada centímetro de seu corpo, é boa cantora, boa atriz, e soube crescer ao longo da competição. Em contrapartida, é inexperiente e carece de técnicas de costura e maquiagem, o que lhe rendeu dois bottons seguidos na segunda metade do programa. É a mais “do povo e para o povo” entre as três.
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#TEAM BIANCA
Agora que chegamos ao fim da temporada praticamente, posso dizer sem medo: Bianca é a queen mais engraçada da história de Drag Race, desbancando Willam no meu ranking pessoal. É boa atriz, sabe se virar com astúcia e competência em pontos que não são seus fortes (canto, dança e lipsync) e tem uma personalidade incrível – sério, quem não queria ser amigo de Bianca? Seu ponto mais fraco foi, sem dúvidas, a repetição de silhuetas e looks na passarela.
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#TEAM COURTNEY
Courntey é, de longe, a mais fishy entre as finalistas. Foi a campeã de looks memoráveis e bem trabalhados da temporada, tendo, no mínimo, dois que serão lembrados por um bom tempo. É bastante talentosa, especialmente com canto, dança e modelagem. Porém, carece de uma personalidade mais “gostável”, o tal charizma. E foi a que menos ganhou desafios entre o Top 3.
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Semana que vem teremos a tradicional RuCap da temporada, com eleição dos melhores looks (que Ru SEMPRE ganha, né?), a participação de ex concorrentes, entre outras coisas. Não vai rolar review separada dessa parte, mas se acontecer algo que valha ser citado, pode ter certeza que aparecerá na review final da sexta temporada, cujo episódio vai ao ar no dia 19, embora a coroação já esteja gravada – inclusive já se pode ver fotos da reunion por aí. Na última review farei também um balanço rápido das finais anteriores, então espero vê-los na semana que vem nos comentários, compartilhando suas opiniões sobre os resultados das cinco primeiras temporadas.
Sobre minha torcida particular, vou deixar um comentário que li na página oficial de RuPaul’s Drag Race e que achei perfeito para a ocasião:
“Can we have Bianca as the Queen with Adore as her Princess Daughter?” (STROPE, Jessica)
E vocês? São #TeamAdore, #TeamBianca ou #TeamCourtney? Mandem bala aí nos comentários e até a grande final, bitches!















