Até onde vai a importância de um bom lipsync? 

Na semana passada, surgiu outro assunto interessante sobre RuPaul’s Drag Race no espaço para comentários: qual o limite de peso do lipsync colocado por RuPaul na hora de decidir uma eliminação? Se ainda havia alguma dúvida, no sétimo episódio dessa sexta temporada ela foi sanada: um bom lipsync não é tudo, mas é um bom artifício para te arrastar temporada adiante, eliminando até potenciais vencedoras precocemente.

Dei esse mesmo exemplo na semana passada, mas vamos voltar lá na season 1: Ongina fica entre os Highs no primeiro desafio, vence o segundo, fica novamente entre as melhores no terceiro, depois vence o quarto. Foram duas vitórias entre quatro challenges, ou seja, METADE DELES! Além disso, a careca favorita entre 9 em cada 10 fãs de RPDR era um poço de charizma, uniqueness, nerve and talent e tinha tudo para abocanhar o primeiro título de America’s Next Drag Superstar. Depois de não ir tão bem no quinto desafio, Ongina cai no bottom contra Bebe Zahara, que bate mais cabelo e arranca a peruca numa performance quase desesperada de “Stronger”, de Britney Spears. E, assim, RuPaul afirma que Bebe ofuscou a adversária e manda Ongina para casa. Àquela altura, Ru ainda não tinha se dado o poder de salvar participantes e fazer episódios sem eliminação e, com isso, perdemos Ongina na temporada, rápida e dolorosamente. Justo? Há quem ache que sim, há quem ache que não. Eu estou no segundo time.

Histórias semelhantes aconteceram no decorrer desses seis anos e nos deparamos com mais uma na última segunda-feira. A verdade é essa: RuPaul é totalmente imprevisível e nem sempre justo. O programa é dele e ele pode tanto considerar toda uma trajetória na hora de tomar sua decisão final, ou basear-se apenas no que acabou de ver no duelo de dublagem. Mesmo que, desde a season 4, ele tenha passado a pedir a opinião do público na hora de escolher a vencedora, as regras e a palavra final ainda pertencem a ele e cabe a nós aceitá-las, sendo essa aceitação amarga ou não.

Começamos o sétimo episódio com as gostosas deliberando sobre a deliberação dos judges no desafio anterior. Trinity continua seu chororô sobre ser prejudicada, pois nenhum challenge é uma brincadeira de “eu sou mais bonita que você”, e Bianca não perde a oportunidade para destilar um pouco de veneninho jogando verdades na fuça da concorrente; Courtney não concorda com a acusação de Ru sobre ela estar se apoiando apenas na beleza – e está certíssima!; Adore finalmente venceu um desafio e Joslyn esteve no Top 3; Laganja continua sendo irritante e insuportável; e Darienne continua com um recalque lazarento em cima de DeLa. Pois bem, desse ponto partimos para uma das sequências de episódios mais intensas proporcionadas por RPDR nesses seis anos.

Depois de um mini challenge de gosto duvidoso e que serviu para absolutamente nada, RuPaul se supera no quesito “subestimando a inteligência do telespectador ao achar que todo mundo vai acreditar que isso foi totalmente espontâneo e não planejado” ao separar as oito queens em duplas para gravarem um comercial para a nova linha de maquiagens lançadas pela host. Claro, Ru, que as relações (boas ou ruins) entre as candidatas não foram o critério de escolha para esses pareamentos: Adore/Laganja; Bianca/Trinity; Courtney/Joslyn; Darienne/Ben. Vamos fingir que acreditamos que foi tudo uma coincidência e seguir em frente.

Laganja e Adore possuem um passado pré-show que poderia servir como uma vantagem, já que elas já trabalharam juntas e se conhecem bem. Isso, claro, se o bom senso de Laganja não fosse algo digno de render expressões como:

Essa cara de “bitch, please” <3. Pois bem, é óbvio que Laganja está preocupadíssima com a possibilidade de Adore ofuscá-la, enquanto Adore foca suas preocupações nas ideias horríveis de Estranja para o vídeo com temática “Mean Girls”.

Enquanto isso, Ru chama a atenção de Trinity por ter sido uma completa inútil até agora, já que nem a história da AIDS rendeu mais do que alguns míseros minutos de airtime para encher linguiça na edição final. Bianca promete ajudá-la, mas até esse momento eu já acreditava que nem Santa Maria, Iemanjá ou entidade nenhuma dava um jeito nessa criatura.

Mas fui positivamente surpreendido. No set, Trinity tropeça no começo com a pronúncia das palavras, mas acaba se recompondo e entrega um bom trabalho. Adorei ver Bianca a encorajando, mesmo sabendo que havia um interesse relativamente egoísta no bom desempenho de Bonet. Mas, visto que Del Rio já demonstrou uma preocupação semelhante com Adore, acredito sim que havia também um desejo genuíno de que Trinity melhorasse a sua performance.

Já Courtney e Joslyn se atrapalham com o roteiro, que tem o tema “Hot Mamas” e não sabem muito bem na casa de quem a história se passa, quem deve falar o quê e a confusão é tanta que eu já nem sabia se estava assistindo RPDR ou “Esquenta” com Regina Casé. O trabalho das duas levanta um plot interessante, que perdura até o oitavo episódio. Joslyn, assumidamente muito fã do trabalho de Courtney antes do programa, se sente atacada por uma chuva de shade que a australiana começa a jogar na coitada. Sinceramente? Eu não sou muito de me sensibilizar nesses casos. Joslyn já mostrou no Untucked que consegue ser eloquente e articulada o suficiente para rebater à altura, mesmo que o seu estilo de drag seja mesmo mais breguinha que o das concorrentes. Pelo menos Miss Fox parece ter começado a acordar e colocar a sua auto estima acima da admiração pela concorrente, e com isso ela ganha mais pontinhos comigo, em sua surpreendente jornada de ganhar meu coração semana após semana.

E o conceito de “Balzaquianas” de Ben e Darienne é uma mindfuck que eu custei entender na hora da gravação.

As guest judges do sexto episódio são Lainie Kazan e Leah Remini que, além de ajudarem a julgar os comerciais, também auxiliam na avaliação dos looks da passarela, com o tema “Preto & Branco”.

Já o sétimo episódio começa com Joslyn tendo sua merecida DR com Courtney e Bianca se expressando por toda a legião de fãs de RPDR ao perder de vez a paciência com Laganja e dizer “Eu não sou a sua MAMA!”.

O desafio da vez é um bom e clássico número de stand up comedy em frente à uma plateia da terceira idade. No mini desafio, as drags tem que dublar de cabeça para baixo com os queixos pintados como se fossem pequenas versões delas mesmas, e o resultado dessa bagaceira é simplesmente hilário! Apesar de não ter conseguido nem colar os olhinhos direito, acho que o lipsync de Adore foi de longe o mais engraçado e eu teria dado a vitória para ela. Em contrapartida, não vi nada demais na performance do queixo de Joslyn e acho que Ru concedeu esse gostinho de vencer uma vez a ela por pura compaixão, porque né… tá difícil essa gatinha ganhar alguma coisa, apesar dela se esforçar.

Depois de Ru fazer aquele tour básico para saber o que as participantes têm em mente, e mais um pequeno show de attention-whorismo de Estranja, Joslyn revela a ordem de apresentações, que é até estrategicamente coerente até chegar no desfecho mais incompreensível do que a ordem do lineup do Lollapalooza. Colocar a si mesma antes de Bianca Del Rio? Really? Auto-sabotagem de primeira!

Porém, Joslyn não é a única a fazer cagada. Aliás, eu não consigo lembrar de um desafio de stand up em RPDR mais sem graça que esse. Socorro, até queens das quais eu esperava um show que arrancasse, no mínimo, alguns risinhos amarelos, foram muito fracas. E uma rotina em especial foi de doer a alma de tão vergonhosa. Quem ajudou a julgar essa tristeza foram Bruce Vilanch  e Jaime Pressly.

Vamos ver então como se saíram as oito drag queens nessa dose dupla de episódios?

8) LAGANJA ESTRANJA 

O desempenho no comercial de maquiagem foi regular, mas a impressão de que ela é carregada pela parceira Adore é gritante. Na runway, Laganja mirou no gótico high fashion de Sharon Needles e acertou na pirigótica baixo orçamento de… bom, Laganja Estranja.

Mas foi no oitavo episódio que Laganja se destacou completamente, e da pior maneira possível. Eu nunca vi tanto mal gosto ser jogado na cara da sociedade em um espaço tão curto de tempo. A coisa foi tão doída que me custou um aperto no peito assistir duas vezes para escrever essa review. É difícil escolher o que foi pior: a afetação exagerada, os trejeitos forçados, a horrenda escolha de fazer uma rotina quase inteiramente baseada no consumo de drogas ou a piada tão horrenda quanto sobre a vagina de uma das senhoras da plateia. Se RuPaul eu fosse, pararia ela ali mesmo e nem esperaria o lipsync para eliminá-la; essa apresentação merecedora do Troféu Vergonha Alheia da season 6 também merecia uma instant elimination na fuça.

É claro que ela é colocada na parede tanto na runway, quanto no Interior Illusions Lounge. E, como sempre, ela fica na defensiva, dizendo estar sendo atacada, estar tentando, sendo ela mesma, blá blá blá blá blá. A história já ficou velha e já deu no saco de todo mundo. Just go home already!

7) DARIENNE LAKE 

Os looks de Darienne Lake são sempre a mesma coisa, né? Nada demais, nada de menos.

No comercial, Darienne parecia fumadíssima. Só faltou uma fumaça suspeita e alguns animais e símbolos aleatórios para eu ter a sensação de estar em algum clipe bizarro daquelas bandas synth/pop/indie do tipo MGMT ou Empire Of the Sun.

Já na rotina de stand up, Darienne foi, para meu choque, uma das melhores. Todas as piadas exibidas foram boas, especialmente essa:

“Na academia, eu sou como um ninja: você nunca vai me ver lá!”

Ela soube brincar de maneira irreverente e não ofensiva com a idade da plateia e o seu peso, o que também contou pontos positivos.

6) TRINITY K. BONET 

Adorei o look prostituta inspirado na Nicki Minaj, e, como podia prever-se pelos backstages, Trinity melhorou absurdamente e acabou tendo um resultado final surpreendentemente satisfatório, conseguindo até ser razoavelmente engraçada. Um verdadeiro milagre! No “Black & White”, Trinity teve, sem dúvidas, o melhor look. Fantástica postura, bem como o vestido de dominós impecável.

Depois, quando teve que fazer sua apresentação de comédia, Trinity não só tinha a responsabilidade de surpreender a todos que não esperavam absolutamente nada dela, como também suceder a terrível e vergonhosa apresentação de Laganja. Pois a mulher me coloca a plateia inteira de pé e aplaudindo logo de cara, e entrega um texto muito bom, alternando entre tirar sarro da própria infância pobre e da avó, gerando até uma empatia com os velhinhos da plateia.

“Pare de respirar tanto, você vai arruinar minha conta de luz!”

Trinity pode ter acordado tarde para o jogo, mas pelo menos acordou, e por isso subiu um pouco no ranking.

Meu único medo é que, com aquele discurso emocionadíssimo da sra. RuPaul sobre como Trinity superou seus medos, quebrou suas barreirazzZZZzzz etc, não duvido nada que agora TKB seja arrastadíssima até a final, podendo roubar a vaga de Bianca, Adore, Ben ou Courtney só para preencher a cota obrigatória de pageant queens na final.

5) JOSLYN FOX 

Não vou mentir: adorei o comercial de Joslyn e Courtney. Foi engraçadinho e ainda contava com um <3 Simon Sherry-Wood <3 como carteiro. Vale aproveitar para dar os parabéns por essa aquisição para a pit crew. Por mais carteiros assim circulando pelo Brasil! Correios, favor providenciar!

Estava satisfeitíssimo com Joslyn apostando na simplicidade com o look de mágica, mas é claro que não era só aquilo, se tratando de Miss Fox. Pois bem, a capa caiu e revelou um look bastante semelhante ao da semana passada, porém em outras cores. E se o da semana passada foi crucificado, esse certamente seria ainda mais por ser uma insistência no erro.

O número de stand up começou muito bem, mas ladeirou em qualidade e não teve mais um momento engraçado sequer depois da primeira piada. Peninha. Pelo menos o Untucked valeu pelo momento fofura com aquele vídeo lindinho do noivo dela, com direito ao cachorrinho dando tchau. Sou hater assumido de draminhas nos reality shows, mas quando a pessoa sabe usar sua vida fora do programa de uma maneira emocionante, não forçada e ainda se divertir, rir de si mesma e do sarro que as coleguinhas tiram, acho até válidos esses momentos no Golden Bar.

4) COURTNEY ACT 

Como já dito, o comercial de Courtney em parceria com Joslyn não saiu um triunfo da comédia, mas também passou longe de ser uma tortura de se assistir.

A concepção do look preto e branco ficou fantástica, e em certos momentos eu achei que estava vendo um cartoon – muito bem desenhado, por sinal. A ideia do “serving fish”, então, just priceless! Quem está se apoiando só na beleza agora, sra Ru?

Infelizmente, o stand up comedy não saiu como planejado. Foi até inteligente da parte dela incluir a música na sua apresentação, já que é fácil cativar com a boa voz que ela tem, mas teria funcionado muito melhor se a letra da canção fosse realmente engraçada.

3) BEN DE LA CREME 

Eu sigo os sábios conselhos de Eliana e pego os meus dedinhos para fazer assim para as drogas, mas tenho certeza que se um dia eu tomasse uns 69 comprimidos de LSD, eu veria essa propaganda nos meus delírios. Juro que ainda estou tentando entender que balzaquiana de bom senso compraria essa maquiagem estimulada por esse anúncio. Mas o look preto e branco estava bom, gostei daquelas coisas subindo pelo pescoço, seja lá o que fosse aquilo.

Já no desafio principal do oitavo episódio, confesso que fiquei com dó de Ben. Ela realmente estava indo muito mal, pois apesar de ser adorável, não era o momento para se contar belas histórias de vida, e sim de fazer as pessoas rirem, e nesse aspecto DeLa estava indo de mal à pior. Mas eu sou da teoria de que, por pior que a pessoa que está no palco seja, ninguém merece uma plateia sem tato, sem bom senso. Tanto que eu fiquei revoltado em situações como Taylor Swift tendo seu VMA confiscado por Kanye West no VMA 2009 ou o Restart sendo vaiado no VMB 2010. Pois bem, Ben De La Creme é vítima de outra pessoa não muito de bem com a vida. No fim das contas, o melhor jeito de demonstrar que um stand up não está bom é simplesmente NÃO RINDO, e não gritando algo que deixa a concorrente, que estava claramente ao menos tentando, desconcertada e obrigada a se retirar antes que a situação piore.

2) ADORE DELANO 

Sobre a “Black & White” runway, essas perucas meio a meio já estão meio manjadas, mas Adore acertou na mini saia; já que é para usar uma parte de baixo que não toca o chão, que seja logo curta de vez. Mas Delano conseguiu não só se sair bem no vídeo, mas também dar carona para Laganja e entregar um comercial bacana.

A apresentação do oitavo episódio não foi lá muito engraçada, teve direito até a um momento bem desconfortável em que Adore tenta se justificar falando que é sua primeira vez naquilo. Péssima hora para dar uma de Trinity, mocinha! Não chegou a ser sofrível, mas eu esperava mais de Adore. E ela deveria ter aprendido com Detox na season passada a não usar a palavra “fuck” demais.

1)   BIANCA DEL RIO 

 

Bianca é imbatível nesse grupo de drags quando o quesito é entregar uma boa comédia e não só vai muito bem no comercial (ela fazendo malabarismo com os bebês, Brasil!!!), como também parece dar o espaço perfeito para Trinity brilhar ao lado dela. O vestidinho de princesa estava mais ou menos assim: *oooo* Como não ficar babando em Bianca Del Rio servindo um look de festa de debutante emocore, porém da maneira mais fashion e bonita possível?

Agora, se no desafio do stand up todos os olhos estavam voltados para Bianca, essa não desapontou e fez bonito. Quinze segundos de apresentação dela já foram melhores que o restante do elenco inteiro.

“É ótimo ver que o elenco de Cocoon está aqui!”

“Minha mãe veio de Cuba, meu pai veio de Honduras, o que significa que eu tenho um p** grande, nenhum crédito e uma tendência em pegar coisas que não me pertencem. Minha mãe insistiu para nos mantermos fiéis às nossas origens, então minhas primeiras palavras foram: Knock knock, empregada doméstica!”

“Tudo que eu escuto dos jurados é “Nós precisamos ver mais versatilidade!”. Sabe o que eu tenho a dizer pra vocês? Eu vou mostrar versatilidade quando o Santino vencer um concurso de costura e a Michelle usar uma gola alta! NÃO VAI ROLAR!”

Sério, que texto incrível, e Bianca estava linda. Mais uns duzentos passos à frente na corrida na qual Bianca está fazendo as concorrentes comerem poeira.

Após a deliberação do sétimo episódio, justiça é feita e Ben De La Creme e Darienne Lake são colocadas no bottom por terem feito um comercial totalmente bizarro e fora do objetivo proposto, que era o de vender maquiagem. A música a ser dublada foi “Point Of No Return” (Explosé).

Na hora da dublagem, o desespero tomou conta de mim quando eu vi para onde a coisa estava rumando. Enquanto Darienne tinha passos precisos para a construção rítmica da música, Ben jogava no campo do óbvio. E, enquanto Lake ganhava os jurados com uma interpretação bastante cômica, DeLa apelou para um truque já batido e que não impressiona mais ninguém: o strip-lipsync. Era óbvio que Darienne havia vencido o lipsync. Porém, pelas trajetórias de ambas, era esperado que Ru levasse em consideração as duas vitórias de Ben e sua maior consistência e a mantivesse na competição.

Daí que… PÁ, uma voadora na minha cara. “Darienne Lake, shantay you stay”. Não consegui acreditar no que eu tinha acabado de escutar. Ben De La Creme, que, apesar de não ter ido bem no desafio, se motrou muito mais talentosa na sua jornada, abandonaria o programa por causa de uma performance que não havia sido ruim, porém equivocada e que se deixou ofuscar pela adversária. Mas, nessa altura do jogo, era ilógico DeLa sair da corrida para dar lugar a alguém como Darienne, que já esteve no bottom e entre as “Lows” duas vezes.

Pois bem… como eu esperava, foi a hora de Ru usar seu “wildcard”, seu “save”, ou seja lá como isso for chamado pela apresentadora e dona onipresente do show (como ela mesma fez questão de ressaltar). Não que ele tenha sido mal utilizado – muito pelo contrário. DeLa jamais poderia sair agora. O que foi desnecessário foi, na verdade, manter Darienne, que em pouco acrescenta, tanto em talento e desempenho nos desafios, quanto para a narrativa. Essa rixa que ela arrumou sozinha com Ben não convenceu ninguém e não empolga. Era a oportunidade perfeita de mandar mais uma inútil para casa, e essa foi desperdiçada.

Na semana seguinte, outro bottom merecido, embora Joslyn merecesse tanto quanto Ben, Adore ou Courtney estar naquela posição. Todas ficaram muito abaixo do esperado. E, claro, a presença de Laganja era obrigatória depois do que ela nos obrigou a assistir.

Confesso que quando eu vi a música usada eu já comecei a rir, por que o quão irônico é Laganja dublar uma canção entitulada “Stupid Girls” (P!nk) pela sobrevivência? HAHAHA Mas em meio às risadas eu tinha também uma preocupação, já que Estranja provou, contra Gia Gunn, que é muito boa no lipsync. Ela usou todas as suas acrobacias de novo, abriu as pernas, saltou, abriu um pouco mais as pernas, mas Joslyn conseguiu entregar atitude o suficiente para fazer uma performance à altura, mesmo não sendo tão Cirque Du Soleil. E eu também prefiro acreditar que, mesmo que Fox tivesse sentado ali e ficado lixando as unhas, RuPaul ainda assim eliminaria Laganja pelo que ela fez no main challenge.

Com isso, temos o Top 7 e a “não eliminação” da temporada já foi gasta – ou será que RuPaul extrapolará os limites do overplay e teremos outra semana em que nenhuma queen será eliminada ou a volta de alguma das eliminadas? Seis temporadas me ensinaram a não duvidar de nada quando o assunto é RuPaul e sua indecifrável e megalomaníaca mente, então só o tempo nos dirá.

Semana que vem tem mais RuPaul’s Drag Race. Até lá!

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Aleph Macaullay
Goiano que foi viver no caos de São Paulo mas não esconde as origens caipiras e chora quando ouve "Evidências". Radialista por formação e redator publicitário por profissão.