
Depois de destacar os principais erros do Piloto de Rizzoli & Isles, sou obrigado a reconhecer a grande melhora que a série teve em seu segundo episódio. Continuo dizendo que não é nada inovador e muito menos incrível, mas definitivamente, é muito divertido acompanhar o dia-a-dia dessas duas mulheres na Polícia de Boston.
Spoilers Abaixo:
Adoro essas histórias com psicopatas. Elas são bem mais engenhosas que crimes comuns, que são tratados na maioria das séries do gênero. Entretanto, tenho que dizer que o dessa semana não foi tão bom assim. Toda a narrativa do caso, desde o corpo jogado pelo viaduto no campo onde os policiais jogavam até a descoberta que o ex-policial estava matado as garotas só para colocar o cara que destruiu sua vida na cadeia, foi até bem interessante. Mas um único elemento faltou. Um elemento fundamental para esse tipo de caso: o temor. Em nenhum momento senti que o psicopata fosse um perigo real, coisa que percebemos no Piloto, quando Jane era caçada. Foram três corpos descobertos sem grande emoção, e a repercussão da mídia foi muito menos do que eu imaginei que seria, afinal, o tal Estrangulador de Boston havia marcado a cidade no passado.
Sorte que nem só de caso é feita Rizzoli & Isles, e no quesito “Vida Pessoal”, tivemos um grande avanço. Jane continua sendo a policial durona que não se relaciona e tem que responder pelas cobranças de sua mãe pela escolha de seu trabalho. Na verdade, a pressão pelo fato dela ser uma mulher nesse meio vem de todos, não só de sua família. Para nossa sorte, mesmo não vendo muito mais sobre Jane, tivemos a chance de conhecer um pouco melhor Maura e, por incrível que pareça, eu gostei bastante do que vi. Isles figura como um escape cômico para a série, e faz excelente trabalho nesse posto. Seja jogando baseball ou espantando um pretendente no primeiro encontro ao fazer um diagnóstico do rapaz, o que eu posso dizer é que a personagem me divertiu muito. E se a sua proposta era exatamente essa, ela já se encontra em posição melhor que a de Jane, que não convenceu ainda.
Outra coisa que percebi nesse segundo episódio de Rizzoli & Isles foi o elenco de apoio. É excelente. Seguram e muito a bola para as protagonistas, enquanto essas ainda não pegam o ritmo de suas personagens (na verdade, me refiro mais à Angie Harmon). E merecem grande destaque Korsak (Bruce McGill) e o novo Tenente Grant (Donnie Wahlberg). Até mesmo as aparições esporádicas dos pais de Jane são muito bem-vindas. Pena que não posso dizer o mesmo de seu irmão Frankie (Jordan Bridges), que ainda não teve muito tempo para mostrar a que veio, mas tem salvação… O que parece um caso perdido é o Detetive Frost (Lee Thompson Young), que é fraquíssimo e só vive vomitando, tentando ser engraçado forçadamente. Começo a achar que é realmente um problema de Young, já que nem mesmo em FlashForward ele convencia muito.
E só para ser chato, vou falar de um furo terrível que achei no roteiro. A última vez que tínhamos visto Korsak, ele havia sido atacado e estava quase morrendo. De repente ele aparece no começo desse episódio como se nada tivesse acontecido… E não fizeram a mínima questão de colocar nem que seja um “Você se recuperou rápido” na boca de Jane para pelo menos fingir que se preocupavam com esse detalhe. Mas ok. Foi só uma colocação.
Por fim, ressalto a melhora da série nesse segundo episódio, que corrigiu alguns pontos que critiquei no Piloto, como por exemplo, um maior destaque à Isles, e a amizade das duas protagonistas. Mas só uma dica para o 3º episódio: podem trabalhar as duas personagens igualmente, sem que uma desapareça para a outra poder ter destaque. Mesmo porque, observando a função mais dramática de uma e mais cômica de outra, ficou meio óbvio que as duas não competem pela atenção do público, mas sim, se completam.
P.S.: Vamos ter um psicopata por semana? Pensando numa vida útil maior para a série, acho que fica meio inviável isso.
P.S. 2: Jo Friday apareceu apenas em uma cena. A cachorrinha merece mais destaque.
P.S. 3: A abertura da série é ótima.














