Um passeio para fora de Riverdale que fez bem tanto para os personagens quanto para o público.
The Hills Have Eyes foi um episódio bem balanceado e na medida certa daquilo que a série precisava no momento. Um momento com um pouco de descanso para Archie, Betty, Jughead e Veronica, ao mesmo tempo que desenvolve as complexas relações entre esses quatro, dos quais, como Betty frisou, os únicos que não se beijaram ainda foram Archie e Jug (e esse é um beijo que queremos ver também!).
Todo a ideia do final de semana em Shadow Lake funcionou bem e trouxe uma boa dose de descontração de algumas tramas que já estavam ficando saturadas ou nunca nem funcionaram bem. O desconforto causado pelo beijo entre Archie e Betty ficou bem resolvido, e de forma até divertida, sem a necessidade de mais drama entre os casais, a não ser Archie tentando provar sua masculinidade, após o beijo entre Veronica e Jughead. Porém, podemos relevar, já que isso foi no mínimo engraçado de se ver. Também dou destaque para o barulho das camas rangendo quando um casal era obrigado a ouvir o outro transando, que foi simplesmente hilário.
Entretanto, nem tudo é perfeito e Archie continua com seus segredos com Hiram, que nesse episódio, só causou uma intriguinha entre os dois e depois passou, mas que aos poucos vai desgastando a dinâmica entre os personagens. Ainda falando em como Hiram afeta a vida desses adolescentes mesmo sem a sua presença efetiva, a paranoia de Jughead sempre às vezes acaba sim sendo cansativa e repetitiva, porém sabemos que sempre é válida, principalmente agora que Hiram terá poder para manipular o jornal da cidade.
O assalto à casa em Shadow Lake forneceu um clímax bacana para o episódio, por mais que eu ache que, como não é algo que irá agregar nada a trama central, acaba sendo um pouco desnecessário colocar esse grupo em mais uma situação traumática de “vida ou morte”. Minhas únicas ressalvas verdadeiras são o fato de que foi COINCIDÊNCIA DEMAIS a bolsa de Verônica estar bem em cima do lugar onde tinha o botão do alarme, e essas “coincidências” no roteiro estão praticamente virando a marca registrada de Riverdale, assim como Archie fazendo besteira e quase complicando ainda mais a situação, como ao sair correndo atrás do assaltante.

Outro fator que me agradou muito no episódio, foi o fato de voltarem a dar um lugar e tramas próprias (e interessantes!) para personagens secundários tão bons como Kevin e Cheryl. Toda a relação conturbada entre Cheryl e sua mãe funcionou muito bem como um gancho para o drama da garota durona que, na verdade, é bem solitária. A aproximação com Toni ocorreu de forma bem natural, e já estou torcendo para ver o desenvolvimento dessa dupla inusitada, porém com uma química interessante, como um casal.
Kevin teve ainda mais destaque por tratar tanto de sua relação com Moose quanto com o caso de seu pai. Sobre o primeiro, foi um tanto clichê, mas não de uma forma ruim, e sim algo que é bem característico de adolescentes homossexuais durante o ensino médio. A tristeza é ver Kevin, mais uma vez, sem encontrar um relacionamento saudável, que é algo que o personagem merece.
O relacionamento entre a mãe de Josie e o pai de Kevin também foi bem trabalhado, levando em consideração a válida reação dos dois adolescentes frente à situação na qual foram colocados ao saber do caso entre seus pais. Acho que o par formado entre o Xerife Keller e a Prefeita McCoy também é algo que funciona bem, além de ir, aos poucos, complexificando as relações de poder em Riverdale, porque, com certeza, algum conflito surgirá quando Hiram ou Hermione souberem dessa relação.















