psycho

Primeiramente, peço perdão para as pessoas que acompanhavam as reviews de Psychoville. Contratempos me impediram de continuar a fazê-las como havia imaginado, mas de forma alguma eu abandonaria vocês, portanto, comentarei hoje os episódios 3 e 4 da série mais bizarramente viciante do ano.

O terceiro episódio foi fundamental para podermos entender um pouco mais a confusa história da série. O mascarado misteriosos abandona as cartas e entrega uma fita para os 5 personagens que ele vem seguindo. Mesmo com o pequeno contratempo tecnológico (eram fitas VHS, e quase ninguém mais tinha aparelho para exibi-las), vemos o seu conteúdo, e percebemos que esses 5 bizarros personagens têm uma ligação: todos já estiveram em uma clínica psicológica, aliás, todos não, o palhaço Jelly não esteve lá.

E foi ele que teve destaque no episódio. Primeiro tivemos algumas versões de como ele perdera a mão, o que não foi muito útil já que só ocupou o precioso tempo da série. Foi algo totalmente inútil. Engraçado, afinal, quem não riu com o julgamento da Corte dos Palhaços? Mas foi inútil por não acrescentar nada à história. Eis que vemos então a verdadeira versão para a história de como Jelly perdeu sua mão e conheceu seu arquiinimigo, o palhaço Jolly.

Resumindo, antes de Jolly ser palhaço, ele foi o médico responsável pela cirurgia na mão do famoso e alegre Palhaço Jelly, mas complicações fizeram-no perder a mão e deixar de ser alegre e famoso. O Doutor aproveitou o tempo com Jelly para aprender seus truques, e assim surgiu o palhaço Jolly. Claro, a semelhança entre os nomes faz com que sempre um esteja onde o outro estiver, e discussões são inevitáveis. Por falar nas trocas dos nomes dos palhaços, eis que essa informação (que até então pra mim só era engraçada) se torna útil: as cartas que o Palhaço Jelly vem recebendo são, na verdade, destinadas ao Palhaço Jolly, o que é comprovado quando vemos que assim como os outros 4 personagens, ele também estava na Clínica Psiquiátrica, no vídeo.

A trama do Sr. Lomax ficou fraquíssima. As irmãs do Google são engraçadas, mas esperava coisas melhores vindo dali. Também não gostei muito da história do Robert, o anão se vingou de vez da atriz que faz a Branca-de-Neve e vive o humilhando. Mas a história dele é repetitiva. Sempre alguém faz alguma coisa com ele, ele fica com raiva e acaba quebrando alguma coisa ou machucando alguém com a força da mente.

Como deu pra ver com os palhaços Jolly e Jelly no centro do episódio, não sobrou muito tempo para as histórias dos outros personagens. E de fato, no terceiro episódio, só o que teve de importante além da história dos palhaços foi o segundo assassinato cometido por David e sua mãe. Mas eles ainda viriam a ter muito mais destaque na trama…

O quarto episódio é TODO centrado em David e sua mãe, que matam mais uma pessoa: Martin. O episódio em si não avançou muito na trama da série, já que não tivemos nenhuma revelação importante na história de mãe e filho. Mas tivemos sim uma revelação que, mesmo não estando diretamente ligada às cartas e fitas, pode vir a ser importante: David acha que matou seu pai, pois lhe deu 39 pílulas. Mas a revelação que foi feita é que, antes de dar as pílulas ao pai, sua mãe já o vinha envenenando, o que de fato causou a sua morte. O quanto essa revelação será relevante eu não sei, mas foi a única coisa importante no episódio.

O que eu destaco desse quarto episódio é a narrativa. Foram apenas três atores em cena, sem cortes, sem edições, sem qualquer tipo de ajuste que a TV faz para agilizar suas tramas. David, sua mãe e o ator que interpretava um inspetor não usaram artifícios para prender o público, e sim o talento deles. Não senti falta de Jelly, da Joy e nem de nenhum outro personagem (nem mesmo o mascarado misterioso), simplesmente porque a história contada por eles naquele apartamento foi mais do que suficiente para prender minha atenção durante os 30 minutos de exibição do episódio.

P.S: Hilária a “dança motivacional” de David e sua mãe, no 4º episódio.

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