
Apesar de algumas pequenas melhoras em relação ao episódio inicial, algumas falhas (além da já supracitada votação popular) continuam a prejudicar o programa.
A fraca trilha sonora da estréia melhorou bastante nesse segundo episódio, assim como a própria edição do programa. Também gosto de rever as provas do Survivor aqui na versão brasileira. A primeira prova, a da corrida, foi exatamente igual à primeira de Survivor Gabon e a do basquete na água aconteceu também em Survivor Tocantins. Aliás, adoro assistir desafios extremamente físicos como esse da imunidade, que colocam os participantes tão intensamente um contra os outros. As mulheres competiram com uma garra surpreendente, e houve até quem saísse machucada durante a prova. Minha única crítica com a execução da prova foi o Zeca Camargo mandando um participante soltar um dos que ele estava segurando. Até onde sei, o apresentador deveria apenas ditar as regras e narrar o que está acontecendo, e não interferir na estratégia de jogo de ninguém.
Uma das cenas marcantes do episódio foi a da morte das galinhas. Engraçado que ninguém tem pena de comprar frango morto no açougue, mas com as galinhas vivas nas mãos, houve gente na tribo que preferisse manter todas vivas apenas para botar ovos. Porém, numa decisão que considero acertada, uma delas acabou virando ensopado mesmo (e foi morta por Osmar e Sandi, que se acabaram de chorar depois).
Na hora da eliminação, o resultado foi o que parte das enquetes da Internet já indicava mesmo, e Eneida foi a primeira a deixar o programa com 57% dos votos. Uma inovação da versão brasileira (e que já existia nas edições antigas) que gosto muito é a apresentação dos melhores momentos do eliminado e a quebra do colar.
Quando a tribo Taiba (que perdeu o desafio da Imunidade) entrou para o portal, realmente acreditei que a produção havia abolido a idéia do líder e arrumaria outra forma de escolher o segundo eliminado. Mas não só esse elemento BBBzístico continuou, como a forma de escolha foi a mais sem-graça possível: através de sorteio. E a partir daí o próprio Zeca Camargo achou que estava num Big Brother, pedindo que o líder fizesse sua indicação antes do voto do grupo. Foi meio perceptível que os próprios participantes olharam com uma cara de que algo estava errado, e após provavelmente levar uma chamada do diretor pelo ponto eletrônico, ele lembrou que em No Limite o grupo vota antes.
Como esperado, a maioria do grupo votou no Ronaldo, não só por ele ser o elemento mais velho da tribo, mas também por causa de sua individualidade. Eis então que, em seguida, a líder Sandi indicou India, logo uma das mulheres mais fortes do grupo. Quando foi requisitado que os dois emparedados defendessem sua permanência, aconteceu algo que odeio: Ronaldo apelou para o argumento de preconceito, a mesma estratégia que fez de Jean Wyllys o vencedor do BBB5.
Portanto, como não pretendo ser imparcial, levanto a bandeira para a permanência da India. Como personagem e como competidora, ela é muito mais interessante ao programa do que mais um participante que vai tentar vencer na base da “coitadisse”.














