Pretty Little Liars chega a mais um fim de temporada, mas será que o saldo foi positivo?
Podemos dizer que a série mantém uma relação abusiva com seus espectadores: consome um tempo precioso em relacionamentos mal resolvidos e situações mirabolantes, sem avançar na história, para então nos presentear com cenas de tirar o fôlego nos finais de temporada, que fazem com que sempre voltemos para a próxima. Este season finale não foi diferente, sendo responsável por revelar quem são os atuais antagonistas da série e outros segredos menores que ansiávamos por saber. O problema disso é que tivemos pequenos vislumbres de respostas em meio a 40 minutos intermináveis de enrolação, o que faz de PLL uma série de momentos.
Com isso, os fãs que mais se divertem são aqueles que assistem PLL como quem assiste Malhação: estão ali para ver os dramas pessoais de jovens que têm de lidar com família, trabalho e relacionamentos, enquanto o vilão cibernético é só mais um mero detalhe na vida das mentirosinhas. Acontece que, e vocês podem até não concordar comigo, os dramas pessoais das liars não oferecem mais tanto entretenimento, pois, nesta temporada 6B, foram entediantes e repetitivos. A premissa de trocar adolescentes por jovens adultas parecia promissora no papel, mas na prática não trouxe absolutamente nada de novo, além de cenas de sexo um pouco mais explícitas e da possibilidade de mostrar as personagens tomando uma taça de vinho de vez em quando.
Damos adeus então a uma temporada que tinha tudo para dar o reboot que PLL estava precisando, mas que acabou entregando mais do mesmo. A temporada final – confirmada como a próxima – promete continuar essa história e dar o desfecho que muitos fãs estão esperando.
Mas antes de nos alongar sobre o futuro, falemos do presente: como terminou a temporada 6B? O season finale dá prosseguimento ao plano de Hanna e Caleb de pegar o Evil Emoji e terminar de uma vez por todas com as ameaças. Enquanto isso, Aria finalmente é honesta quanto aos seus próprios sentimentos, Alison é ameaçada por fantasmas do passado (literalmente) e Spencer trabalha com Toby para descobrir o que Sara Harvey tanto quer no Radley. Emily, a negligenciada da 6B, termina a temporada sem dar um único beijo em alguém e servindo de mera coadjuvante para Alison.
A dupla Caleb e Hanna, que continua esbanjando química, passa boa parte do episódio pondo em prática o plano desenvolvido por eles. Depois de Hanna confessar ter assassinado Charlotte no episódio passado, marca de se encontrar mano-a-mano com o Evil Emoji numa locação deserta. Caleb, porém, arma uma arapuca para eletrificar o vilão e enfim descobrir sua identidade. Enquanto executavam essa ideia, a única certeza que eu tinha era de que esse plano não daria certo, até porque os antagonistas de PLL sempre estão a dez passos na frente dos mocinhos. Depois do fiasco, o gancho para a próxima temporada é Hanna à mercê de um louco, que quer se vingar da loira por algo que ela nem mesmo cometeu.
Enquanto isso, Aria e Ezra continuam suas vidas normais de escritores de sucesso até a moça não resistir aos encantos do ex-professor e tascar-lhe um beijo para comemorar a aprovação do livro. Ali e Elliot, outro casal apaixonado, se recuperam da lua de mel desastrosa e lidam com o fato de que o Dr. Rollins tem de deixar esposa para participar de uma conferência em Chicago. É então que Ali é assombrada pelos fantasmas de Wilden e da própria mãe, até chegar ao ponto de se internar numa clínica psiquiátrica para recuperar a sanidade.
Spencer e Toby, por sua vez, descobrem que Charlotte DiLaurentis não é filha de Jessica, como todos imaginávamos, mas sim de uma ex-paciente do Radley chamada Mary Drake. A aventura dos dois resulta num conflito entre Toby e Yvonne, o que pode até prenunciar a volta de Spoby, principalmente depois da atitude de Caleb neste episódio. O que nos leva ao segmento Amores Roubados: depois de passar uma noite de amor com Spencer, o rapaz não resiste a um pedido de desculpas de Hanna e dá um beijo apaixonado na loira. Tudo bem se entregar ao amor da sua vida, mas não faça isso depois de ouvir um “eu te amo” da melhor amiga da outra.
E, por fim, temos Hanna (morta ou desmaiada?) e a grande revelação da noite: Dr. Rollins é do mal e Jessica tem uma irmã gêmea, que é a verdadeira mãe de Charlotte DiLaurentis. Os dois planejaram tudo isso juntos, com o objetivo de ter participação no Carissimi Group e poder usufruir da fortuna conquistada por Charlotte. Como toda grande revelação de PLL, essa trouxe mais perguntas do que respostas: são eles o Evil Emoji? Foram eles que mataram Charlotte? Como Elliot conheceu Mary? Charlotte tinha algum relacionamento com a mãe enquanto estava no Radley ou acreditava ser filha de Jessica? Perguntas essas que só a temporada final de PLL poderá responder.
Qual foi o saldo da 6B, então? Bem, se você viu PLL até aqui, sabe como a série é, e não vai se surpreender com nada que aconteceu. Os roteiristas decidiram agir com cautela ao invés de inovarem, o que para mim é um desperdício. Mas quem sabe 7 não é o número da sorte?
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Causos de Rosewood:
– Só queria me gabar por ter adivinhado que o Dr. Rollins era mal e que a Mrs. D. tinha uma irmã gêmea.
– A sétima temporada já conta com a atriz que faz Jessica/Mary promovida a recorrente, e a volta de Jason e Wren.
– Será que o Wilden foi escolhido só pela semelhança física com o Dr. Rollins ou por algum motivo a mais?
– O próximo vilão atende por A.D. A primeira pessoa que vem à cabeça obviamente é Alison DiLaurentis, mas acho mais provável ser alguém de sobrenome Drake.















