E ainda faltam quatro episódios para a Season Finale?

The Government has a secret surveilance system that spy on us every hour of every day”

– Collier

Em mais um excelente episódio desta 3ª temporada, Person of Interest voltou a mostrar ser uma das poucas séries capazes de trabalhar com plots diversos e distintos sem perder a qualidade ou precisar abrir mão de um em detrimento de outro. A cada episódio que passa os vários plots e vilões tão bem introduzidos e trabalhados durante a temporada ganham espaço adequado, culminando em uma sequência final eletrizante na qual nada é deixado para trás. E se a série já consegue deixar essa impressão restando ainda quatro episódios para o final da temporada, imaginem só o que ainda deve vir pela frente.

O primeiro ponto positivo de “Most likely to…” ocorreu logo no início, quando um Social Security Number aparentemente comum revelou-se como mais um ato criminoso da Vigilância, implicando no primeiro fracasso do Team Machine na proteção de uma possível vítima desde Reasonable Doubt (3×04) e indicando que neste momento da temporada não será possível baixar a guarda por um momento sequer. O assassinato de Leona Wainwright, secretária no gabinete de gestão pessoal, não só causou um baque em toda equipe como ainda foi bastante importante no episódio por permitir a abertura da trama em duas frentes, fazendo com que pudéssemos não só acompanhar o caso de Matthew Reed, como também a tentativa de proteger as informações classificadas sobre a Machine da divulgação pela Vigilância.

O caso da semana foi responsável por proporcionar  uma das melhores interações já ocorridas entre John e Shaw, principalmente durante a resolução de casos comuns, além de ter sido bastante recheado de humor, como nas cenas dos tapas em John, na engraçadíssima cena das idênticas malas de Reese e Shaw ou quando Harold tentou explicar à ex-agente sua “semelhança” com Betty Harris. Contudo, o ponto mais importante sem dúvida foi a maneira como o roteiro novamente conectou o caso com a trama principal, desta vez não por meio da vítima protegida mas sim fazendo com que os membros da Vigilância aparecessem no meio do caso para dificultar as coisas para John e Shaw e aumentando a tensão durante uma situação que de outra forma seria facilmente controlada por eles.

Mas claro que a melhor parte do episódio ficou para o plot que envolveu diretamente a Vigilância. É sempre muito bom quando podemos ver Harold “em campo” e desta vez não foi diferente, ainda mais por Finch ter tido a companhia de Lionel, que voltou a cumprir demasiadamente bem sua função de interagir com um outro personagem da série. Além disso, o diálogo entre Collier e Harold foi estupendo, fazendo com grande parte dos fãs (eu inclusive) vibrassem muito com o vilão “citando” o trecho da abertura da série praticamente palavra por palavra (Collier adicionou apenas a palavra “surveillance”, ou seja, vigilância). Contudo, como para POI um episódio ótimo muitas vezes não é suficiente,  a série voltou a ousar  ao fazer o Team Machine perder o duelo para a Vigilância e permitir a esta divulgar para toda a população a existência de um sistema secreto que vigia a todos o tempo inteiro, em uma corajosa decisão que certamente poderá causar grande impacto nos acontecimentos futuros de Person of Interest.

Outro ponto do episódio que precisa ser citado é o plot envolvendo Control e o Senador Garrison, personagem que até então nos era desconhecido, mas que acabou revelando ser mais uma pessoa do grupo original de 8 pessoas que tinham conhecimento da Machine. Garrison é provavelmente o padrinho do programa governamental que permitiu o desenvolvimento da Machine e agora terá um grande trabalho para sufocar e tentar desmentir as informações divulgadas pela Vigilância. É claro que o estrago está feito e nada será como antes, porém a grande pergunta que a série nos deixa neste momento é exatamente o quanto de informação chegará ao público.

Já as consequências da desativação da Northern Lights sobraram para Root. Como se não bastasse a difícil missão de proteger a Machine contra as futuras investidas do Samaritan, a hacker agora ganhou um belo aumento de trabalho:  cuidar dos relevantes.  Será que ela vai conseguir dar conta? Quais serão as consequências da desativação da Northern Lights? Além disso, será que Control conseguirá ficar distante ou apenas aguardará a poeira abaixar? A verdade é que a julgar pela imagem da análise da Machine sobre os relevantes exibida ao final do episódio (ver figura abaixo), só dá para ter certeza que a vida Root não ficará nada fácil!

Observações

– Não é que Shaw pela primeira vez mostrou dar uma balançadinha por alguém? Tudo bem que ela fez questão de voltar a deixar bem claro que não se envolve em relacionamentos, porém deu pra perceber que toda aquela frieza e secura talvez possa ser abalada mais facilmente do que parece!

– E a Root abusando da confiança em John e Shaw e enviando a Vigilância direto ao encontro deles, só para descobrir como os vilões estavam se comunicando? Depois ela quer que o Team Machine confie nela!

– Com a aparição de Garrison, em minhas contas (e a de outros fãs também) POI já revelou 7 das 8 pessoas originais que tinham conhecimento da Machine, conforme foi dito na primeira temporada. Além do senador, seriam elas: Alicia Corwin, Denton Weeks, Special Counsel, e Control, além é claro de Nathan Ingram e Finch. Quem será o misterioso oitavo?

Frases

“Lionel, não quer deixar de cooperar com uma agente.” (Root para Lionel)

“Já coloquei as malas no carro. AC/DC ou Dixie Chicks?” (Lionel para Finch)

“Acredito que eu que estou sendo punido.” (Finch para John e Shaw)

– “Sabe, prefiro acomodações que não cobrem por hora.” (Finch para Lionel)

– “Esqueceu seu roupão, Shaw?” (John para Shaw)

“Se tem um problema comigo, pode dormir com os percevejos.” (Shaw para John)

“Nada é muito fácil com você, Finch.” (Lionel para Finch)

“Betty Harris? Estou prendendo você… Por roubar o meu coração.” (Jack Tanner)

“É bom ter um parceiro que está disposto a se deixar ser guiado.” (Shaw para John)

“Que tal essa rapidez?” (Reese para Phil)

“Eu sempre odiei química.” (John para Shaw)

“Nós dois sabemos que você não é violento. Você ajuda pessoas. Pessoas que estão prestes a ter problemas. Kruger, Sloan, Claypool, Wainwright. Você sabia que algo ruim iria acontecer com eles antes que acontecesse. O fato disso ser possível prova algo que eu especulava. Que o Governo possui um sistema de vigilância secreto que nos espia todas as horas de cada dia.” (Collier para Finch)

“Sr. Collier, pode ser difícil para você acreditar, mas eu simpatizo com a sua causa. Só não simpatizo com os seus métodos.” (Finch para Collier)

“Já estamos em guerra. Um estado de 24 horas de vigilância com assassinatos por drones, extradições, guerra cibernética. É uma tirania construída, onde nos deixam no escuro. O que é irônico, já que o sistema se chama Northern Lights.” (Collier para Finch)

– “Despedidas são para perdedores.” (Shaw para Matthew Reed)

“Meus capangas com os sacos pretos teriam anulado esse problema antes de se tornar público.” (Control para Senador Garrison)

“Desative o programa. Não estamos mais operando. Desligue!” (Control)

Diálogo 1 (John e Shaw)

J: Não gosta de visitantes, Shaw?

S: Não gosto das pochetes deles.

Diálogo 2 (Shaw e John)

S: Entendi o motivo dessas mulheres gostarem tanto de você, Frank. Ficou noivo da morena, dormiu com a melhor amiga dela, a ruiva, antes de ter um caso com a loira.

J: Não é tão ruim.

S: Cuja mãe você seduziu.

Diálogo 3 (John e Shaw)

J:  Uma cama.

S: O chão é melhor mesmo.

J:  Concordo.

Diálogo 4 (Lionel e Finch)

L: Não me sinto tão descansado assim há tempos.

F: Espero que sim, detetive. Já passam das 13h.

Diálogo 4 (Matthew Reed e Shaw)

R: Como você lida com o estresse?

S: De vez em quando, eu atiro em alguém.

Diálogo 5 (Matthew Reed e Shaw)

R: Matar não é a resposta? É o melhor que pode fazer?

S: Não sei. Já matei muita gente. Mas meus amigos ficam dizendo que é errado.

Diálogo 6 (Shaw e Matthew Reed)

S: Eu não tenho relacionamentos.

R: Quem disse algo sobre relacionamento?

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