
O enigma do Dia dos Namorados.
Spoilers Abaixo:
Quando eu acho que já vi de tudo em Parks and Recreation, eis que essa comédia (mais maravilhosa do mundo!) me mostra que ainda há muito pelo que me apaixonar. Foi diversão do inicio ao fim e o mais chocante: num episódio focado em Ann.
Se a equipe de roteiristas de Parks consegue fazer um episódio excelente com Ann, eu não tenho nada mais a acrescentar. Elenco todo deu show e me fez rir muito, o tempo todo. Não canso de repetir meus elogios à qualidade de texto e à competência dessa equipe afiadíssima de atores.
A caçada por um homem que combine com Ann foi hilária. Teve Jerry contratando gigolôs (para si mesmo), Orin embaixo de mesas e até mesmo Tom, tentando seduzir com seu charme gangsta indiano. Em muitos momentos eu me perguntava: porque é que estou rindo disso? Mas eu sabia que era uma pergunta tola. Eu estava rindo porque eu não tinha alternativa, principalmente ao notar que Chris (DJ da DEPRESSÃO) dedicava olhares amorosos para Jerry, que na melhor das hipóteses, carrega 50% do DNA de sua alma gêmea.
Adoro quando colocam April lutando para não ser uma pessoa bacana. Ela tenta e nunca consegue. É o mesmo com Andy, que tenta não ser idiota e fracassa toda a vez.
Ben, como sempre, se mostrou fofíssimo e o par perfeito para Leslie. Tive pena dele precisando desvendar as charadas bizarras propostas por Leslie, mas tudo ficou bem no encontro diante da estátua de Lil’ Sebastian (para sempre em nossos corações), a criaturinha que Ben (não) aprendeu a amar como nós amamos.
Sei que sou a maior fã de Ron FUCKING Swanson, mas esse homem é genial. Conversou com as costelas e brincou como criança com os enigmas de Leslie, sempre deixando claro que ODEIA esse tipo de atividade e que NÃO quer isso em seu aniversário.
Momento épico em que ele diz que pode desvendar o criptex e simplesmente esmaga o troço sobre a mesa. Ri como se não houvesse amanhã. Outra cena inesquecível é da pista embaixo do sapato, sem falar de Ron interagindo no bar gay. Pode até parecer ordinário e sem graça para quem não acompanha a série, para os fãs regulares, esse episódio foi melhor do que qualquer presente de Dia dos Namorados.
4×13: Bowling for Votes

Strike para Knope.
Se na semana anterior eu tive a chance de fazer minha primeira crítica negativa (nem tão negativa assim!) sobre Parks and Recreation, o episódio mais recente não deixa nenhuma chance para isso.
Foi absolutamente bem escrito, bem pensado e bem sacado, o que fica ainda melhor com um elenco que dispensa nossos elogios, mas os recebem mesmo assim, porque nunca é demais dizer que os atores são excelentes.
Mesmo Que eu seja uma grande fã de Ron FUCKING Swanson, até quem não é precisa admitir que esse homem estava hilário no episódio. Cada cena dele foi engraçada, a começar por aquela em que Ron revela seu apreço pelo restaurante do boliche, afirmando que não é ele quem tem que ter medo da comida, é a comida que temê-lo.
Depois disso, cada reação dele ao estilo de Tom foi maravilhosa. Eu senti a vergonha alheia de Ron rasgando aquele coraçãozinho bruto, especialmente quando ele pôde testar a técnica de “boliche bundinha pra cima” desenvolvida por Tom, tentando nunca ser reconhecido por tamanha audácia. Tom, aliás, não deixou por menos. Tudo que ele faz é tão exagerado que, de forma estranha, sempre funciona. Até Ann (Girl) e suas piadinhas sobre Piu-Piu se encaixaram.
Lógico que o destaque maior ainda é para Leslie, tentando provar que pode se divertir e ganhar votos até de quem a odeia. Como sempre, Ben estava fofíssimo defendendo sua amada das más línguas, arrasando as expressões faciais para as câmeras que registram cada movimento dessa campanha.
Toda a situação armada por Jerry para arrecadar dinheiro para Leslie também rendeu muito. Ver April motivada a destruir a alegria de Chris foi sublime. Adoro a crueldade que brota nos olhos dela nesses momentos de vingança. Mais tarde, ela provou que também é uma pessoa bacana, ao tentar consolar Chris com ingressos de cinema.
Donna nem precisou falar muito para se destacar numa conversa sensual com um doador potencial e Jerry, quem diria, botou ordem no barraco e ainda deu uma de velha fofoqueira aos adiantar para todos que sua filha estava prestes a terminar com Chris. Andy foi o único a não suportar a pressão, tendo de usar o cachorro como desculpa.
É realmente impressionante notar como cada personagem obteve destaque em diversos níveis. Episódio absolutamente balanceado, o que comprova que Parks and Recreation está no topo da cadeia alimentar quando pensamos nas comédias em exibição atualmente.
4×12: Campaign Ad

Leslie Knope: Desde 1985 planejando o futuro de Pawnee.
Uma coisa estranha aconteceu comigo essa semana. Não sei porque nem como, mas o fato é que ao final do episódio de Parks and Recreation, fiquei com a sensação de que não gostei muito do que acabara de ver.
Não é que tenha sido chato completamente, só não senti aquela alegria de sempre, aquela sensação de que assisti a uma comédia perfeita, coisa que acontece geralmente. Também não quero detonar completamente o episódio, mas, infelizmente, para mim, não foi bom como o restante dessa temporada tem sido.
Muita gente estava esperando ansiosamente pela aparição de Paul Rudd, que interpreta Bobby Newport, o grande opositor de Leslie na corrida por uma vaguinha na Câmara de Vereadores de Pawnee. Até que curti a palhaçada toda, especialmente a parte da propaganda política, mas no geral, acho que poderia ter sido melhor.
Em alguns momentos, tive a impressão de que estávamos diante de DOIS Andys no episódio. Sim, porque Bobby Newport é a versão com grana de Andy. Estou certa de que não fosse o dinheiro do pai ele estaria batendo cabeças em paredes e ambulâncias como modo de vida. Isso é absolutamente notável na cena em que Bobby implora para que Leslie deixe de concorrer, perguntando até se a menininha do anúncio de sua opositora poderia trabalhar em um de seus comerciais. Mais Andy, impossível.
Enquanto Bobby fazia suas trapalhadas políticas, Andy e April fazem o mesmo em suas aventuras pelo hospital, experimentando todos os médicos e exames do mundo, como duas crianças na loja de doces. Confesso que isso não me empolgou muito, mesmo eu adorando quando os dois aprontam esse tipo de coisa.
Ron FUCKING Swanson até que conseguiu fazer sua graça tradicional, sorrindo de orelha a orelha por destruir projetos de outros departamentos. O engraçado é que Ron faz de tudo para ter o mínimo de trabalho, mas com seu jeito franco, acaba destaque para cargos mais altos, em que poderia destruir todos os projetos de Pawnee e até fechar os bombeiros, já que ele, sozinho, dá conta do recado.














