Demanda maior que a oferta.

Amy retornou, e com ela os sentimentos que fazem Drew estampar um sorriso em seu tímido rosto quando a vê. Ambos na faculdade vimos uma Amy mais madura, em que o tempo fez o seu efeito, e refletindo sobre o seu passado, notou os erros que fez. Ela não mencionou a palavra aborto abertamente, mas ela pairou no ar junto com o seu affair do acampamento de férias enquanto Drew a esperava em Berkeley. Adicionando o status relação aberta proposto por Natalie, não foi possível sentir raiva dele ter dormido com Amy, e apesar de me simpatizar com o seu espírito livre de ser, Natalie não é páreo para  o peso de Amy na vida de Drew.

Com a vontade de Amy em se fixar em Berkeley e Drew aderindo a idéia, prevejo um clima acirrado entre as duas mulheres de nosso querido, com a pioneira Amy em um lado e Natalie do outro representando o novo. Ultimamente tenho comentado bastante sobre esse aborto que nos pegou de surpresa temporada passada, e que foi resolvido muito rapidamente na surdina, me deixando um pouco decepcionado pela quantidade de histórias que poderiam se desdobrar dele. Com o retorno de Amy quem sabe a história não acaba vazando e pegue os Braverman desprevenidos, e a reação de cada um deles (especialmente de Sarah) em relação a essa difícil experiência e muito bem guardada que Drew passou enquanto os demais tocavam com as rotinas do dia-a-dia.

Não está fácil para ninguém, mas para Julia o seu problema é homem demais ao seu redor. É quase a mesma situação que Drew está passando, porém muito pior. Ver um matrimônio sólido de anos indo para o ralo transformaram a vida de Julia, que está vivenciando tempos dificílimos, fazendo a época da adoção de Victor parecer mamão com açúcar. Fazendo um cross-over com outro personagem, fiquei apreensivo com o e-mail inicial de Zeek pedindo para Mille voltar antes, mas agora vejo que até poderia ter sido positivo esse ato egoísta, pois Julia está precisando desesperadamente de uma mãe. Nem o melhor conselheiro feminino televiso, o The Oprah Winfrey Show está mais presente para Julia arranjar algumas dicas.

Agora é a hora dos roteiristas pegaram ainda mais fundo com Julia. Ela está em um ponto crítico emocionalmente, e talvez colocando mais combustível nessa fogueira, como por exemplo uma separação temporária de Joel, pode ser o elemento perfeito para ela ter um lapso nervoso, um break-down. Claro que não desejo nada de ruim para a pequena Julia, mas seria um presente sem preço ver Parenthood destrinchando fundo um personagem e abusando ao extremo o talento de Erika Christensen. Algo quase no estilo Sons of Anarchy ou Breaking Bad. Não precisa ser tanto, mas algo que toque e ao mesmo tempo nos deixe de boca aberta.

Zeek, que foi mordido pelo mosquito da saudade, está em casa sozinho, com tempo o suficiente para pensar sobre a sua vida. Sem habilidades culinárias em seu currículo, o patriarca arranjou um amigo faladeiro, que acredito não incomodou apenas Zeek. Mas não é que nos surpreendemos com a sinceridade do amigo ao fazer Zeek se tocar do quão sortudo ele é por ainda ter Camille ao seu lado? Como dito anteriormente, fiquei muito apreensivo ao ver o primeiro e-mail escrito por ele para Mille, pedindo para ela não ficar mais uma semana na Itália, e fiquei ainda mais surpreso em saber que Zeek sabe mexer no computador, e até enviar e-mail!Para uma pessoa como ele, jurava que ele detestava modernidades.

Fui ainda mais surpreendido ao saber que o mulherengo (finalmente consegui assimilar o seu nome \o/) o vizinho desconhecido chamado Carl Fletcher é na verdade, Dr. Carl Fletcher, médico e humanitário. Um tapa total na cara nos telespectadores que julgaram como a vós que escreve o livro pela capa, e até mesmo de Sarah que compartilhava o mesmo pensamento de grande parte de nós. Por fim comecei a simpatizar com esse relacionamento, e não é por interesse senhores, mas sim por termos descoberto algo a mais sobre Carl e ter tido uma presença real do personagem, deixando o papel de figurante que estava tendo. Mas Ray Romano ainda está sob contrato em Parenthood, e nem tudo parece estar resolvido.

Na verdade, esse episódio foi provavelmente o mais importante para o Hank desde que ele apareceu. Indiretas foram lançadas sobre nós, mas essas insinuações nunca foram concretizadas se ele realmente tinha síndrome de Asperger. Eis que “Promises” chegou, e Hank e a síndrome ficaram frente a frente graças a uma crise de raiva de Max. Interessante os roteiristas abordarem o diagnóstico tardio do Asperger, e como se lida com isso. Ainda é bem cedo para saber como Hank irá se comportar nesse pós-diagnóstico, ou até mesmo se realmente é Asperger que ele tem, mas não tem como deixar essa storyline rolar para debaixo do tapete.

Talvez pela overdose de Amber nos últimos dez episódios, foi um alívio não ter o seu drama exibido nesse episódio. Com tantos outros para explorar, foi uma boa pausa em sua incansável triste vida dessa temporada, mas para aqueles que já viram o promo do próximo episódio, Amber, seus dramas e boring Ryan retornaram.

No quesito audiência, “Promises” marcou 3.96 milhões de telespectadores e 1.3 na demo. No mesmo horário, Elementary liderou com 1.8. seguida por The Assets, com 0.7, substituindo Scandal.

P.S.: Momento cute-cute do episódio: a NBC parabenizando Monica Potter por sua indicação ao Globo de Ouro logo no início.

P.S. 2: Alguém mais reparou que a abertura não foi exibida devido ao tempo? É impressão, ou foi a primeira vez que isso aconteceu?

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