Os  10+ restantes.

Chegou a hora de conferir o segundo round dos melhores episódios de 2015, in our opinion! Se você perdeu a primeira parte, não deixe de conferir aqui. Agora é a hora de relembrar os melhores episódios de 2015, exibidos na segunda metade do ano (de julho a dezembro).

A summer season 2015 bombou tanto que teve série que emplacou episódios na lista anterior (primeiro semestre) e nesta aqui. É claro que eu estou falando de… Bem, confira a seguir!

10. The Good Wife 7×01:  Bond Por Diogo Souza

Em Bond, primeiro episódio da sétima temporada de The Good Wife, os roteiristas da série reafirmaram a sua criatividade ao produzir novas situações para a vida pessoal e profissional de Alicia Florrick. A sexta temporada se deslocou do drama jurídico para o drama político. Agora teremos um misto desses dois gêneros, levando em consideração o papel de Alicia na corrida à vice-presidência de Peter. O seu novo emprego se apresentou como um caminho que poderá mostrar outras nuances da personalidade de nossa protagonista, tal como a sua relação com o Direito. O primeiro caso de Alicia foi um tanto insosso, porém, serviu para que ela estabelecesse uma relação com Lucca Quinn e se colocasse em um lado oposto aos seus antigos colegas de escritório. O conflito entre Eli Gold e Ruth Eastman foi uma subtrama que rendeu bons risos e conflitos.

Nesse episódio, a série mostrou que possui fôlego para mais uma temporada, apropriando-se de tramas já bem desenvolvidas (campanha política), mas sem permanecer em uma zona de conforto. Podemos esperar embates, armadilhas políticas e alianças improváveis nessa sétima temporada de The Good Wife que, apesar de concentrar o núcleo da narrativa nas ações da protagonista, possui uma boa mão para dar visibilidade e função a personagens coadjuvantes.

9. The Affair 2×09: Episode9 Por Filipe Degani

Às vezes, pinta furacão em Março! Às vezes, arroubos do destino movimentam nosso mundo, despedaçando nossas bases. Toda a premissa de The Affair se funda exatamente na ideia de um impulso incontrolável, de circunstâncias poderosas que nos afetam, levando a resultados inexoráveis. O ritmo desta segunda temporada não confirmou muitas críticas (precipitadas e preconceituosas – #prontofalei) que a série recebeu após o finale do ano passado: ali muitos enterraram a série, por causa da irresolução da porcaria do mistério da morte de Scott e até evocando os fantasmas do armário do canal Showtime. O ritmo da série continua privilegiando um mergulho em profundidade na psicologia das personagens, fugindo de maniqueísmos e com um primor imagético.

Neste episódio 9, a estrutura convencional de dois point-of-views foi pela primeira vez quebrada, com o anúncio de um furacão chegando sobre NY. Enquanto Helen merecidamente encontra um romance (no equilíbrio certo entre sentimento e lúxuria), Allison sofre ao ir para o hospital em trabalho de parto e não conseguir se comunicar com Noah. Um misto de emoções conflitantes, embora evidentemente toda a tensão construída em torno da filha de Allison e ~~Noah~~ e o desespero de Allison em dar à luz praticamente sozinha e em meio a toda aquela tempestade (metáfora melhor para a personagem impossível) foram pontos altos da atual temporada e principais motivos da inclusão deste episódio nesta lista de melhores. Ah, impossível deixar de mencionar a cena em que Noah flagra a filha na festa em que ele estava! The Affair na sua melhor forma! 

8. The Walking Dead 6×03: Thank You Por Vinicius Fernandes

A sexta temporada de The Walking Dead teve um midseason finale fraco, mas ela veio com tudo esse ano e ao menos isso não podemos negar. Desde o primeiro episódio, Rick e seu grupo tiveram que pôr em prática um perigoso plano para impedir que uma imensa horda de zumbis entrasse em Alexandria. No entanto, já era esperado que algo desse errado e isso ocorreu no episódio três, quando todo o plano do xerife foi por água abaixo. O grupo composto por Rick, Michonne, Glenn e alguns personagens novos tiveram que lutar para sobreviver à horda de zumbis, dispersada graças à buzina do episódio anterior. Michonne conseguiu salvar apenas duas pessoas e Rick teve que lidar mais uma vez com a inconsequência de Morgan, o que não é nenhuma novidade, tendo em vista os acontecimentos do midseason finale. Mas quem sofreu mais? Glenn, o queridinho dos fãs da série. Esse episódio foi o responsável por várias noites mal dormidas, brigas e várias teorias malucas, pois afinal, Glenn “morreu”. Todo o mistério e o peso do episódio se perderam no sétimo episódio, quando descobrimos que seu personagem conseguiu sobreviver, de forma absurda e um pouco irreal, mas conseguiu. Porém, no final das contas, esse foi o melhor episódio da temporada até o momento, e superou muito o encerramento do ano. Agora, o jeito é rezar para Negan chegar e explodir logo tudo, aí quem sabe esquecemos o fiasco que foi o midseason finale.

7. Narcos 1×06: Explosivos Por André Zuil

Se você esteve no planeta Terra em 2015, pelo menos, ouviu falar da série Narcos, criada por José Padilha e protagonizada por Wagner Moura (ambos de Tropa de Elite) para o Netflix. Narcos se tornou um sucesso inquestionável, transitando entre a realidade e a ficção para contar a história do narcotraficante mais influente da história moderna, Pablo Escobar. Recentemente, a série rendeu ao ator brasileiro a indicação ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator – Drama. Este episódio serviu como “viaduto” das diversas tramas desenvolvidas até aquele momento da série: Pablo sendo um pai, ensinando valores e responsabilidades para seu filho; o agente da DEA Murphy (Boyd Holbrook, Garota Exemplar) em grandes momentos: tirando de Bogotá a comunista Elisa, que poderia ligar Escobar ao massacre no Palácio de Justiça. Investigando uma das principais peças de Escobar no jogo de intimidação do Governo Colombiano, um artista na fabricação de bombas, membro da ETA, conhecido como El Español, responsável por derrubar o voo 203 da Avianca em 1989. Ao mesmo tempo, Murphy, tentava proteger o candidato à presidência César Gaviria, que deveria estar no voo 203; e temos o agente Peña (Pedro Pascal, Game of Thrones) que protagonizou um dos momentos mais emblemáticos da série, a caçada ao Gacha.

Escondido em Cartagena, Gacha – um dos pilares do Cartel de Medellín – era um narcotraficante procurado por toda polícia colombiana. Em uma ação do esquadrão tático, é pego de surpresa em uma de suas fazendas e o que podemos acompanhar é uma sequencia cinematográfica de perseguição, carro em fuga, helicóptero disparando armamento pesado contra o veículo, muita adrenalina, com direito até a jargão a lá Capitão Nascimento. Durante essa perseguição, o agente Peña solta um “dale prumo”, um equivalente ao “Senta o dedo nessa porra!” que tivemos em Tropa de Elite. Bom, já pode imaginar o resultado, né?! Padilha pode se autorreferenciar? Pode sim, senhor! Em tempo, esse episódio ainda nos mostrou o intrincado e generoso sistema de recompensas criado pelo Escobar: para cada policial morto, o assassino recebia 1 milhão de dólares. Não à toa, Escobar foi traído por um comparsa apenas uma vez.

6. Fargo 2×08: Loplop Por Thiago Pereira

Por que Loplop, dentre tantos episódios maravilhosos que Fargo apresentou, veio parar nessa lista? Primeiro, porque apresentou a melhor dinâmica de personagens até então vista, com o trio Ed-Peggy-Dodd funcionando num conjunto e harmonia irretocáveis. Mesmo quando a série mostrava Hanzee e suas ações, o ritmo jamais caiu, apresentando uma narrativa fluida. Além disso, o humor negro estava afiadíssimo, principalmente na figura de Peggy torturando de forma displicente seu prisioneiro. Referências ao filme também se fizeram presentes, como quando Peggy tenta arrumar a imagem da TV durante um documentário sobre insetos. O aspecto técnico também foi muito bem feito, notadamente os trabalhos de maquiagem e sonoplastia. Até mesmo pequeníssimos detalhes chamam a atenção, como o jogo de forca na cabine que Ed usa para mais tarde ele mesmo quase ser enforcado por Dodd. Se o diabo está nos detalhes, Fargo é uma das séries mais diabólicas dos últimos tempos.

5. Hannibal 3×13: The Wrath of The Lamb Por Thais Cardoso

Quando uma série é cancelada sem aviso prévio para a produção, sempre existe o receio do series finale ser insatisfatório e deixar várias tramas em aberto. Bryan Fuller, além de uma mente criativa e incrivelmente fascinante, não correu o risco com Hannibal. Sem dúvida, um dos melhores series finales já feitos. Bryan planejou da mesma forma que as duas temporadas anteriores: uma season finale que servisse para o final definitivo. O episódio The Wrath of The Lamb foi emocionante, inteligente e aproveitou todos os seus personagens com maestria. Hannibal e Will concretizando a fantasia do Dr. Lecter em libertar Graham foi um espetáculo inesquecível, vai perpetuar sempre nas mentes dos fannibals, assim como a queda no abismo de Hannibal e Will e o elenco maravilhoso. E por esse finale brilhante, Hannibal ganhou sua posição aqui.

4. Jessica Jones 1×09: A.K.A. Sin Bin Por Kin Jordan

Jessica Jones chegou como um reforço de peso para o time de série baseadas em quadrinhos e gerou um buzz enorme no mundo televisivo (ou do streaming, no caso). Foram tantos bons episódios, tantos textos incríveis que ficou difícil eleger o episódio que entraria na lista. Aka Sin Bin foi um episódio de extremos e reviravoltas. Um episódio de muita tensão e suspense, onde finalmente podemos ver o vilão em um momento fragilizado e a protagonista finalmente tomando o controle da situação. Tivemos participações significativas de diversos personagens e diálogos afiadíssimos. Toda a sequência final envolvendo Kilgrave e seus pais foi sensacional e facilmente uma das melhores que assisti esse ano. E a cereja do bolo foi ver Jessica soltando um leve sorriso ao perceber que finalmente poderia enfrentar seu maior pesadelo. Parabéns à Netflix pela coragem e ousadia e pela entrega de cenas fortes e bem trabalhadas.

3. How To Get Away With Murder 2×09: What did we do? Por Gabriel Lanzaro

Repetir uma fórmula de sucesso nem sempre pode significar que ela alcance o mesmo resultado no ano seguinte. Entretanto, quando o nome da série é How to Get Away With A Murder, é necessário que ao menos os alunos da professora Annalise Keating saibam como fugir de uma situação tão complicada como esta, seja ela no tribunal ou não. Assim, apostando novamente em flashforwards, como em seu primeiro ano, HTGWAM apresentou até então uma excelente temporada, atingindo seu ápice em What did we do?, episódio no qual Viola Davis já garantiu seu nome na próxima lista de indicados do Emmy Awards (ou até quem sabe a estatueta de novo). Num ritmo alucinante, tal episódio foi capaz de mostrar a verdade da maioria dos acontecimentos na mansão dos Hapstall e, principalmente, o desespero de Annalise para proteger alguém novamente – neste caso, Nate, a cobaia do assassinato de Sam na temporada anterior.

Tudo bem que o fim de Emily Sinclair foi até certo ponto previsível, ainda mais com os acontecimentos iniciais do episódio, mas a cena proporcionada pela decisão insana de Annalise de (para bagunçar a cena do crime) atirar em si mesma foi incrível. Primeiro, porque revelou a verdadeira face da professora no que concerne a tudo de ruim que ela tinha causado em cada um dos alunos, afirmações estas ditas por ela mesma em uma sequência fantástica. Além disso, apesar de Laurel afirmar que talvez eles merecessem ir para a prisão, Annalise, após contar que Rebecca estava morta, quase foi assassinada por Wes, salvando-se graças a uma palavra: Cristophe. Esse nome mostra o porquê de Annalise ter escolhido um aluno com uma teoria extremamente fraca no piloto e ter instigado-o desde o começo naquela aula, abrindo um horizonte de cenários a serem explorados ao lado de outra excelente adição desta segunda temporada: Eve Rothlow. De fato, estar nesta posição dos melhores episódios de 2015 deve-se principalmente à atuação fenomenal de Viola Davis, mas não pode ser retirado o mérito do excelente roteiro de What did we do?, que foi capaz de proporcionar tudo isso.

2. The Leftovers 2×08: International Assassin Por Daniel Barcelos

É extremamente gratificante ver o episódio que mais dividiu os fãs de The Leftovers nessa posição do ranking! Uma série que tem, como premissa, o fato de 2% de a população mundial ter simplesmente desaparecido não vai nos dar 100% de respostas cientificamente comprováveis. O que necessariamente não quer dizer que esse episódio todo não tenha se passado dentro da mente de Kevin. O público nunca saberá muito mais sobre a “Partida Repentina” que os personagens, espero que todos já tenham se conformado com isso. Mas a forma como a história vem sido contada e como essa falta de certeza molda os personagens de forma que optem pela razão ou pela fé (no que quer que seja) tem sido uma construção fascinante. A quantidade de simbolismo e easter eggs presentes nesse episódio, juntamente com a assinatura do roteiro por Damon Lindelof e Nick Cuse (filho de Carlton Cuse), é de lembrar os melhores episódios de Lost e parar frame a frame pra ter certeza que nada foi perdido.

1. Mr. Robot 1×09 – eps1.8_m1rr0r1ng.qt Por Alexandre Bonfá

A missão de eleger o melhor episódio da série mais surpreendente deste ano era uma tarefa inglória, porém este nono episódio, reuniu todos os elementos que reafirmaram o quanto Mr. Robot é uma obra diferenciada. O final da jornada que revelou a Elliot a verdadeira identidade de Mr. Robot, intercalando flashbacks e cenas em que a sua esquizofrenia se tornou inegável foi uma obra-prima. E, para completar, este episódio foi o catalisador de um novo mistério: seria Tyrell mais uma das personas de Elliot? O reconhecimento está vindo através de várias indicações a prêmios que a série está recebendo, entre elas ao Globo de Ouro de melhor Drama e melhor ator para Rami Malek. Com um roteiro planejado para cinco temporadas e o canal USA apostando na competência do diretor Sam Esmail, Mr. Robot tem tudo para estar aqui, no topo da nossa lista de melhores episódios em 2016 novamente. Eu espero.

E para você, quais foram os episódios mais memoráveis do segundo semestre? Compartilhe conosco sua opinião nos comentários logo abaixo.

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