A merda que fede mais.

Spoilers Abaixo:

À metade da primeira magnífica temporada, a mais nova série da Netflix continua fazendo episódios sensacionais mostrando que mulher está muito longe de ser o sexo frágil. Durante uma disputa pra lá de questionável para descobrir quem vai representar as detentas no Grêmio Carcerário de LitchField, foi muito perceptível a intenção de Jenji Kohan de mostrar como é importante o apoio das pessoas amadas durante o processo de uma luta.

A esse ponto da temporada, Mr. Healey está começando a me dar preguiça e sinais de que não demora a arranjar encrenca com a Piper. Pelo menos, foi dele a ideia genial de criar esse conselho das prisioneiras, que protagonizou o sexto episódio da temporada. E também foi genial a ideia da autora de utilizar esse artifício para desenvolver o principal tema do episódio: apoio.

Antes mesmo de dar início a toda essa comoção das campanhas eleitorais do conselho, Nicky teve sua chance de relembrar dois momentos que vão de encontro um ao outro em seus rápidos flashbacks. Enquanto sua família a deixou por conta do uso abusivo de drogas, uma então desconhecida (Red) tomou conta dela e serviu de motivação pra personagem de Natasha Lyonne largar a heroína, promovendo uma das mais belas cenas dramáticas da série até agora.

Chapman, por sua vez, mesmo perdendo um pouco de espaço dentro do episódio para que outras personagens tenham a chance de contar suas histórias, deixou bem claro que não é só a prisão que faz uma pessoa precisar de carinho e atenção. Ao telefone, Piper e Polly estavam lá uma para a outra, mesmo separadas pela distância. Polly é uma personagem que tem chamado muito minha atenção no desenrolar de OITNB. Seus textos costumam ser sensacionais. Infelizmente, entretanto, eu ainda não consegui encontrar uma relevância para ela no que diz respeito à série como um todo, enquanto vejo que seria ideal uma participação mais ativa, já que ela é a melhor amiga da protagonista.

Por falar em relevância dos personagens, houve uma confusão de sentimentos da minha parte quanto ao noivo de Chapman. No começo, fiquei um pouco frustrado com a participação de Larry. Isso é deveras incômodo, pois ele deveria ser o porto seguro de Piper fora da cadeia. Ao invés disso, ele está mais preocupado em usar a imagem denegrida de sua noiva para se promover como jornalista. Esse plot, entretanto, apesar de ter sido mega chatinho, foi um tanto útil para promover a ideia geral do episódio, que eu levei três parágrafos para explicar e não vou ficar repetindo porque não quero que vocês cansem de mim. Nesse sentido, fica bastante evidente que Larry deve permanecer nessa posição antagônica à sua noiva em prol de provocar uma recaída entre Chapman e Alex. Essa foi a única explicação que consegui encontrar para justificar o flashback do casal lésbico, pois aquela cena pareceu completamente deslocada e desnecessária para o desenvolvimento do arco. Já está mais que na hora de dedicar um episódio à história da ex-namorada de Piper. Espero que venha logo.

Em resumo, WAC Pack não foi meu episódio preferido de forma geral. Mas conhecer o passado de Nicky foi de extrema importância de uma forma emocional, pois a personagem possui essa característica de despertar um sentimento de cuidado. Talvez teria sido mais interessante se o plot da relação dela com a mãe tivesse sido desenvolvido com mais calma, pra gente poder entender um pouco mais sobre o que levou a ex-junkie a recorrer ao uso das drogas e, principalmente, o que a levou à prisão. Provavelmente isso não vai acontecer na primeira temporada, pois há muitos personagens a conhecer. Mas vou ficar na torcida para que isso aconteça no segundo ano da série.

Em tempo: Aplaudi de pé Taystee e Poussey imitando mulheres brancas e conservadoras.

Em tempo 2: Daya e Bennet continuam fofos, mas como pode um cara perneta não mancar? Tá na hora de dar a nona temporada de Grey’s Anatomy pra ele assistir.

Em tempo 3: A bateria daquele celular é eterna? Meio mal contada essa história.

Em tempo 4: Pra quem não sabe, aquela cicatriz da Nicky é de verdade. Natasha Lyonne foi submetida a uma cirurgia no coração em 2012. Aparentemente ela passa bem 😛

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