O verdadeiro preço da magia.

Spoilers Abaixo:

Uma das máximas de Once Upon a Time diz que a magia tem um preço e é isso o que começamos a ver um pouco mais de perto, criando um momento crítico para Storybrooke e para todos os seus habitantes. Usar magia dentro dos perímetros da cidade não é mais seguro como antigamente, porque com a maldição quebrada, a barreira protetora, que evitava intrusos na região, não funciona mais.

Apesar de esse ser um tema muito pertinente para a série, tenho dúvidas sobre o tratamento que a situação irá receber. Nesse episódio vemos a primeira ameaça real chegar a Storybrooke, gerando alguns questionamentos que, apesar de naturais, soaram estranhos vindos de alguns personagens considerados ‘bons’. Não é nem que não seja válido, mas não combina muito bem que os ‘mocinhos’ se juntem para discutir se o forasteiro deve ser operado ou deixado para morrer. A decisão de cuidar do motorista que bateu seu carro na divisa da cidade veio bem em tempo, mas só porque estamos lidando com um universo fantasioso. Na vida real, ele provavelmente não teria sobrevivido enquanto todo mundo discutia se ele deveria ou não receber socorro.

Depois de ser operado e estar em período de recuperação, o forasteiro ainda mente para Emma e ela cai na conversa fiada, o que é estranho, já que ela jura que sabe identificar mentiras a quilômetros de distância. Fora isso, as preocupações são genuínas. O mundo real, onde a mágica dos Contos de Fadas não existe, irá tratar qualquer morador da cidade como uma anomalia ou um grande perigo. A maioria ali é inocente, mas há outras figuras, como Cora, Rumples e Regina que teriam o poder de gerar pânico ou uma gigantesca onda de curiosidade, que faria Storybrooke ser inundada de turistas em busca de uma foto com seu personagem favorito. É como se a Disneyland virasse realidade e estivesse ali, pronta para uma visitinha no final de semana.

Imaginem que agradável seria uma oficina de magia maligna com Cora Corega? Ela já está até vestida a caráter para algo do tipo, se prestarem atenção. Única coisa sobre ela é que não dá para entender como Regina – que cita o passo a passo do plano da mãe – se permite influenciar. Ela sabe que Cora Corega é nociva e não está ali por motivos nobres, então porque se enganar. Regina, no fundo, é muito carente. Ela tem tantos traumas amorosos que acha que ser mãe de Henry é possuí-lo. Imagino até ela enfiando o menino numa torre e pedindo para ele atirar as tranças, porque esse é o único modo de afastá-lo de Emma e dos avós.

Falando na Família Real, eis que o incidente com Belle servirá para que Emma pague sua dívida com Rumples, afinal, ela se diz uma ‘caçadora de pessoas’ e vai entrar numa jornada em busca de Baelfire. Se nossas teorias de que Bael é o pai de Henry vão se confirmar, só os roteiristas sabem a essa altura. De qualquer forma, mal posso esperar por essa viagem de Rumples e Emma para agitar a série, que anda decaindo em comparação com a metade final da 1ª e o começo dessa 2ª temporada.

Minha maior lamentação e todas foi ver a pequena xícara ser assassinada por Belle, que perdeu a memória e começa a agir feito retardada. Reparem que os acessos e exageros são apenas na presença de Rumples, o que é compreensível se pensarmos no terror de receber um beijo dele num leito de hospital. Mesmo assim, nem o fato de ela tê-lo visto usar magia justifica tanta histeria. A atriz deveria dosar melhor suas reações, porque passou do ponto. Além disso, notei que Rumples fez da xícara o talismã de Bell, pensando que o objeto a faria recuperar a memória. Até aí, tudo bem, mas não dá para esquecer que, no episódio anterior, quando Belle pergunta sobre talismãs, Rumples afirma que a poção mágica para fazê-los está esgotada e por isso, ele deve ir atrás do filho sozinho. Tem alguma coisa sem sentido aqui, porque ele age como se pudesse fazer talismãs com a maior facilidade. Isso ou apenas ignoraram completamente a informação dada na semana passada.

Nos flashbacks, ganhamos mais um pedaço da história de Dr. Baleia e descobrimos que ele não usa o nome Frankenstein para não ser associado ao monstro que criou. Continuo gostando bastante do recurso de usarem o preto e branco para representar esse reino (ou universo paralelo), em homenagem ao filme clássico.  O dilema moral do personagem coube muito bem com o restante do episódio e pudemos entender como foi que ele chegou a enganar Regina para obter corações.

Para terminar, Henry levanta a hipótese de que Storybrooke esconde mais mistérios do que o conteúdo de seu livro, já que ele nota, pela primeira vez, que nunca pôde identificar Dr. Baleia porque sua história não estava contida entre as demais. Já sabíamos que o leque de opções de OUAT era grande, mas isso confirma que absolutamente tudo é permitido e pode acontecer.

P.S* Senti climão entre Ruby e Baleia.

P.S* Senti climão entre Rumples e Cora Corega.

P.S*Senti climão entre Emma e Hook.

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