
E finalmente começa a ficar óbvio quem merece ser finalista deste Aprendiz…
Spoilers Abaixo:
No segundo bom episódio consecutivo desta edição do Aprendiz – e dois episódios bons seguidos é algo a se comemorar este ano! –, nossas aprendizas (!) tiveram de exercitar sua capacidade de aumentar o patrimônio da equipe por meio de trocas.
Quando João Dória começou a falar sobre a famosa história do canadense que começou com um clipe vermelho e terminou com uma casa, confesso que achei que as meninas iam ter de começar com um clipe também e fiquei bastante decepcionado ao ver que o objeto inicial seria algo tão facilmente “trocável” como uma camisa autografada do Neymar.
Mas não demorei a me render à ideia, porque, enquanto a capacidade de subvalorizar um clipe era nula, a chance de alguém cometer uma burrada ao trocar um item considerado tão valioso era razoável. Mais uma vez, o resultado era quase unicamente uma questão de números, e, como minha torcida era para a Vetor, foi emocionante ver uma equipe conseguindo objetos de valor maior que a outra a cada cena. Golaço da edição nesse sentido.
Vetor
Quando vi Renata questionando o valor que Dória havia atribuído à camisa e subvalorizando o objeto, apesar de eu entender a necessidade de cautela, fiquei com medo de que sua liderança afundasse a equipe e prejudicasse Bruna e Daniely. Mas, no fim das contas, isso não teve uma importância tão grande, porque, mais uma vez, Bruna se destacou (já pode contar pra quem vai minha torcida, produção?) e encontrou uma “cliente” em potencial.
As meninas acabaram chegando a um vestido de noiva usado e passaram a fazer as trocas em locais especializados nesse tipo de produto, o que também achei uma boa ideia, apesar de não entender como elas podem confiar cegamente no orçamento de quem está interessado em realizar a troca – crítica que Dória acabou fazendo à outra equipe. No fim, conseguiram um belo vestido novo, de valor superior aos R$ 14 mil que Dória afirmou que valia a camisa inicial.
Resultado da vetor: R$ 17.820
Vanguarda
Erraram do começo ao fim. Louca para voltar cedo ao hotel, Suelen quis parar a tarefa às 17h no primeiro dia (acho que foi no primeiro, não ficou claro). Graças à persistência de Janaína, que a convenceu a ficar, as duas acharam o local em que realizaram a primeira troca. Mas quando Janaína decidiu dizer que o produto final seria doado para alguma instituição com certeza, meu “alerta vermelho” ligou na hora. Mesmo que não tivessem perdido naturalmente a prova, duvido muito que as três não seriam desclassificadas por usar esse argumento, que, além de ser mentira, de empreendedor não tem nada.
Valem parênteses para refletir sobre o quão estranho é um programa que obriga seus candidatos a mentir sobre os reais motivos do que estão fazendo (e inventar a própria mentira, aparentemente) cobrar tão enfaticamente uma postura ética. É claro que entendo por que é proibido falar a verdade, abriria portas ridiculamente durante a realização das tarefas, mas, mesmo assim, quando a gente para pra pensar, não parece estranho? A tal falta de ética acaba sendo induzida pela situação a que se submetem os aprendizes.
Resultado da Vanguarda: R$ 12 mil, com algumas mentirinhas pelo caminho.
Do início ao fim da primeira parte da sala de reuniões, eu tinha certeza de que ou Suelen, pela incompetência e falta de atitude, ou Janaína, pela falta de ética, seriam demitidas. Mais uma vez, a edição acertou ao deixar os barracos (quase) de lado e focar a tarefa e as competências (ou falta delas) das candidatas. E acho que qualquer uma das duas poderia rodar, mas eu não via saída para Suelen, pendurada há muitos episódios.
Uma observação importante: vocês repararam que, agora que os responsáveis pela edição perceberam que a audiência está mais interessada nas discussões sobre a tarefa do que em barracos, a participação do Cláudio Forner vem aumentando durante a exibição da sala de reuniões, e a da Carla Pernambuco se tornando cada vez menor?
Quando começou a segunda parte e Suelen viu que estava em perigo, ela fez o que faz melhor: armou o circo pra cima da líder, que caiu direitinho nas muito bem articuladas armadilhas da concorrente e – pasmem (ou não) – foi demitida.
É verdade que, parando para analisar, faz sentido que, após duas lideranças derrotadas, ambas com problemas de comportamento antiético em sua equipe, Maria Fernanda fosse demitida, mas não vimos Dória dizendo nada sobre isso, e ele parece ter tomado sua decisão com base simplesmente em quem falou mais alto. E nós, que sempre temos alguma esperança de que o apresentador nos surpreenda e não demita o líder, teremos de esperar mais um pouco.
Analisando rapidamente as concorrentes restantes, devo dizer que, com as sérias manchas por falta de ética no histórico de Renata e Janaína, e vendo Suelen indo mal em todas as tarefas e ganhando apenas no grito durante as salas, fica difícil imaginar uma final justa que deixe de fora Daniely ou Bruna, claramente as melhores candidatas do programa.
P.S. – alguém deveria avisar ao Dória que essa humilhação de “E leve o quadro!”, “E leve a pipoca!”, “E leve a Elvira!” não foi uma ideia legal para o programa.













