O dia em que voltei a ser feliz com Glee.

Spoilers Abaixo:

Geralmente eu tenho medo de elogiar Glee e, na semana seguinte, ser obrigada a retirar tudo o que disse, porque afinal, regularidade não está entre as qualidades da série. Porém, hoje resolvi fazer de conta que não existe amanhã e me dei ao luxo de ser completamente feliz com Glee. Fui mesmo. Vocês nem podem imaginar.

Pela primeira vez, desde o inicio da segunda temporada, eu fiquei empolgada a ponto de dançar junto, bater palminhas no fim das músicas e me emocionar com a história. Para mim, Glee é isso. Uma trama adolescente bacana, que consegue variar do drama à comédia e que me faz querer dançar e cantar junto com os personagens. Entretenimento puro, diversão. Nunca pedi nada além disso.

Esse sentimento de alegria ao final de um episódio é algo que poucas séries conseguem manter e mesmo que eu saiba que isso pode mudar daqui para frente, tudo bem. Só por hoje eu já fico satisfeita. Depois de um longo discurso como esse, fica óbvio que esse foi, para mim, o melhor episódio até aqui. Gostei também dos dois anteriores, mas minha conexão com esse é muito maior.

Meu principal elogio é para a utilização de boas músicas, assim como para a variedade de intérpretes. Estamos cansados de Rachel e Kurt, isso é fato. Amei ver Tina e Mike cantando ‘ABC’, adorei todas as canções em homenagem à família Jackson, aliás. Ri muito com ‘Red Solo Cup’, me impressionei com a apresentação das Troubletones e claro, vibrei com mais um número musical dessa linda e maravilhosa que é Lindsão, encarnando Harmony, mais uma vez, deixando a dica de que pode voltar para o ano que vem.

O mais engraçado é que, ao final do episódio, uma coisa fantástica me aconteceu. Enquanto New Directions e Troubletones cantavam juntos, tive meu primeiro momento de pesar, a respeito da mudança inevitável no elenco, a partir do próximo ano. Nunca antes eu pensei que poderia sentir saudades dos personagens que estão para sair.

Enquanto isso não acontece, festejo a volta de Sam, mesmo que seja temporária. Eu nunca fui a maior fã do Bocão, mas convenhamos, ele convenceu muito como stripper e como coreógrafo de dança sensual. Sam trouxe uma injeção de humor impressionante e promete ainda reconquistar Mercedes.

Estou muito pasma é com Finn. Difícil eu gostar de qualquer plot que o envolva, mas do jeito que está, a coisa vai bem. Tudo o que está acontecendo é importante para o desfecho dele na série, assim como o de Rachel e Kurt. Finn está assumindo uma posição de liderança, em vez de ser só o babaca grandalhão e sem talento que atrapalha as apresentações.

Confesso ainda ter gostado do enfrentamento entre Kurt e Sebastian, mas começo a achar que Kurt pode sair perdendo, já que seus dias em Glee estão contados. A relação entre Rachel e Quinn também rendeu, embora eu ache um pouco bipolar essa história de a pessoa ir de megaevil a anjinha da união, em tão pouco tempo. Quinn está uma bagunça nessa temporada e precisam decidir qual é o rumo dela.

Fiquei muitíssimo emocionada com Mike Chang e seu pai. Está aí um personagem que saiu do nada e conseguiu uma trama bacana e amadurecimento na série. Cheguei a ter lágrimas nos olhos ao presenciar a conversa deles sobre sonhos e objetivos, com a participação ativa de Tina, tão talentosa e tão pouco aproveitada.

O interessante é que pude ver a progressão de Glee ao longo de três anos. Quando chegamos a esses episódios em que as competições são destaque é que fica mais notável. No começo era tudo meio desleixado e cheio de obstáculos. O New Directions, apesar de lutar contra todos os seus arquiinimigos, nunca venceu, de fato. Eu sei que é estranho, mas mesmo sabendo que tudo isso é ficção, eu ficava aqui, torcendo por eles. Dessa vez, acho que a consagração do grupo no campeonato nacional é certa e eu só espero até lá, eu possa escrever mais elogios do que qualquer outra coisa.

P.S* Lindsão fez mais em dois episódios do que Damião em meia dúzia. Quem é o vencedor de The Glee Project agora? Hein?

Músicas no episódio:

  • “ABC” – The Jackson 5: Tina (Jenna Ushkowitz), Kurt (Chris Colfer), Mike (Harry Shum Jr.), Quinn (Dianna Agron) e New Directions
  • “Control” – Janet Jackson: Quinn (Dianna Agron), Blaine (Darren Criss), Artie (Kevin McHale) e New Directions
  • “Red Solo Cup” – Toby Keith: Sam (Chord Overstreet), Finn (Cory Monteith), Rory (Damian McGinty) e New Directions
  • “Survivor / I Will Survive” – Destiny’s Child / Gloria Gaynor: Santana (Naya Rivera), Mercedes (Amber Riley) e The Troubletones
  • “We Are Young” – Fun: Rachel (Lea Michele), Finn (Cory Monteith), Quinn (Dianna Agron), Mercedes (Amber Riley), Sam (Chord Overstreet), Santana (Naya Rivera) e New Directions
  • “Buenos Aires” – Evita: Harmony (Lindsay Pierce) e The Unitards
  • “Man In The Mirror” – Michael Jackson: Artie (Kevin McHale), Finn (Cory Monteith), Sam (Chord Overstreet), Puck (Mark Salling), Blaine (Darren Criss) e New Directions
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