Ninguém faz cara de maluca como Jackie.

Spoilers Abaixo:

A química entre Jackie e Frank segue ótima, inclusive na cama, merecendo até um high five. É incrível como ele parece ser feito sob medida para ela, ele fala o que ela precisa ouvir, seja com humor, com firmeza, com um presente, ele sempre sabe o que falar e da melhor forma para o momento. É difícil falar de amor, cada um tem seu timing, mas ver os crazy eyes de Jackie quando ouviu Vereli falar essas três palavrinhas pela primeira vez foi um dos pontos altos da série. Não me canso de elogiar o elenco de apoio, mas esqueço de comentar a incrível performance de Edie Falco. Talvez ela seja tão boa que dispense comentários mesmo.

Outro momento memorável de “Heart” foi ver Zoey imitando Carrie. Me fez querer um especial com a enfermeira imitando todos os personagens, de tão crível que ela foi imitando a vozinha, poses e olhares de Roman. Ri alto e bati palmas sozinha.

Carrie tentou, mas Zoey ganhou. Há alguma justiça no mundo. E karma. Fui convertida por esse casal quase que imediatamente – com a ajuda da minha incrível antipatia à Dr. Roman, não posso negar. Eu estava tão errada, com uma visão tão limitada, quando me opus a essa ideia. Perdoe-me Zoey. Agora ficou difícil escolher o casal mais fofo da série.

Bobinha eu, que achei que além de incrivelmente irritante, Grace também era boba e não sabia o que a mãe aprontou em temporadas passadas. Não me recordo de Jackie ter se assumido viciada para a filha, mas “Heart” tratou como se assim fosse. Se alguém tem uma memória melhor que a minha e sabe quando isso aconteceu, por favor me relembre. Grace chegou no hospital jogando toda a merda no ventilador e Jackie retribuiu a gentileza com a mesma discrição. Até quando a menina tem razão, ela irrita. É um dom. As indiretas, ok, diretíssimas que ela deu em Jackie teriam sido ótimas de ver em outro momento ou de outra pessoa. Mas durante essa crise aborrecente, não deu nem pra curtir.

Adorei ver um lado diferente de Kevin, que passou 5 anos sendo tão maleável que por vezes parecia bobo. E chato. Mas mexer com uma filha dói mais do que mexer com o orgulho e vimos o pai virar uma fera com o namoradinho de Grace. Sinto um certo alívio quando vejo Kevin reagir e virar o jogo que o põe como vítima (ou pai dela). Até para mim, que não simpatizo com a menina, foi incômodo ouvir o que aquele infeliz diz sobre ela, imagine para Kevin. Mereceu bater a nuca na parede.

Num dia como aquele, foi super compreensível a falta de atenção dada a Frank, mas Jackie lidou com isso de uma forma péssima com a sua falta de explicação e vimos Vereli mudar da água pro vinho. Com as informações que ele recebeu e a falta de correspondência na declaração de amor, um over reacting é permitido, mas ele foi um tanto infantil demais para quem parecia tão perfeito.

Já Jackie foi radical demais na decisão de abrir mão da custódia das filhas, que são o motivador-mor de sua sobriedade. Eu concordo com Kevin, já disse em outras reviews, ela é uma adolescente and that’s it. Mas é impossível não entender o ponto de vista de Jackie. A intenção é proteger, mas elas só sentirão ainda mais abandonadas. Se Kevin deixar isso acontecer, muita coisa há de desandar.

P.S: Mexer na medicação fez bem até aos cabelos de Gloria.

PS.2: Thor é o melhor dos traumatizadores – na falta de um neologismo melhor.

P.S.3: Cooper num momento Cooper: “Boning up instead of boning“. Nenhuma tradução faria jus a isso, então nem me atrevo. Esse é o Cooper raiz, o Cooper moleque. Uma leitora comentou que com a saída de O’Hara (com quem ele mais contracenou na última temporada), ele ficou apagado, num plot com Carrie que rendeu pouquíssimo. Foi essa fala que me fez perceber o quão pouco vimos o melhor dele. É uma pena e desperdício.

P.S.4: Nurse Jackie foi renovada para a sua 6a temporada e segue sob a batuta de Clyde Philips. Todos comemora!

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