Tudo começou com Roma. O filme de Alfonso Cuarón fez bonito em praticamente todas as premiações da indústria desde que foi lançado na Netflix e o Oscar foi um deles. O longa não ganhou Melhor Filme, mas foi indicado. Ficou com o de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Diretor e Melhor Fotografia. O longa é considerada uma das mais belas obras cinematográficas do nosso tempo, mas não foi exibida nos cinemas em grande circuito. Isso levou Steven Spielberg – um dos célebres membros da Academia – a divulgar que propôs uma mudança nas regras da premiação do Oscar que impede filmes produzidos para streaming de concorrerem ao prêmio. Spielberg quer que esse tipo de longa concorra apena ao Emmy, premiação dedicada a TV.
A posição do diretor gerou polêmica. Há quem concorde que filmes que não estejam nos cinemas sejam tratados como “filmes para TV”, enquanto outros acham que o Oscar premia filmes e que a plataforma onde sejam exibidos não deveria importar. O debate é extenso e abre precedentes inclusive para filmes que concorrem apenas no Emmy por serem produções de redes fechadas como a HBO.
A Netflix usou o twitter para responder ao diretor de forma indireta e usou argumentos que são realmente difíceis de refutar.
“Nós amamos cinema. Aqui estão outras coisas que nós amamos:
– Acesso para pessoas que não podem pagar ingressos ou não tem cinemas em suas cidades.
– Permitir que todos possam em qualquer lugar, ao mesmo tempo, aproveitar lançamentos.
– Dar aos cineastas novas formas de compartilhar arte. Essas coisas não são mutuamente exclusivas”
We love cinema. Here are some things we also love:
-Access for people who can’t always afford, or live in towns without, theaters
-Letting everyone, everywhere enjoy releases at the same time
-Giving filmmakers more ways to share artThese things are not mutually exclusive.
— Netflix Film (@NetflixFilm) 4 de março de 2019
E aí? O que vocês acham de tudo isso? Filmes feitos para streaming e para a TV merecem um lugar no Oscar?





















