Sobre o bem mais precioso que NCIS ainda possui.
Todos nós sabemos que o que ainda prende muita gente à NCIS são seus excelentes e apaixonantes personagens. E, mesmo diante de mais uma perda inestimável no elenco, ainda é prazeroso parar para ver a equipe e suas complexidades individuais, além das relações que desenvolvem entre si.
Mesmo tendo esse tesouro nas mãos, os roteiristas sempre se limitaram a explorar essas relações exclusivamente dentro do trabalho, como se esses personagens se encontrassem apenas ali. Quantos episódios vocês se lembram de ter um começo atrelado a alguma interação entre eles antes de receber a próxima investigação a ser feita. Agora de memória consigo lembrar de uma ação de graças ou Natal em que eles fizeram uma ceia juntos.
Em tempos de vacas magras, quando a procura extensa pelo motor que continuará a nos impulsionar episódio após episódio (pelo menos para aquelas pessoas que, como eu, sabe que estará nessa jornada até o final), Déjà Vu mostrou que pode mostrar um pouco mais dessas relações enquanto ainda pode.
Nesse episódio continuamos a ver uma intensa interação no trabalho, mas havia algo diferente (como estamos sentindo em toda essa temporada para falar a verdade): algo estava mais aprofundado naqueles diálogos.
Claro que não podemos negar o clima de despedida de Tony DiNozzo. É o momento de fechar as pontas ao redor da história do personagem e legar alguns ótimos últimos momentos antes de sua saída. No entanto, e a cena final fez isso com maestria, ainda há ouro em NCIS e ele repousa com seus personagens. E a torcida fica para que essa aposta continue presente no decorrer dessa temporada.















