Jogo dos erros (e acertos) no desenvolvimento de personagens.
Essa 13ª temporada de NCIS não tem sido fácil para os nossos personagens, especialmente Gibbs e Ellie, que encararam momentos decisivos em suas vidas. Gibbs anda pensativo após encarar a morte (pela 100ª vez na série) e Ellie perdeu a confiança em Jake e a estabilidade de seu casamento.
Day in Court e Blood Brothers foram episódios centrados em Ellie e em trabalhar essa storyline dada a ela. Realmente, segundo palpites nas reviews anteriores, a história de Bishop nessa temporada viria através de Jake. Contrariando minhas melhores expectativas, veio ancorada em uma traição.
Minha decepção com essa opção vem por várias vias; uma delas é atribuir ao marido de Ellie uma característica que até então não tinha sido sinalizada em sua caracterização; outra é mais uma vez optar pela destruição de um relacionamento estável; a última é movimentar a história da moça a partir de um personagem masculino.
Essa última via não é exatamente novidade em NCIS: se olharmos para a jornada de Ziva, vemos que sua entrada e saída na série foi atrelada ao seu falecido irmão, além dela ter storylines na série que tinham relação com um namorado e/ou interesse amoroso. Mesmo quando pensamos em uma personagem tão sólida e bem desenvolvida quanto a nossa querida ex-Mossad, cujas interações passavam facilmente no teste de Bechdel, ainda era possível encontrar esses lapsos incômodos.
Se no desenvolvimento de Ziva isso passava despercebido, o que dizer quando o esse recurso é utilizado com Bishop, uma personagem que ainda não recebeu seu lugar ao sol? Realmente está difícil acertar a mão em seu desenvolvimento.
O que NCIS não erra é em nos causar profunda emoção com personagens estabelecidos. Spinning Wheel trouxe mais uma vez Adam Campbell interpretando o jovem Donald Mallard, com uma história que nos fez mais uma vez chorar com o nosso querido legista. Descobrir que as milhares de viagens de Ducky foram causadas pela busca de seu meio-irmão – relação perfeitamente construída em apenas um episódio – acrescentou mais uma camada ao já tão profundo personagem e nos fez ir às lágrimas com o maravilhoso reencontro.
Os três últimos episódios antes do hiato do final do ano de 2015 mostraram que NCIS ainda sabe acertar, mesmo que continue a insistir em alguns erros.















