Um episódio chocante como há muito não se via em NCIS.

Episódios contendo uma das ex-esposas de Leroy Jethro Gibbs significam altas risadas pelas situações apresentadas pelos roteiros. Então quando vi que Diane (que sempre foi minha ex favorita), a número 1, juntamente a Rebecca, a mítica número 2, imaginei que teríamos o dobro de risadas e diversão, além de certas revelações sobre o porquê da não aparição de Rebecca até então. Quem diria que a situação rapidamente ficaria mais série e traria uma tragédia inesperada?

Ok, um fato sobre a série é que os retornos de mid-season costumam trazer abordagem dos arcos centrais das temporadas e, desde Choke Hold (episódio 12X04) que esperávamos o retorno de Sergei Mishnev.

E ele realmente retornou, deixando estragos realmente memoráveis dessa vez. Talvez fosse esse toque de maldade que estivesse faltando para fazer com que Sergei se tornasse um vilão realmente temido na série, recriando mortes importantes na série e que marcaram Gibbs (e a nós) seriamente.

Tudo isso exatamente para culminar na cena do terraço do prédio.

Esse foi um golpe realmente baixo dos roteiristas, afinal a execução de Kate Todd pelas mãos de Ari Haswari foi a primeira morte chocante da série (e que inaugurou a tradição da série de perdas desse calibre, como Mike e Jenny) e certamente ocupa o imaginário de qualquer fã de NCIS com uma vivacidade ímpar. Tanto é que, quando Gibbs e Diane estão no terraço e a câmera abre a tomada, tive aquela sensação de deja vù, tendo a certeza do que aconteceria em seguida.

Confesso que a morte de Diane feriu profundamente, não só por ela ser a minha ex favorita como pela insistência em usar a morte de uma personagem feminina para desencadear uma movimentação na storyline de Gibbs (a velha tática da busca de vingança). No entanto, esse é um recurso usado massivamente na série (vide a menção acima de Jenny) e, mesmo a contragosto, preciso admitir que essa perda trouxe uma motivação para que o arco de Sergei tomasse outras dimensões.

Seja lá o que for, sabemos bem que esse pode ser apenas o começo dos planos de Sergei. O título – Check – sugere que um elaborado jogo de xadrez ainda se estenderá por pelo menos mais um episódio (embora eu acredite, pela tradição da série, que esse arco se estenda até o final da temporada), com mais alguns alvos e a revelação das motivações do mercenário russo. A proteção oferecida por Gibbs a Rebecca e o noivo certamente foi uma medida sensata, pois ela pode ser o próximo alvo depois da morte de Diane.

Aliás, falando em ligações, fiquei intrigada com o fato de uma parte da família de Sergei ser paquistanesa. Ainda tenho em mente a series premiere (Twenty Klicks), onde soubemos que ele tinha alguma relação com Ari. Será essa relação algo que vai para o sangue? Isso certamente justificaria as proclamações feitas pelo russo, quando afirmou que Gibbs “mexeu com sua família”.

São especulações, expectativas e um ânimo renovado para acompanhar o que vem por aí nos próximos episódios de NCIS. Como praxe, a tragédia torna-se combustível para os roteiros da série e temos a promessa que a coisa vai esquentar.

Regras do Gibbs: 

Nesse episódio tivemos largo uso da regra 39: “não existem coincidências”. Inclusive, Rebecca afirmou que foi ela quem deu essa regra a Gibbs, mesmo que ele tenha negado. Como sabemos que Shannon começou essa tradição de regras, não duvido de nada.

Referência cinematográfica: 

Dessa vez foi Abby que fez uma mistura de referências, usando Matrix (1999) como base para entender a súbita habilidade de uma das vítimas com armas, falando que Morpheus poderia ter baixado Dirty Harry (Perseguidor Implacável no Brasil, 1971) para seu cérebro.

Notas gerais: 

– Tributo a Diane foi de cortar o coração;

– Ellie e Tony como parceiros no crime, ao zombar da lista de McGee de resoluções para o Ano Novo;

– E Gibbs não teve uma resolução para o Ano Novo, e sim uma restrição médica de 72 horas sem café que, claro, não conseguiu cumprir;

– Gibbs sem café = King Kong sem bananas. PALMER, Jimmy;

– Jimmy foi bem no humor e no drama: desde sua diversão com o espetáculo do interrogatório de Rebecca (repleto de fofocas) até o momento em que atingiu seu limite antes da autópsia de Diane;

– Aliás, a cena da sala de interrogatórios e a rádio peão do Navy Yard foram espetáculos a parte no alívio cômico desse episódio;

– E o mistério da mítica ex número 2 foi revelado: sua instabilidade não é páreo para o fato de ter sido pega na cama com Gene, seu atual advogado e noivo;

– Se uma ex é bom, duas então é fantástico. Pena que foi o último episódio de Diane (sentiremos sua falta, Melinda McGraw). E haja coração para o momento em que Gibbs terá de contar sobre a morte de Diane para Fornell;

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