Depois do choque, não tivemos qualquer tipo de enrolação. Fomos direto ao ponto da cena final, que nos provocou um milhão de reações adversas na última semana. Apesar disso, não ficou exatamente muito clara a intenção de Olivia. Aparentemente, a intenção da mulher era apenas fazer algumas brincadeiras com Juju, mas pelo que estamos conhecendo aos poucos de Olivia, ela não parece ser alguém que dá pontos sem nós, e algo me diz, que por trás disso, ainda existem más intenções em suas atitudes. Pelo que parece, Charlie realmente vive um casamento infernal e já estou quase torcendo para que ele a largue e fique com Juliette. Estou gostando bastante desse aprofundamento dos personagens novos, pois estes possuem a mesma essência dos personagens principais e atendem a proposta da série: saber o que há por trás das fachadas.
Quando entramos nos méritos da proposta da série, sabemos que as aparências em questão, são os segredos de bastidores abafados pelo show bis. Entretanto, também é válido sempre destacar que a construção de aparências não é uma prática exclusiva deste tipo de situação. O casamento é uma instituição que, se não praticada de uma forma honesta e construtiva, tende a alcançar o fracasso, porém não é tão fácil assim expor isso a sociedade. Ainda mais quando se faz parte da alta sociedade, onde a fachada é quase tão poderosa quanto tudo que você tem. Quando conhecemos Charlie, a impressão imediata foi de um cara seguro, bem sucedido, conquistador e que traía e manipulava sua doce e inocente mulher. Poucos episódios depois, parece que a história deu uma volta completa. Olivia parece terrível, Charlie um fraco controlado e que, de qualquer jeito, procura escapar do sufoco de seu matrimônio.
O matrimônio, uma instituição milenar praticada em todos os tipos de culturas, não possui mais as mesmas tradições. Existem infinitos motivos que levam um casal a se unir. Entre eles os melhores e os piores. Se entre Charlie e Olivia é a sustentação de uma infelicidade conveniente, Teddy e Peggy se uniram por um pior, que foi julgado como melhor. O velho golpe do baú foi a porta de entrada utilizada por Peggy para ser a mulher do prefeito e colocar um ponto final e definitivo em seu casamento, já arruinado, com Rayna James. Se o golpe da barriga fosse aquele clássico, até que seria menos baixo que a prolongação de uma mentira, mostrando como Peggy é a mais suja de todas as personagens da série. E conscientemente. Teddy até tenta ser um bom homem, apoiando o suposto sofrimento da mulher, e consequentemente, começa a conquistar alguns pontos com o público. Ninguém torce contra a pessoa honesta e que está sendo enganada. Pelo contrário, o público costuma a abraçar as vítimas de qualquer situação.
Como vítima, também encontramos Scarlett neste episódio. Não vítima de um relacionamento ruim, ou de enganações tão mal intencionadas. Mas sim vítima de sua personalidade e sucesso. Acho que já estava mesmo na hora de acompanharmos um pouco de reação de sua parte. Sua participação nesta temporada está bem menos intensa, como personagem, nesta sessão, embora as oportunidades de ouvir mais e claramente a bela voz de Claire Bohen sejam mais frequentes. O ponto que quero chegar, é que nós, como parte do público, já reconhecemos as dificuldades da personagem e já somos familiarizados com a sua personalidade. Não fazia mais sentido episódios após episódios tratarem de Scarlett apenas como um instrumento de aprofundamento em seus problemas, isso nos cansa da personagem, e não acho que a levar para o mesmo caminho que Deacon estava seguindo seja a melhor opção para alguém tão querida pelos fãs da série. Neste capítulo, assistimos a um avanço muito satisfatório na trajetória de Scarlett na segunda temporada. Enfrentar os seus medos, superar os seus desafios. Essa era uma característica que acreditei que ela já houvesse adquirido após o término com Gunnar, mas de alguma forma, ela estava regredindo. Gunnar também parece estar, aos poucos, voltando para a vida de Scarlett e o dueto dos dois foi muito lindo de se ver. Torço muito para que ela consiga se apresentar não como a aposta de Rayna, mas se destaca pelo seu valor, superando os obstáculos.
Mais um ponto que reafirma a minha teoria, é o exemplo que Scarlett tem. Rayna é a fênix do country. Respeitada por todos os públicos, as cantoras mais novas tentam a superar, mas ela que possui todo o jogo de cintura suficiente para ser a rainha da superação. Depois de acompanhar todos os seus problemas familiares, a carreira começou a sufocar Rayna e o baque da perda de seu material parecia ser motivo para iniciar uma grande crise. Mas como já deveríamos saber, ela vai achar uma solução para isso também. Enquanto sua estratégia contra o novo dono da gravadora não entra em prática, Rayna se distrai com seu novo affair. Estou bastante curiosa para saber o que vai acontecer quando Liam voltar e ela se encontrar entre os dois. Não podemos também descartar jamais o eterno amor de Deacon. Rayna está disputada, assim como ela merece muito.
Juliette que também estava se sentindo disputada pelo casal problemático high society, se sente mesmo bem na companhia de Avery. O interessante é que tenho a certeza que, desde a morte de sua mãe, Juju encontrou onde menos procurava uma pessoa de apoio. Se olharmos para todas as outras pessoas desse elenco, Avery é quem torna Juju a melhor entre as pessoas que ela pode ser. Ela parece valorizar a sua amizade, ser mais sensata e razoável e apreciar a companhia de Avery. Quantas vezes assistimos Juliette se abrir tão fácil e descontraidamente para alguém antes? Eu sei que Avery não era o mais apaixonante dos personagens na primeira temporada, mas quem não ama uma redenção? Eu sei também que no fundo vocês estão torcendo por uma aproximação especial entre os dois, mesmo que seja uma má ideia, mesmo que alguns torçam pela reconciliação com Scarlett, seria interessante saber pelo menos como seria.
Alguns pontos ficam soltos neste episódio, entre eles, o que Juju vai fazer sobre Charlie. Seria uma boa acreditar nesse homem? E as consequências de destruir um casamento, por pior que ele seja? Gunnar pode confiar em Jeff? Será que ele venderá sua alma por esse contrato? Como Rayna irá se livrar de Jeff e sua pressão? Onde está a namorada de Deacon e como será sua relação com Maddie? Será que Gunnar esconderá por muito tempo que estava tendo um caso com Zoey, a melhor amiga de Scarlett? São muitas perguntas, e aguardamos ansiosamente, como sempre, o próximo passo da caminhada divina do estrelato de Nashville. Vida longa sempre!















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