Super gêmeos ativar!

Spoilers Abaixo:

Misfits continua sua caminhada em uma temporada surpreendentemente boa. Claro, que depois dos acontecimentos do episódio passado, veríamos uma pisada nos freios emocionais. Mas isso não quer dizer que o episódio foi devagar ou ruim, muito pelo contrário. Não tivemos tempo de luto por Curtis, talvez somente um minuto de silêncio entre Rudy e o probation worker. Probation worker este, que está prestes a bater o recorde de duração dentro da série.

Os produtores, decidiram tirar um pouco do peso dos ombros de Joseph Gilgun e seu Rudy nesse episódio, e deram espaço para Nathan McMullen e seu Finn brilharem. E eles, de fato brilharam. Finn já ocupa um espaço especial no meu coração e a cada episódio que passa eu gosto mais do personagem. Sua busca pelo pai foi sensacional. E como bom personagem deliciosamente loser, ele teve que aturar as histórias sobre a mãe promíscua. Mas vamos tirar o chapéu, não é qualquer um que descobre que o apelido da mãe é “Anal Mary” e ainda mantém a compostura.

Claro, achei um pouco descabida a facilidade com a qual ele acha o pai, mas nem me importei, porque os diálogos que presenciei durante essa investigação valeram, e muito, a pena. Misfits é uma série que faz toda diferença devido aos seus diálogos bem escritos pelos roteiristas e bem executados pelos atores. A qualidade está tão boa, que mesmo quando é ruim, descabido e até um pouco forçado, o resultado final é bom. Afinal, é isso que esperamos de Misfits, uma série totalmente anormal. Finn agora precisa virar homem de vez. Conseguiu descobrir quem era seu pai, mas logo o perdeu. Só que o resultado não foi de todo ruim, já que ganhou uma irmã no processo.

A dinâmica entre ele e sua irmã (ops, meia irmã) Grace foi muito interessante e até mesmo emotiva. Espero que ela volte a nos agraciar com sua presença. Afinal, Grace e seu poder de manter as pessoas vivas, podem ser bem úteis. A dinâmica entre Rudy e Finn, continua sendo o ponto alto do episódio, sou muito amor por Rudy e Finn. As provocações de irmãos e até mesmo a preocupação, mesmo que meio distorcida, que um tem com o outro estão bem trabalhadas.

E o Alex “from the bar”? Sério mesmo que ele anda por aí pedindo para ver o pênis de estranhos? Tá bem claro que o Alex “from the bar” não é gay, mas como nada em Misfits é simples e ordinário, espero altos níveis de bizarrice nessa história. Para nossa alegria! Alguém mais acha que Jess continua muito chata? Eu acho. Talvez meu maior problema seja a maneira como ela trata o Finn. A personagem está falando muito e fazendo pouco (pelo menos por enquanto).

Mas o Alex “from the bar” está aí para mudar essa situação. – Baby One More Time da Britney Spears como toque de celular, respeitar ou não respeitar, essa é a questão!

– Filme de Misfits a caminho? Pode ser que sim, de acordo com o criador Howard Overman. Inclusive ele deixou escapar que já fez um primeiro rascunho do roteiro. Howard falou também, que se o filme realmente acontecer envolverá tanto os personagens atuais, quanto os antigos e deu como certa a volta, pelo menos, de Simon e Alisha, e ainda disse que essa volta acontecerá de uma maneira totalmente inesperada. Felicidade? Sim e não, porque não sabemos o que um filme significa para o futuro da série. Lembrem-se, que na cabeça dos ingleses, filmes baseados em séries são, quase sempre, o desfecho FINAL das histórias deixadas em aberto.

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