Qual a sua história?
Risk Assessment, mesmo não sendo um dos melhores episódios da temporada, trouxe uma boa surpresa aos fãs da predecessora de Major Crimes, The Closer, e ainda nos deu mais motivos para gostar de cada personagem.
Quando disse, há algumas semanas, que Major Crimes sabe desenvolver seus personagens, eu não estava brincando. Depois de nove anos conhecendo a maior parte do atual Esquadrão (só vale pra quem acompanhou The Closer), finalmente ficamos sabendo por que cada um deles decidiu ser policial. Tudo isso graças a Buzz, que acaba dando uma pequena lição de moral em Rusty quando diz que o garoto só se importa consigo mesmo. Gosto quando Buzz tem mais tempo em tela; é um ótimo personagem que, por vezes, acaba sendo pouco utilizado.
Quanto às histórias de cada membro da Major Crimes, a que mais gostei foi a do próprio Buzz, que perdeu o pai e o tio durante um assalto, quis entrar para a polícia, mas acabou se formando em cinema porque sua mãe tinha medo de que ele morresse sendo policial.
O caso da semana foi interessante, mas não me surpreendeu. Não esperava que a mãe de Tyler fosse a assassina de Robert Keller, mas o negócio do ‘cachorro que reconhece o assassino’ já foi usado em várias outras séries, até em The Closer, se não me engano, então achei um pouco chato.
Ainda tivemos a participação especial de Jon Tenney. Após o cancelamento King & Maxwell, Tenney pôde voltar a incorporar o agente do FBI Fritz Howard e ajudar a Major Crimes a solucionar dois homicídios. O único problema dessa participação é que o FBI não fez nada para ajudar no caso. Reparem, a única assistência dos agentes durante o caso foi na hora de passar as informações que tinham sobre as vítimas e sobre a força tarefa que estavam fazendo na região em que ambas foram mortas. Todas as prisões foram feitas com oficiais da Polícia de Los Angeles, Fritz apenas acompanhou o processo.
Mas nem por isso sua participação foi ruim — só foi mal utilizada. Foi bacana ver Fritz enfrentando o congressista e dizendo que nem o FBI nem a LAPD trabalhavam para ele. O agente Howard acabou tendo mais coragem que o próprio Chief Taylor, que sempre foi cauteloso em suas relações políticas. Entretanto, quando um congressista usa seu cargo para revelar, em rede nacional, uma Força Tarefa realizada numa região dominada por gangues e coloca em perigo a vida de vários policiais, algo deve ser feito. Adorei ver Taylor tomar alguma atitude e dizer que enviaria um relatório ao Comitê de Ética do Congresso denunciando a atitude do congressista.
A participação de Fritz Howard tem algum sentido quando vemos Raydor entregando as 27 (não eram 29?) cartas recebidas até agora. Com o FBI nessa investigação, logo teremos um perfil da pessoa que escreve as cartas — grafologia é uma ciência muito legal! Além disso, podemos ter a certeza de que ainda veremos o agente Howard nessa temporada, afinal restam apenas três episódios para sabermos que é a mão que balança o berço escreve as ameaças. E agora que Raydor assinou a autorização para Rusty participar da investigação, podemos esperar mais ação nos próximos episódios.
PS: Emma Rios: ZzzzZzz.






















