Um filler que vai além.

Essa semana, Major Crimes faz jus ao nome do episódio e aposta tudo nesse excelente filler da temporada. Filler, sim, mas nem de longe ruim. All In pode não trazer novidades à trama principal, mas entrega um ótimo caso da semana e ainda insere mais um arco a ser desenvolvido.

Mas vamos começar do início. É preciso dizer que, ainda que o Dr. Joe não tenha aparecido nesse episódio, é nítida a diferença no comportamento de Rusty em busca da aceitação de sua realidade. Nunca, até agora, tínhamos visto o garoto se expor de maneira tão confiante como o fez enquanto defendia seu direito à terapia para Rios. Esta, por sua vez, apesar do jeito tempestivo com que expõe seus argumentos, tem uma boa razão para estar brava: uma testemunha de um crime passar por um tratamento psicológico pode ser prejudicial na hora do julgamento. Independente de quem esteja certo nessa história, adorei ver Raydor dizendo que não precisa da autorização da promotora para exercer seu direito legal de mãe — no caso, para pedir uma avaliação de um terapeuta — sobre Rusty.

E na sua busca pelo perdão — nosso e de Rusty — Emma Rios resolve fazer uso da solução mais óbvia e, geralmente, mais eficaz: pedir desculpas (mesmo apelando para o decote e minissaia). Tudo bem, Rios, desculpas aceitas, mas estamos de olho.

Mesmo não tendo desenvolvido a trama principal da temporada, tivemos a introdução de um arco bastante promissor: o possível relacionamento de Flynn e Sharon. Seria o tipo da Raydor ‘homens grisalhos com problemas familiares’ (alô, Jack)? A diferença entre Flynn e o ex-marido da Capitã é que o primeiro, ao menos, está tentando se acertar com sua família. Ainda não é possível ponderar sobre essa relação, pois nenhum dos dois se mostrou realmente interessado, mas é o caminho mais óbvio a que o roteiro nos leva. Gostaria de ver os dois como um casal, ainda mais se isso deixar o Provenza maluco, como já vimos. Aguardemos o desenrolar dessa história.

O caso da semana foi um dos melhores da temporada. No começo, fiquei um pouco confuso com os apelidos dados aos suspeitos (usados até mesmo por Raydor, como não amar?), mas a conclusão foi surpreendente. Quem imaginaria que a Capitã pegaria uma maleta cheia de dinheiro (em forma de fichas de cassinos) e jogaria numa lareira acesa? Sensacional! Tudo para descobrir qual ou quais eram os culpados. No fim, a esposa da vítima estava agindo sozinha, mas a lição de moral dada por Flynn serviu para toda a família. Quem sabe esse discurso não o ajude a conquistar o coração da Capitã Sharon.

PS: é hilária a falta de paciência de Provenza quando Tao quer explicar alguma coisa.

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