
Querida, cheguei.
Spoilers Abaixo:
É evidente que, neste início de temporada, Major Crimes tem deixado de lado sua parte procedural, apostando em casos um pouco óbvios, deixando-nos mais inteirados da vida pessoal e dinâmica familiar de Raydor. É uma estratégia bastante compreensível já que não sabemos quase nada da vida da Capitã, ao contrário do que acontece com os outros personagens, que conhecemos há nove anos — com exceção de Amy, claro.
O bacana mesmo é ver que os episódios não são prejudicados por isso. Apesar dos — como já disse — casos óbvios (quem não suspeitou do tal médico logo de cara?), os novos fatores inseridos na trama amenizam a falta de investigações mais complexas. Resta saber até quando isso passará sem incomodar.
Também não podemos dizer que o caso foi totalmente irrelevante. Na verdade, teve grande serventia para Flynn, que pode se consultar com o médico — até então, testemunha do tiroteio — em meio ao interrogatório na cena do crime. Afinal, que lugar melhor para perguntar sobre tratamentos para pressão alta?
Posso parecer contraditório, mas as frescuras de Rios não me incomodaram desta vez. Pelo menos não houve histeria. Talvez seja isso mesmo ela precise: assistir a mais autópsias, uma terapia de imersão. E é bom que ela se acostume logo, porque o Dr. Morales já deixou claro que aquele não é um bom chão para desmaiar. Entretanto, Amy não deixa de ser irritante quando fica pensando alto — vamos dizer assim — enquanto todos tentam ouvir o interrogatório da sala de equipamentos. Ainda bem que temos o Provenza para mandá-la calar a boca.
Mas nada, absolutamente, foi tão marcante neste episódio quanto a chegada de Jack Raydor, o marido de Sharon. Sim, marido, porque os dois ainda são casados mesmo depois de mais 20 anos separados. E ele tem a chave da casa dela. E atende ao telefone — mas tem a decência de não ligar às três da manhã.
E, apesar de todos se encantarem com o jeito cativante e brincalhão do bom e velho Jack, é Sharon quem realmente o conhece. Conhece seus blefes, no pôquer ou na dor nas costas falsa. Sabe que Jack só aparece quando quer alguma coisa. E dessa vez não é diferente. Jack queria que Sharon fosse fiadora de um apartamento pra ele. Ela, que já não cai mais nas artimanhas do marido, nega, mas faz um acordo. Jack pode ficar na casa dela até se arrumar um lugar pra ficar, com a condição de que ligue para seus filhos. Jack não foi um pai presente e Sharon parece querer consertar isso.
Mesmo não tendo um bom relacionamento com os filhos, a ligação de Jack com Rusty foi imediata. No entanto, Sharon não fica muito contente com a situação, porque sabe que o marido não fica por perto por muito tempo. E é melhor Rusty não se apegar muito, ainda mais tendo o histórico de abandono que tem. Fico me perguntando se Rusty vai se abrir com Jack e contar das cartas ameaçadoras que anda recebendo — e são muitas — e escondendo da Capitã.
PS: Provenza levou mesmo a sério a ideia de cobrar pelo uso de sua impressora.
PS: Não dá pra ficar livre de glúten em Nevada.
PS: Jack surpreso por Provenza ainda estar na ativa. Curiosidade: Provenza ainda não se aposentou porque prometeu a sua primeira ex-esposa que, quando o fizesse, daria metade de sua aposentadoria pra ela.















