Você vai morrer de rir com as trapalhadas dessa dupla do barulho.

Spoilers Abaixo:

A cada semana, fico mais satisfeito com o andamento de Major Crimes. A série mantém a essência daquilo que amávamos em The Closer e ainda consegue se posicionar como uma série diferente. E o maior legado que The Closer poderia ter deixado para sua sucessora são os episódios Flynn-Provenza.

Em episódios como esse, podemos ignorar a falta de profundidade do caso da semana, até porque já sabemos que o enredo passa a ter função cômica, não investigativa. Nem todos gostam, mas eu recebo esses episódios de bom grado, porque, a meu ver, dão um bom balanço à série.

Quanto à superficialidade de caso, vamos deixar claro: esse caso nem era precisamente da Major Crimes.  Flynn e Provenza estavam escoltando a testemunha de um julgamento, como um favor para Emma Rios, que processava o caso. Ainda é difícil entender a função da promotora na série. Nadine Velazquez não consegue passar a imagem de durona que aparentemente tenta. Em I, Witness, pelo menos, conseguiu acompanhar a comicidade do restante do elenco. Quem não riu ao ouvir a promotora chamar Sanchez de Detetive Lopez?

Lloyd Gibbs, inclusive, foi um dos suspeitos mais engraçados a aparecer na série. Seu jeito bobão misturado com um pouquinho de álcool gerou não só respostas hilárias aos questionamentos dos detetives, como também uma sensacional interpretação do caixa assassinado no bar.

A caricata Shampagne, que tem um site e não é prostituta, soou-me tão forçada quanto seu sotaque mexicano. ¡Dios mío! Mas nem por isso suas cenas foram menos engraçadas. É preciso lembrar que ela é paga para “conversar”, não para atuar. Flynn, Provenza e até mesmo Raydor fazendo piada com a profissão de conversionalista (?) da moça é impagável.

Mesmo não tendo nenhum aprofundamento na trama principal, ela estava lá, nos detalhes. Detalhe, inclusive, que somente Raydor, com sua vontade de saber de tudo, poderia perceber. Quando Rusty comenta com sua nova amiga, Kris, que sofreu ameaças de morte — assim, no plural —, a Capitã não deixa passar batido. Apesar de a conversa ter acontecido numa sala fechada, acredito que Rusty saiba que a polícia adora assistir e esse tenha sido a maneira que ele encontrou de contar à Raydor. Certamente, veremos mais dessa história nas próximas semanas.

Também descobrimos a razão de Flynn ter começado sua vida verde. O detetive desmaiou durante uma discussão com sua ex-esposa devido a um problema de pressão alta. E todos sabemos como é ruim desmaiar no meio de uma discussão e perder a linha de raciocínio, não é? Se eu fosse o Flynn, seguiria o conselho de saúde de Provenza: tomaria 20 comprimidos ao dia com três copos de vinho.

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