
“Querido Rusty…”
Spoilers Abaixo:
Na segunda semana após seu retorno para a segunda temporada, Major Crimes nos traz um caso mais simples, abrindo espaço para melhor direcionar o arco principal desse ano.
E essa temporada buscará resolver um mistério: quem mandou a carta intimidadora para Rusty? O recebimento da carta causou reações diferentes nos envolvidos no caso do garoto. A promotora Rios, por exemplo, chega a cogitar a possibilidade de inserir Rusty no Programa de Proteção à Testemunha, ideia que Chief Taylor refuta de imediato — inclusive por não considerar a correspondência tão ameaçadora. Das teorias que ouvi, duas me chamaram a atenção: o autor da carta poderia ser Rusty ou Emma. O primeiro, para tentar permanecer sob a guarda de Raydor; a segunda, para satisfazer sua vontade de tirar o garoto das mãos da Capitã. Entretanto, discordo de ambas as hipóteses. Para mim, o suspeito perfeito seria Daniel Dunn, o pai de Rusty, que, desgostoso com a maneira com que fora tratado pelo filho e pelo Esquadrão, estaria tentando assustar o garoto e afastá-lo de Raydor.
O caso da semana em si foi bastante simples: o assassinato de dois irmãos alterado para parecer um homicídio-suicídio. O curioso, na verdade, foi a maneira como solucionaram o caso. Toda a história do aplicativo cuja principal função é marcar encontros casuais entre homossexuais foi muito bem trabalhada. As cenas com Tao mexendo no aplicativo e dando “chicotadas” a fim de identificar o suspeito foram hilárias. Igualmente engraçado foi o comentário de Prozenza quanto à praticidade do aplicativo.
Por outro lado, a história da nova dieta do Flynn não foi tão funcionou. Eu, pelo menos, não entendi a graça acerca da descoberta de que ele ainda consumia cafeína sem saber. E, juro, me esforcei. Engraçado mesmo foi ver os outros detetives tirando sarro do modo como Flynn caminha.
O interrogatório e confissão do assassino foram muito inteligentes, identificando as casas que ele tinha roubado até acusá-lo de duplo homicídio. O que eu mais gostei foi de ver Rios e Raydor trabalhando juntas —lembraram-me dos momentos da Capitã com Brenda. Mesmo Rios querendo fazer tudo do seu jeito, Raydor tem tato suficiente para mostrar para a promotora que a Major Crimes tem sua própria maneira de resolver as coisas.
PS: já podem parar com os fricotes da Emma ao ver corpos nas cenas de crime. Agradecido.















