Um vislumbre da queda dos vilões.
Estamos chegando na metade da temporada e para dar um frescor Jessicaniano, a introdução do episódio ocorre com a voz da Patsy. Confesso que não gostei dos plots envolvendo a personagem Trish Walker em Jesica Jones, mas ouvir o Trish Talk enquanto Luke faz o seu treino matinal pela verdadeira Harlem dá um toque mais leve para o que estava por vir na próxima hora.
Como Claire deixou claro em “Just to get a rep” que a sua vocação é ser uma ajudante dos super heróis, nada mais justo do que encaminhar Luke e Bobby ao restaurante da Sonia Braga. Ponto para Sr. Fish com o melhor slogan para o protagonista: “Não sou um herói, me pague”. Está claro que as pretensões dos produtores daqui pra frente, é transformar Claire na nova Reva na vida de Luke e futuramente fazê-la conectar estes heróis urbanos da Netflix. Rosario Dawson segue perfeita para o papel de uma mulher sem poderes que está disposta a correr atrás dos bandidos, agindo com muita persuasão e sede de justiça.
Finalmente, Black Mariah coloca suas asinhas de fora. Excluindo o caráter incestuoso no universo da série, a vilã assume o papel de Eva convencendo Adão a comer do fruto, sugerindo a Cornell algumas formas de parar Luke (Afogue! Queime! Envenene!). Sem dúvida, Mariah Dillard evolui em maldade, e agora, sendo confrontada pela mídia e vendo o primo sendo preso é um barril de pólvora prestes a explodir.

A detetive Misty continua “bem” acompanhada e com o sumiço de Scarfe, a moça recebe a companhia de outro colega corrupto. Ainda bem que ela deixou a ingenuidade de lado e conseguiu desmascarar o tenente Perez e a maior vitória de sua carreira, prender Boca de Algodão. O vilão tem que pagar por suas ações impulsivas e assim, abrir caminho para Kid Cascavel dar as caras. Pela conversa da inspetora, parece que a procuradoria não vai aceitar as provas de um detetive corrupto morto, mas imagina que massa, Cornell Stokes se encontrando com Wilson Fisk na prisão?!
Luke Cage começa a perder um pouco de espaço em cena e o roteiro precisa mostrar mais ação a fim de causar algum impacto aos telespectador. Por isso, não achei forçado a perseguição a Claire e Scarfe na van verde da Dona Flor, e adorei a cena do corredor onde Luke recebe tiros pelas costas e depois uma espécie de míssil falha ao bater no poderoso. Crash! Foi brilhante ver Cage parando um carro em alta velocidade (#52 Power Man & Iron Fist).
“Suckas need bodyguards” é um bom episódio, mas coloca em xeque o ritmo da série com uma escolha narrativa ousada que se aproxima de um final feliz. Sweet Jesus! Sabemos que ainda existem 7 episódios na temporada e acredito que um novo começo pode ser um tiro no pé da equipe criativa por trás da série. Espero estar enganado e que Danny Rand faça um bico no Harlem.

















