Está formado o triângulo amoroso.
Se eu disser que o episódio dessa semana foi chato estarei sendo modesta, porque mais do que entediante The Last Heartbreak foi uma decepção do começo ao fim. Não sei nem por onde começar, se falo do descaso que a história tratou um caso que tinha tudo para ser interessante, se foi aquela sensação de oportunidade jogada no ralo com a representação da década de 50 resumida à duas cenas ou, pior de tudo, ver a série convidar Joshua Gomez e Andrew Leeds para atuarem em 2 minutos de roteiro.
Me desculpem, mas é realmente de arrancar os cabelos o nível de desespero que Lucifer me leva com episódios tão medíocres, na verdade, nem sei se merecem a honra deste adjetivo, porque a cada dia que passa essa terceira temporada tende a ficar muito abaixo da média, (salvo meia dúzia de roteiros). Mas realmente é de cair em prantos ao perceber que o intérprete de um dos maiores e melhores assassinos de Bones foi renegado ao misero papel de segurar uma marreta e dizer que se transformou em um serial killer porque achou as cartas de um psicopata na casa que comprou.
Então, quando lembramos de Morgan (Chuck) e o fato de que todo seriado que convidou Joshua Gomez depois disso tirou proveito da veia cômica, mas que o roteiro de Lúcifer não se deu nem ao trabalho de fazer nada para se beneficiar desse fato quando a série possui características sarcásticas como seu ponto forte, eu confesso que tenho vontade de desistir, largar a série de vez, porque não tem mais salvação, será que tem?

A verdade é que Lucifer ultrapassou o nível de descaso e “é o que tem para hoje” em seus episódios, onde até o romance platônico entre a dupla protagonista está pagando o preço. Ninguém queria ver Pearce interessado em Chloe, menos ainda, ver a série criar em “triângulo amoroso” sem sal em sem açúcar.
A história ficou bagunçada, os fatos da primeira metade da temporada foram ignorados e nos acréscimos do segundo tempo do jogo o seriado tenta buscar uma história no fundo do bolso sem pé em sem cabeça para transformar Caim no vilão da temporada, quando mais uma vez, a vida de Chloe estará em risco.
E então você não sabe se deve esquecer ou assimilar como lição aprendida, uma história onde nada se tirou proveito, nem mesmo os casos paralelos, como a birra adolescente de Maze, ou a comprovação absoluta de que Amenadiel foi criado para ser o padroeiro das estupidezes previstas e alertadas. E que, um tanto tarde e provavelmente nunca, teremos outra temporada que irá aproveitar Charlote dignamente.
A verdade é que Lucifer decepciona em todas as perspectivas deixando valer a sensação de que os roteiristas desconhecem o próprio material, as qualidades que atraem o público e, principalmente, os fatores que podem garantir uma futura renovação. Eu não vejo motivos ou empolgação para desejar uma quarta temporada, na verdade, o desgosto alcançou tal nível que não tenho sequer empolgação de assistir ao episódio da próxima semana. Mas vamos ver o que acontece e se surgirá um “salvador” para chamarmos de santo até o encerramento deste longo e tortuoso ano.
















