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É bom estar de volta.

Já se passaram pouco mais de dois meses e alguns dias desde o polêmico series finale, e agora, quando nós menos esperávamos, vaza o tão falado epílogo e reacende todas as velhas discussões.  Manterei essa pequena review focada nos eventos dele, mas depois do fim, é difícil não tentar analisar o que levou Carlton Cuse e Damon Lindelof a autorizarem esse especial. A ideia, propriamente dita, não é racional, e sim baseada completamente na emoção. Qualquer fã da última temporada vibrou tanto quanto eu durante os onze minutos nos quais revisitamos a série.

Porém, em termos de história, será que foi realmente necessário? Não estou reclamando de mais Lost, estou reclamando de um desperdício da chance de reafirmar o que fez de Lost tão especial. Ao invés disso, recebemos uma acidez e exposição absurda de detalhes bobos. Uma ordem que permeou durante o seu primeiro segmento, aliás, foi a das respostas. Segundo após segundo, detalhes que apenas poucas pessoas consideravam importantes eram resolvidos e selados. A comida da Dharma que caiu no episódio “Lockdown” (2×17), os ursos polares, os outros nomes do Dr. Pierre Chang, os testes na sala 23… Longe de mim teimar com respostas, porém, essas foram não só fracas como já subentendidas por qualquer um que parasse e analisasse os fatos. E no segundo momento, que se passa no Santa Rosa, uma das várias pontas soltas que me incomodaram continua assim, solta. Sim, Walt voltou para a ilha e isso é um bom final, só não completa o vazio da história largada ao não mostrar absolutamente nada. Esse era o tipo de especial no qual eles deveriam ir pras cabeças ou propositalmente ficar no zero, com o infeliz meio termo tendo prevalecido no final.

Ainda assim, o que fica, tanto do epílogo como da série, são os personagens. Que prazer vê-los mais uma vez, assistir o Michael Emerson sendo assustador, o Hurley falando “dude”, o Pierre Chang apresentando algo bizarro, essas pequenas referências e atmosfera misteriosa que marcaram Lost tanto quanto os passageiros do voo 815 e os habitantes daquela ilha. A essa altura do campeonato, não devemos glorificar os acertos, nos matarmos pelos vários erros ou até mesmo esquecer de ambos,  só manter em mente de que a viagem foi boa, ainda que o destino tenha sido decepcionante para alguns e genial para outros.

E agora realmente pela última vez, Namastê. Vejo vocês em outras séries.

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