Depois de um ótimo episódio, Lie to Me foge um pouco de sua fórmula pra investir no passado de seus personagens. E se não consegue repetir o êxito do episódio passado, pelo menos nos brinda com um episódio agradável e competente.

Spoilers Abaixo:

Talvez os que adoram a parte científica da série tenham se decepcionado um pouco com esse episódio. Digo isso porque com exceção dos 10 minutos finais não vimos muito a parte da detecção de mentiras em si. Apesar disso, a série mescla a parte já característica da série com uma história intrigante envolvendo o passado de Foster e Lightman, antes da criação do Lightman Group.

Episódios como esse são importantíssimos para séries que não possuem um storyline contínuo, uma vez que permite que conheçamos mais a vida dos personagens e consequentemente nos indentifiquemos mais com eles.

Logo no começo da história, somos apresentados a história de Jimmy Doyle, membro do IRA, que perde sua mulher e filha numa tentativa de assassinato a ele próprio. A princípio, achei que fosse uma pequena introdução bem ao estilo de House ao que seria o caso da semana. Me enganei. Era um pretexto para entendermos um pouco da personalidade do próprio Dr. Lightman e do passado da Dra. Foster.

Se dessa vez não tivemos os jogos mentais e as brilhantes deduções de Cal, por outro lado finalmente descobrimos como Lightman e Foster se conheceram, e até um dos motivos da amargura do doutor. Considerando-se culpado pela morte dos familiares de Doyle, ele foge da psicóloga, evitando entrar em assuntos mais delicados. Anos mais tarde, quando está prestes a descobrir a verdade, alguém explode o carro de Henry Andrews, levando a crer que seria trabalho de Doyle, buscando por vingança, o que se prova errado logo em seguida, quando o suposto terrorista aparece na garagem para trocar uma ideia com Lightman, exigindo que esse descubra o verdadeiro responsável pela morte de sua família.

A partir daí o caso se desenvolve da maneira usual, com pistas terminando em becos sem saída e aparentemente nenhum suspeito. Fico com a sensação que a Foster ainda esconde algumas coisas de Lightman. Sempre a vi como um elemento de extrema confiança, e acho que isso vai ser mais explorado daqui pra frente, assim como um eventual romance entre ela e Cal, que parece que vai se desenvolvendo de maneira sutil. Reparem como ele se joga para proteger a parceira no momento da explosão da casa de Howard Moss. Algum sentimento envolvido ali ou simplesmente instinto masculino? Difícil dizer, mas com base nos episódios anteriores sou capaz de apostar que logo teremos um romance mais concreto entre os dois.

Com relação aos outros personagens, continuo dizendo que Torres parece perdida na série. Até o Loker tem tido um papel mais importante que ela, que ocasionalmente brada algumas palavras bonitas, ou fica como figurante tentando analisar as expressões dos suspeitos. A história de Loker, aliás, foi muito subaproveitada no episódio, limitando-se aos primeiros minutos e a um ou outro momento depois. Achava que a revolta dele com a obscuridade do caso fosse ter uma repercussão maior. Não chega exatamente a incomodar, mas eu esperava um desenvolvimento melhor aí.

Mesmo apresentando uma ligeira queda em relação ao episódio passado, Sweet Sixteen consegue atingir em cheio sua proposta: apresentar ao espectador um pouco do passado dos protagonistas. Além disso, diverte com o humor já característico da série. Mais uma vez dou graças a Deus por ter sido renovada. Pode não ser imperdível, mas é muito divertida.

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