
ZzzZzzzZZzZz… Hã! Opa, que cena legal. Mas onde eu estava mesmo? Hum… ZzzzZz…
Spoilers Abaixo:
Na última review meu descontentamento com Leverage havia chegado a um patamar bastante elevado. Apontei ali o que no meu entender são erros graves da série, especialmente por continuar a nos dar a cada semana um episódio sem ligação com os demais e a conseqüente falta de desenvolvimento da trama principal.
Da mesma forma como citei os “erros”, assinalei também alguns acertos, como foi o caso de que nessa temporada os integrantes da equipe mostraram habilidades até então desconhecidas para nós. Outro desses acertos, foi que, ao menos na premiere, parecia que desta vez a série teria uma trama maior, já que o time enfrentaria um grande inimigo. Esse “acerto”, evidentemente, acabou ficando apenas na promessa até o momento.
Chegamos então ao oitavo episódio da temporada, e o que tivemos que assistir de novo? Mais um episódio que visto por si só foi até bom, mas que não contribuiu em nada com a trama. De fato, posso afirmar com convicção que a série perdeu uma ótima oportunidade neste episódio. Falarei dessa “oportunidade” mais adiante, mas por enquanto me permitam analisar este episódio.
A equipe Leverage dessa vez foi enfrentar um grupo de ladrões de carros que realizavam desmanche, passando para uma concessionária, que por sua vez vendia os carros roubados como se eles fossem usados por um preço abaixo do mercado. Essa última característica por sua vez estava afetando a concorrência que agia legalmente no negócio. O cliente da equipe foi um homem que havia sido preso com um carro roubado que ele comprou na mão da tal concessionária.
O plano da equipe era relativamente simples: Parker e Hardison se infiltrariam no grupo de ladrões de carros; Sophie agia como uma “super” vendedora, que enquanto seduzia o dono da concessionária, conhecia melhor o esquema das vendas camufladas; e ainda tivemos Nate, que assumiu o papel de um novo gerente em uma das concessionárias que estava indo a falência, a fim de fazer forte concorrência contra o alvo específico.
Tudo ia muito bem até os 45 minutos do 2º tempo (o que até estranhei), mas neste momento entrou Parker para quase ferrar com o time de uma vez. A loira resolveu contar para uma jovem garota que fazia parte do grupo de ladrões, que eles seriam presos durante um assalto, e que por isso ela não deveria ir. A garota, como já era previsto, contou tudo para o chefe dos ladrões e para o dono da concessionária, os quais quase mataram Eliot e ainda fizeram Sophie de refém. Parker e Hardison também quase foram mortos, mas Eliot os salvou em cima da hora. Enquanto isso, Nate também foi capturado, se juntando assim a Sophie. O resto do time felizmente chegou ao local antes que o pior acontecesse e resgataram os dois. Ao mesmo tempo em que o resgate ocorria, a polícia apareceu na concessionária prendendo tanto o seu dono quanto o chefe dos ladrões de carros.
Tudo muito bem, tudo muito bom, mas foi lá no final, quando estavam todos reunidos no bar comemorando mais um trabalho cumprido, que a série perdeu a tal oportunidade que eu havia indicado: sei que especialmente para mim seria difícil ver Parker fora da equipe, mas seria uma bela sacudida na trama se ela fosse expulsa por Nate por, além de quase ter estragado o plano, também quase ter levado todo mundo a morte. Do ponto de vista cômico, a série perderia muito, já que Parker é a principal fonte do humor (involuntário), mas por outro lado, a trama ganharia em dramaticidade e veríamos finalmente algo de novo.
De qualquer jeito, como já afirmei no início desta review, vendo de forma isolada o episódio, o resultado foi bom, mas não avançou nem contribuiu com o todo da temporada. E novamente meu descontentamento com a série só aumentou. Se eu fosse otimista, eu até que poderia esperar uma melhora significativa mais para frente, mas prefiro não fazer isso para não terminar frustrado. Esperemos para ver o que nos aguarda semana que vem.
P.S: Novamente tivemos Parker dirigindo um carro ao seu estilo único. O mais legal foi mesmo o flashback com ela ainda pequena (menos de 12 anos) dando uma de motorista de fuga. Simplesmente hilário!
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