Resumo dessas duas horas de season premiere: conspirações, mortes e armações. E um dos melhores episódios de SVU!

Spoilers Abaixo:

São ao todo 297 episódios exibidos, 14 temporadas, diversos personagens, centenas de crimes e de histórias… Isso é Law & Order: SVU, a série com mais tempo de duração dos EUA atualmente (foi o que a minha mini pesquisa revelou, pelo menos). É difícil esperar algo muito diferente de séries procedurais, imagina então de uma que está há tanto tempo no ar e que já contou com diversas mudanças em sua história. Mas SVU é diferente. Ela tem algo que as outras séries não têm e nem eu sei explicar bem o que é. Talvez seja uma protagonista chamada Mariska Hargitay. Ou então roteiristas que têm consciência do que têm na mão. Ou uma série que sabe do seu potencial e o explora até não poder mais. Não consigo mesmo definir qual é esse quesito, mas não importa, não enquanto ele continuar fazendo essa diferença.

A volta da série é exatamente de onde parou na temporada passada, com a descoberta de um corpo na cama do Captain Cragen e ele todo ensanguentado. A primeira decisão dele não poderia ser diferente: ligar para a Olivia. E é desse ponto que começa a season premiere. Antes de o episódio começar de fato, flashbacks mostraram cenas que ainda não tínhamos visto, conversas que envolveram suspeitos, vítimas e detetives e que se mostraram muito importante para o entendimento do desenrolar da história.

O caso da rivalidade entre Ganzel e Delia tomou proporções inimagináveis para mim e chegou a um desfecho que eu não previ em momento algum. Começou com a prisão do Captain Cragen e a apresentação de dois novos personagens. A respeito da primeira eu só posso comentar que fiquei chateada pela situação em que o nosso querido capitão foi envolvido. Um senhor que trabalha há mais de trinta anos na polícia, com inúmeras condecorações e caso resolvidos não deveria ter sido humilhado do jeito que foi. Todos caíram em cima dele, como se ele fosse qualquer um e nem pra levarem em conta a grande reputação que ele possuía. Fiquei triste pelo Cragen ao vê-lo naquela situação, sabendo que ele não era culpado pelo assassinato da Carissa. Já os novos personagens eram Steven Harris e Paula Foster, interpretados por Adam Baldwin e Paget Brewster, respectivamente. Enquanto o Harris não mostrou muito a que veio e aparecendo pouco nos dois episódios, Foster roubou a cena, ao liderar uma caçada contra o Captain Cragen e ser uma das criminosas.

Esse caso deu tantas, mas tantas reviravoltas que em momento algum dava para acreditar que aquilo estava finalmente solucionado. Mas foi provado que, a mando de Delia Wilson, a acompanhante Carissa armou para cima do Cragen, o drogando e o levando para a cama. O que ela não sabia é que seu noivo, Bart Ganzel (aka Taub), tinha descoberto que o seu guarda-costas (um detetive infiltrado), Brian Cassidy, e ela estavam tendo um caso e que ele iria se vingar matando-a. O mesmo detetive que já havia trabalhado na Special Victims Unit no comando do Captain Gragen e era ex-colega de Olivia Benson, e que atualmente trabalhava infiltrado ao mando de Paula Foster, a promotora que processou o Cragen e que no final, foi descoberto, que acobertava os crimes de Delia Wilson. UFA! O caso foi tão bem escrito que em momento algum dava pra ter certeza do que tinha acontecido. Achei que essa foi uma das melhores histórias de toda SVU e me alegra ver que os roteiristas bolam algo como isso na décima quarta temporada da série.

Paralelamente a isso ainda houve uma insinuação que o detetive Amaro poderia estar envolvido no assassinato da moça e que ele estaria a assediando. Outra grande besteira, mas que serviu para que o detetive explodisse algumas vezes durante essas duas horas. Eu confesso que, ainda, o Amaro não conseguiu a minha total simpatia e esses dois episódios não ajudaram em nada a melhorar isso. Além de ter substituído um dos maiores personagens de toda a franquia de Law & Order e ter que lidar com esse fardo, o Amaro tem que provar de vez que ele pode ser um grande parceiro para a Olivia, o grande destaque da série e que não só ela como nós, podemos confiar nele. A história toda envolvendo a mulher dele é meio desgastante e cansativa, o que não ajuda no desenvolvimento do personagem. Acredito que ele seja atualmente o maior ponto fraco de SVU. Em contrapartida, a detetive Rollins já me ganhou faz alguns episódios e eu gosto muito de vê-la em cena na sua parceria com o Fin.

As perguntas ao final dos dois episódios foram inúmeras. O que vai ser do Captain Cragen no futuro? Voltará ao seu cargo de capitão da SVU? E como ficará a unidade no comando de Steven Harris? Paula Foster ainda vai dar o que falar? Como fica a situação entre a Olivia e o Amaro que tiveram mais desentendimentos? E a mais importante de todas: será que os roteiristas definiram quem será a promotora encarregada pela unidade ou ainda haverá um rodízio entre as já conhecidas Alex, Novak e alcoólatra Paxton? Rs

A série voltou melhor do que eu esperava e esses season premiere dupla serviu para consolidar uma das melhores séries policiais que já passou pelas televisões americanas. Acredito que, infelizmente, sejam poucos os que, assim como eu, ainda acompanham SVU fielmente, mas gostaria de saber da opinião dessa pequena minoria. O que esperar dessa nova temporada? E a estreia foi do jeito que esperavam? Dúvidas, críticas ou sugestões sempre são muito bem aceitas, é só postar aí nos comentários ou falar direto comigo lá no twitter. Espero que tenham gostado e vejo vocês daqui duas semanas (sim, a série já tem um pequeno hiatus rs)!

p.s.1: é muito estranho não ver o Adam Baldwin grunhindo rs

p.s.2: o que foi aqueles beijinhos entre a Olivia e o Cassidy? O.o

p.s.3: sacanagem usar a maternidade como um jeito de tentar atingir a Liv…

p.s.4: o caso atingiu até o coitado do David Haden que nem apareceu no episódio 😮

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