Jane mais uma vez se encontra em um dilema sobre a escrita de seu livro, assim como Petra está mais uma vez a mercê dos planos maléficos da mãe que pretende enriquecer às custas da filha. Rafael cruza caminhos com Rose e Alba luta com sua sexualidade na terceira idade. Parece o resumo de um dos episódios da terceira ou quarta temporada do show, mas na verdade é o resumo de um desta temporada final. “Jane the Virgin” ao invés de encontrar soluções, está encontrando novos conflitos, quando não necessita mais disso.

Se não fosse por esse detalhe, este seria um dos melhores episódios da série, já que dá encerramento a alguns dos plots desenvolvidos desde o começo do show (será que foram realmente encerrados?), além de finalmente mostrar toda a potência da vilania de Rose e como seu plano sempre prevê dois, três passos adiante no panorama geral das coisas. Mas aqui tudo fica com a cara de mais um episódio filler, colocado estrategicamente para dar mais tempo de narrativa e cumprir a cota de episódios determinados até a quantidade final de cem.

Finalmente tivemos a derradeira vingança de Alba contra Magda. Para aqueles que não lembram, Magda empurrou Alba das escadas do Marbella e deixou a personagem em coma por um tempo, para esconder os segredos de uma de seus planos. Eis que agora ela ataca Petra novamente, na tentativa de conseguir 50% do hotel e é Alba que salva a pele de nossa loira favorita ao gravar um trecho de áudio comprometedor da vilã e com isso expulsar ela da narrativa da série (espero agora que de vez). Mas ao mesmo tempo que Alba foi um dos melhores pontos, ela também ajudou num dos piores plots. A descoberta da sexualidade dela na terceira idade foi um dos melhores e mais bem trabalhados pontos da série e ver ela se preocupando com coisas que já foram resolvidas antes só fez tirar um pouco do brilho dado a esse tratamento.

Se todo esse imbróglio serviu para algo foi para finalmente colocar Jane na rota de choque de Rose. A vilã principal do show foi um dos melhores pontos de toda a trama até aqui, mas desde o twist da temporada (o retorno de Michael) ela foi sistematicamente apagada. Agora, na reta final do show, ela volta a boa forma que ela tinha no começo num plano cheio de reviravoltas e promete dar trabalho para o casal “Jafael”. Essa reescrita do livro de Jane, além disso serviu também que ela ainda insiste em dar aquela camada açucarada na sua vida e não mergulha plenamente nos fatos, sejam eles bons ou ruins.

De resto tivemos Rogelio ajudando River a reconquistar a filha. Se para o andamento da trama não acrescenta em nada, para os personagens serviu como uma espécie de espaço para exercer toda a megalomania presente na relação dos dois e como ambos são iguais e ao mesmo tempo diferente em suas relações familiares. Foi interessante ver River adotando a técnica de Rogelio de recriar momentos chaves de seu passado para com isso consertar coisas do presente. Mas até nisso houve um novo problema adicionado que não agrega em nada a já abarrotada temporada final.

Com pesadas forçadas de mão dos roteiristas (a possibilidade de Matelio não ser filho biológico de Jane e Rafael foi ridículo) e também com bons momentos (Rose sempre melhorando a narrativa), “JtV” chega na sua reta final sem muito tempo para trabalhar e com isso sem muito espaço também para enrolar o espectador. Até a próxima semana!

> EUPHORIA É MUITO BOA!!

PS 1: Luisa no final das contas estava ajudando a polícia e Rose acabou provando um pouquinho do próprio remédio das máscaras.

REVISÃO GERAL
Nota:
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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.
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