Depois de assistir essa première, faz todo o sentido que “Jane the Virgin” se encerre nessa quinta temporada. A metade final da temporada anterior demonstrou que a série vinha queimando suas últimas reservas de combustível narrativo e mostrando uma queda na qualidade a trama, mesmo que os desenvolvimentos conseguidos pelos personagens fossem bons. Muita coisa estava se repetindo e com isso um certo sentimento de cansaço ia começando a aparecer.
Fomos deixados com dois cliffhangers poderosos na finale passada: o retorno de Michael e quem era a pessoa baleada por JR, em defesa de Petra. O plot do “Dia de los muertos” acabou servindo como uma metáfora para todo o episódio: resgatar personagens que estavam aparentemente “mortos”, no caso Michael e Milos.
No caso do primeiro, e mais importante narrativamente falando, o retorno deixou um gosto estranho na trama. De todos os plots retirados de novelas mexicanas/latinas, a amnésia era o único não utilizado largamente na série ainda. Michael voltou, mas não é Michael. Na pele de Jason, ele agora é uma versão carrancuda do meio oeste americano do personagem. Não há o humor, não há a leveza, só uma estranha concordância em resgatar um passado que parece não importar. Isso acabou afetando largamente todos os personagens da série, com exceção de Petra (pelo menos inicialmente). Xo e Alba estão incrédulas, a mãe de Michael tem a nova chance de ter o filho, mas para Jane e Rafael as coisas foram praticamente destruídas.

O trabalho gasto na reformulação de Rafael vai todo por água abaixo, porque mesmo que o episódio termine com Jane afirmando sua escolha pelo amor dele, sabemos que isso não vai continuar assim por muito tempo e um triângulo amoroso vai, mais cedo ou mais tarde, acabar surgindo entre eles. Como bem-dito nos comentários da review da finale passada, a melhor solução seria Jane acabar sozinha, encontrando a felicidade independente de outrem, porque escolher alguém nesse estágio seria desmerecer a evolução de Rafael ou o perfeito relacionamento que ela teve com Michael.

A mesma coisa aconteceu com o plot de Petra. O retorno de Milos só serviu para que o relacionamento com JR fosse encerrado de vez. Mostrou mais uma evolução no arsenal da personagem (no caso não ceder a oferta das ações do hotel), mas continuou sendo mais um revés do que alguma vantagem propriamente dita. Essa constância tem de ser quebrada nessa última temporada, porque se o mesmo padrão se repetir aqui, será um encerramento aquém do que a personagem merece.
“JtV” começa sua última temporada de modo estranho. Mesmo que tenha explicado (de maneira nem tão convincente assim) o retorno de Michael, o fato não conseguiu livrar esse episódio de uma sensação de que os roteiristas vão de ter de trabalhar bastante para dar uma despedida à altura do que a série construiu. Nem mesmo Rose e seu “squad” do mal, conseguiram salvar o capítulo do mediano. Vamos ver onde essa última viagem dos personagens irá nos levar. Até a próxima semana!
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PS 1: Eu ri do desmaio do Rogelio quando soube da notícia do retorno de Michael;
PS 2: Fiquei divido pela cena da Jane tendo o meltdown. Ao mesmo tempo que mostrou a atuação de Gina Rodriguez, achei um tanto forçado ali algumas partes;
PS 3: O que foi Michael se engraçando por Petra? Será um indicativo do futuro dos dois?
PS 4: Aposto que Michael descobriu algum podre sério da Rose pra que ela fizesse ele perder a memória.














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