Não tem nada errado em gostar de uma série teen.

É complicado admitir o prazer que uma série teen oferece, neste imenso hall de opções para telespectadores maduros. Normalmente, este tipo de série, figura nas nossas listas de guilty pleasures (sim Pretty Little Liars, eu estou falando de você) e ficam lá até os seus finales. A novidade é: não existe nada de errado em gostar de obras para o público juvenil, pelo contrário, nada melhor do que intercalar histórias pesadas com uma narrativa leve, que vise a descontração acima da complexidade dramatúrgica. Eu sou apaixonado por iZombie e sei que ela é TEEN! #prontofalei. Ufa, depois de uma confissão destas, sinto-me muito mais aliviado…

E, já que aceitei gostar deste tipo de séries, nada melhor que começar esta review relacionando este episódio com maior teenager do meu coração – Greek. As cenas da fraternidade me trouxeram um saudosismo incrível de Cappie & Cia e, como de costume, tivemos que nos render ao talento de Rose McIver, soltando os seus Bros pra cá e pra lá (tá ficando bem repetitivo estes elogios, não?).

E já que este background era tão aprazível, nem me incomodou o tempo de tela tomado pelo caso da semana (cerca de 70%), ainda que a previsibilidade do desfecho e a cadeia de suspeitos falsos, como de costumo, ditou a sequência dos fatos. Sempre que aparecem dois personagens com o mesmo nome e sobrenome, reza a cartilha dos roteiristas, que eles serão confundidos entre si. Assim sendo, quando o Coordenador do Grupo de Apoio à Vítimas de Acidente apareceu com o mesmo nome da vítima, ficou deflagrado que é ele que deveria ter sido morto.

Mas, como disse, não vou reclamar deste procedural… As interações e festas valeram muito a pena e quero fazer uma menção especial ao Crime Scene Dressing da Liv que não afrouxou por nada. Fica pra próxima…

E se as meninas tiveram seus momentos de picardias estudantis, paralelamente Ravi e Major também voltaram aos seus tempos de irresponsabilidade juvenil, usando e abusando de Utopium, sob o pretexto de “estudar” efeitos da droga, para facilitar a síntese do antídoto. Quer usar droga, usa, mas não me venha com um papinho destes, Bros… As semelhanças entre eles, no entanto, param por aí. Enquanto Ravi se firma como o coadjuvante mais adorado, os roteiristas estão fazendo um esforço imenso para odiarmos Major. Se ele se importa com Liv estando chapado, está mais do que na hora de superar sua zumbificação/ressuscitação e seguir em frente. Ainda que eu ache justo pesar em sua consciência o assassinato da sua primeira vítima, não posso deixar de lamentar ele se tornar um “insta-drogadicto” desta forma, nem tampouco, destratar minha zumbizinha preferida.

Blaine, alheio a tudo isso, segue seu plano de dominação zumbi, escolhendo, ao meu ver, o caminho mais difícil para alcançar este objetivo. Não ficou muito claro o porquê dele precisar “tomar a boca” de Utopium, para criar novos clientes consumidores, mas eu entendi que, uma vez que ele consiga uma amostra do Utopium Contaminado, seria muito mais fácil distribuí-lo se ele já controlar a tráfico. A grande falha deste plano é que a zumbificação tem que ser paulatina, caso contrário, as chances de uma apocalipse zumbi acontecerem, seriam gigantescas.

Encerro a review mega satisfeito com a série e aproveito para convidá-los a ouvir o Podmaniacos (escute aqui) desta semana, no qual usei de toda a minha influência para elogiar sonoramente minha série Teen favorita.

Até semana que vem.

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Alexandre Bonfá
Apaixonado por HQ´s há mais de 30 anos, eu me sinto realizado com essa avalanche de séries de Quadrinhos da atualidade. Tá achando pouco? Ano que vem vai ter o dobro!