O melhor estava guardado para o final.

Eu sei que o Série Maníacos lança inúmeros rótulos de “Contém Spoilers” nas reviews e boa parte dos leitores já está devidamente ciente disto, no entanto, existem spoilers e super-spoilers, que são aqueles que destróem a experiência de assistir ou ler uma obra de ficção. Imaginem Os Suspeitos, O Sexto Sentido ou O Casamento Vermelho, de Game of Thrones sem a surpresa do final? Eu me sentiria espoliado (será que spoiler vem de espoliar?) da sensação que eu jamais voltaria a ter. Portanto, se você não viu ainda Astroburger, vá lá, aperte o play e volte aqui mais tarde.

Confesso que adoro ser enganado e, sendo assim, não poderia estar mais satisfeito com este episódio – o melhor da temporada disparado, na minha opinião – onde tudo funcionou perfeitamente. Todos os indícios estavam plantados desde o início e era óbvio que teríamos uma persona esquizofrênica implantada em Liv, porém o desejo de que tudo aquilo fosse verdade era maior que qualquer lógica e, mesmo com um Johnny abobalhado seguindo a protagonista por todo lado, a emocionante cena de aceitação de Major levou-me às lágrimas.

E é neste momento em que temos que admitir o quão carismática é esta série e, em especial, sua protagonista. O mais comum seria abominar (ou, pelo menos, se incomodar com) a sua mudança abrupta de luto pra coração reaberto em tão pouco tempo, contudo, a única coisa que realmente importa é a felicidade da nossa zumbizinha. Todo esse cenário de paixão por Liv amplificou ainda mais o impacto (e a tristeza) de perceber que tudo aquilo foi somente fruto do cérebro maluco consumido e a forma como isso foi revelado (Johnny não poderia estar ao vivo em seu programa e com ela ao mesmo tempo), pegou-me tão de sopetão quanto a famosa queda da aliança de Bruce Willys, em Sexto Sentido: “PQP, ele tá morto!” versus “PQP, foi tudo uma ilusão!”.

O caso da semana, seguindo a linha de reviravoltas fantásticas, também foi surpreendente, pois parecia que estava intrinsecamente ligado à trama central e no final, tratou-se somente de uma disputa interna da clínica. Eu tinha certeza que o “maluco que viu zumbis em boat parties” tinha sido apagado pela Blaine’s Brain Inc para evitar que o segredo se disseminasse, mas a resolução final envolvendo a gravidez da diretora foi tão bizarra, quanto surpreendente.

E “Ravi e a cura zumbística” teve mais um capítulo, no qual, supreendentemente, o Zombie Rat foi curado. Certamente, houve alguma cena não mostrada, em que Cisco e Caitlin, do Star Labs, passaram para ajudar o legista-cientista, uma vez que seria praticamente impossível descobrir uma cura para uma doença completamente desconhecida como esta. Esse tipo de solução rasa e fácil me desagrada, mas assim como os amigos de Barry Allen consegue produzir qualquer mecanismo eletrônico em horas e a Felicity hackeia qualquer sistema em menos de 30 segundos, temos que aprender a aceitar que isso é coisa da DC-CW.

Enfim, Major – o real, não a ilusão – mostra-se muito melhor detetive que Clive e chega ao QG da Breaking Brain e rouba os Astroburgers (cérebros de astronauta à moda de Blaine), estimados em U$ 250.000,00 e os leva como prova cabal da existência de consumidores de cérebros para Liv, jurando caçar até o últimos destes seres bestiais! Pobrezinha…

Até semana que vem.

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Alexandre Bonfá
Apaixonado por HQ´s há mais de 30 anos, eu me sinto realizado com essa avalanche de séries de Quadrinhos da atualidade. Tá achando pouco? Ano que vem vai ter o dobro!