Do Celeiro para o Bar. Do Bar pra casa…

Confesso que eu li sobre a ideia do Bar ser o Celeiro. E confesso que achei a ideia interessante. Mas, como ela não saiu da minha cabeça, recusei a acreditar que fosse uma possibilidade real. Aquela sensação de “se fosse isso, eu teria imaginado antes” perdurou até a cena onde o William se dirige para fora do bar, e as janelas e portas refletem uma luminosidade semelhante às mostradas nos corredores infinitos do Celeiro.

Toda a sequência onde a Audrey (ainda Lexie) vai tomando consciência de que nada daquilo é real, nem sua melhor amiga Rhonda, é muito bem trabalhada e, ao mesmo tempo que revela um dos maiores mistérios, abre muitas outras perguntas:

Quem é William? O Agente Howard, James Cogan ou a consciência personificada do Celeiro?

Quem criou a ilusão do bar? O William, o Celeiro ou a própria Audrey, como autodefesa?

Um dos pontos mais admiráveis da série, aliás, é conseguir elucidar os pontos pendentes paulatina e constantemente, mas sempre abrindo novas indagações para que as indefectíveis especulações ocorram. Muitos roteiristas de outras séries poderiam se apropriar destes artifícios.

Em Haven, o que já era evidente, confirma-se e Jennifer passa a escutar tudo o que acontece no bar. Uma vez que o Celeiro está prestes a se destruir, talvez sua perturbação desapareça. Perdendo sua utilidade, talvez ela seja descartada, como já aconteceu com outras personagens, o que seria uma grande pena. Por hora, as informações que ela colhe da conversa entre Lexie e William devem ser a chave para trazer a protagonista de volta à cidade (para a alegria da grande maioria dos fãs).

Achei quase poético o momento em que se sincroniza a cena onde o Vince identifica o corpo no necrotério e a cena onde a Audrey cogita a possibilidade de estar morta. Para a sorte de todos, ambos não se confirmaram.

Vou evitar falar mal do formato “caso da semana”, mas não vou me furtar a dizer que Roger Corman (renomado diretor de filmes “B”) vibraria com aquela poça de sangue ambulante e todas as cenas onde esta aterroriza e ataca as vítimas. Hei de convir que a bizarrice faz parte da série e que não deveria mais causar espanto.

Prefiro me ater aos eventos que complementaram o caso, como Duke se envergonhar de seu legado ao não revelá-lo à Jennifer desde o princípio e a tensão mostrada dentro dos Guardiões depois que a promessa do fim das perturbações não terem sido realizadas. Acredito que algum mal maior se revelará e que somente Audrey poderá exterminá-lo, em troca de salvar a vida de Nathan…

Já que a cidade não foi destruída mesmo, creio que o melhor é acostumar-se com essas inconvenientes perturbações e viver feliz com elas!

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Alexandre Bonfá
Apaixonado por HQ´s há mais de 30 anos, eu me sinto realizado com essa avalanche de séries de Quadrinhos da atualidade. Tá achando pouco? Ano que vem vai ter o dobro!