Previously on Haven: Isole num galpão. Isole na delegacia. Isole na floresta. Suma com Audrey Number Two. Suma com Chris. Mate Evi. Mate o Reverendo.

Sobra o quê mesmo?

Spoilers Abaixo:

Estou atrasado com a review de Haven pelas mesmas razões já citadas no atraso da review de Alphas, mas preferi evitar o acúmulo e escrever mesmo que tardiamente sobre esse episódio.  A série toma umas decisões tão loucas que eu começo a respeitá-la em toda sua ousadia não planejada.

Acho que nem precisamos perder tempo falando sobre o caso da semana. Eu já venho falando sobre os problemas de orçamento da série há várias reviews atrás, e eles só se confirmam, colocando o elenco todo numa floresta e falando de problemáticos wendigos que os efeitos especiais nem se dão ao trabalho de mostrar em ação. Para procurar as vítimas potenciais de um serial killer, entram todos na floresta da cidade, e damos início a mais um capítulo peculiar dessa estranha série televisiva.

Haven vem numa espiral interessante nas últimas semanas. Economizando em espaço cênico, em problemáticos megalômanos, e em perspectiva dramatúrgica. A primeira temporada terminou com o ótimo cliffhanger de Audrey Number Two surgindo para nos mostrar que algo estava muito errado com nossa heroína. A moça ficou alguns episódios, viu uma cabana na floresta e sumiu. Sua aparição resultou no quê? Nada. Aí veio o Chris. Ótima química com Audrey, carisma e uma boa perturbação. Ficou alguns episódios e sumiu. Sua aparição resultou no quê? Nada. E nem vou falar de Evi, que ficou nos chateando por semanas, morreu e não serviu também pra nada. No meio de tudo isso, ficou pelo menos o Reverendo, que não aparecia e nem falava muito, mas parecia ser o centro de todo o mistério. Aí fazem o quê? Matam o Reverendo! Deus, o que planejam esses roteiristas?

Já perceberam que só temos Audrey, Natham e Duke agora? Os velhinhos não contam porque só servem para ter um twitter. Como a história vai andar minha gente? Pra onde a história vai andar? Quem será o vilão agora? Ah sim… Claro… Vai aparecer um personagem novo pra exercer essa função, mas nos perguntamos o quanto da morte do Reverendo foi uma decisão planejada e o quanto foi uma completa medida desesperada? A tirar pela patética cena em que ele é salvo pela problemática para depois tentar mata-la, podemos já começar a achar que a série não tem mesmo a menor ideia de para onde está indo.

Pela primeira vez desejei muito ver o próximo episódio. Matar um personagem-chave assim deve significar algo muito grande para a série nesse iminente season finale. Estou realmente muito curioso para saber como resolverão a carência de antagonistas. Com Dwight?  Será? Como? E Lucy? E a tal cabana na floresta? Adoro uma série cheia de perguntas, mas por mais que as respostas demorem a vir, há de se lembrar-se delas de vez em quando para manter o suspense. Haven agora só se isola e se livra de pessoas. Será que nem salários estão conseguindo mais pagar?  Aposto agora num episódio todo dentro do barco de Duke, com os velhinhos twiteiros morrendo afogados. Aí sobram só os três protagonistas e eles podem fazer como o Eddie Murphy e com uma maquiagem péssima, passar a viver todos os personagens.

Onde Haven está querendo chegar? Alguém sabe? Se sim, me explica, por favor. Eu devo ter ficado burro muitos episódios atrás.

2×11: Business as Usual

Previously on Haven: Mataram o Reverendo.

É hora de zerar o marcador. Se os roteiristas forem espertos, uma nova Haven começa aqui.

Os efeitos da minha viagem semana passada ainda continuam em pauta, as resenhas de Haven ficaram acumuladas, mas as duas podem ser lidas em sua totalidade. Acreditando no potencial dessa reviravolta no ritmo da série, me dediquei a dar o espaço merecido para esse grande momento de esperança.

Semana passada foi aquilo: mataram o Reverendo. Avaliando o episódio dessa semana, fica claro que com a morte dele e de Evi, o que estão querendo mesmo é passar uma vassoura pelos argumentos da série. Ou isso ou ela será cancelada e estão querendo entregar as respostas que vinham segurando até então.

O episódio dessa semana teve tantas revelações e deu tantas guinadas que eu comecei a duvidar que estava mesmo vendo Haven. De uma só vez, resolveram a história da caixinha do Duke, um pouco do passado do Duke, a bendita identidade de Lucy e alguns pormenores da origem confusa de Audrey.

No entanto, ainda estamos falando de Haven e não sei por que aquele povo acha que não pode escrever um episódio sem os problemáticos. 41 minutos pra dar um monte de respostas, mas mesmo assim, resolveram perder 20 desses minutos com um problemático que em nada acrescentava à história. A presença desse plot no episódio era tão insignificante que tudo se resolveu antes do terceiro bloco.

O grande momento da noite, pra mim, foi a descoberta de Lucy. Quase duas temporadas de tempo para investigar o paradeiro da mulher, e como por mágica, com alguns telefonemas, Nathan descobre a mulher a apenas uma hora de distância. E antes de Audrey partir para vê-la, dá um beijo nele… Pensando bem agora, tá tudo soando cada vez mais como um cancelamento.  Cancelamento esse que se vier vai me aborrecer bastante. Passar esse tempo acompanhando a história para vê-la se encerrar justamente quando começa a ficar bom, é dose.

A coisa toda com o Duke foi bacana, mas aqueles olhos estranhos e a tal caixa de armas me deixaram desconfiado. Gostei mesmo foi de Audrey descobrindo que sua memória é resetada de tempos em tempos. A moça, aliás, teve deter consigo a “Fonte da Juventude”, já que não envelheceu um só dia. O tal terrível segredo e a possibilidade de que saibamos o motivo das perturbações me anima muito. Assim como conseguir entender as motivações da “antiga” Audrey. Torço para que os roteiristas nos conduzam para a idéia de que talvez essa história tenha mesmo dois lados e que ela não seja tão casta e pura assim. Espero que a “antiga Audrey” não tivesse que morrer por algum sacrifício idiota.

Confesso que ao final do episódio eu estava em choque. Até a cidade se movimentando mais em torno de tantas estranhezas (algo que sempre cobrei) nós pudemos ver. É o sinal do apocalipse, minha gente. Dependendo do que acontecer essa semana, Haven pode se livrar da urucubaca que assola seu destino e acabar mesmo – pasmem – representando uma coisa positiva a ser assistida na televisão americana.  Torço por isso.  É a esperança, em sua forma mais simples e consistente, que me mantém firme nessa jornada até aqui. Haven me deu motivos para acreditar nela. Agora só precisa fazer a manutenção disso.

Artigo anteriorThe X-Factor US – 1×02: Audition Dallas/Miami
Próximo artigoHow I Met Your Mother – 7×03: Ducky Tie