
Alguns passos pra frente, mas também nenhum pra trás. Estagnação define.
Spoilers Abaixo:
Previously on Haven: Os roteiristas de Haven resolveram parar de pensar em plots enquanto estavam no banheiro e depois de assistirem a Feitiço do Tempo algumas vezes, escreveram uma história decente para Audrey e sua turma. Audrey então teve o sonho de toda adolescente dos anos 90 realizado e acordou ao lado do Brandon uma porção de vezes no mesmo episódio. Ele salvou a série da mesmice, mas a mesmice é a palavra de ordem do programa e ele já se despediu. Duke e Nathan morreram e voltaram, Emily Rose trabalhou um pouco os filetes de atuação que possui, a mulher do Duke deu um tempo das minhas vistas e eu não senti sono nem uma vez.
Essa semana, depois das imensas expectativas provocadas pela qualidade do episódio anterior, Haven começou seu sétimo capítulo da segunda temporada, com o maior teaser de abertura da história! Pelo menos umas quatro vezes eu achei que a abertura ia rolar e… Não rolava. Inacreditáveis oito minutos depois, a dita cuja desencantou. E veio para anunciar um interlúdio, um episódio de transição, que nem piorou e nem melhorou as coisas em torno do programa.
Aí, você que está lendo me pergunta: Como assim? Demos alguns passos com relação à mitologia. Sim demos. Mas como sempre, tudo fica enquadrado na zona de segurança da dramaturgia. Um dos “problemáticos” conhecia reconhece Audrey porque conhecia Lucy, daí fala algumas coisas bobas sobre ela e por fim, não demos passo nenhum. Acho que em termos de andamento, temos na revelada união entre Driscoll e Avi um sinal mais palpável do que se prepara para o nosso season finale. Driscoll tem muito potencial como antagonista, mas até agora foi subaproveitado em aparições curtas e sem força. Ele me faz lembrar Flagg, um personagem recorrente das obras de King, que embora assumisse outros nomes às vezes, tinha uma função de desestruturamento dos personagens que circundava. Faria muito bem para Haven receber uma visitinha dele (que inclusive aparece citado na ótima abertura).
Audrey, que ficou de folga semana passada, voltou ao trabalho com um caso até interessante. A tal família “problemática”, que precisava ficar submersa para conseguir sobreviver. É bem verdade que nos primeiros 20 minutos a gente já matou a história quase toda, mas dessa vez, a ausência de “efeitos” mirabolantes também ajudou a dar mais credibilidade ao que víamos. A aposta no passado de Driscoll foi bem sucedida e resultou em boas decisões dramatúrgicas.
A saga da tatuagem continua para Duke. O episódio ganhou mais alguns pontos quando resolveu falar um pouco disso com mais veemência. Ainda não está claro, mas pelo menos sabemos que há uma conexão com Driscoll. Eu voto pelo encerramento dessa questão o quanto antes. Se Duke parar de achar que vai morrer, de repente aquela mulher dele some de vez do programa.
Considero que esse episódio não abalou a confiança depositada na série depois da semana passada. Mas continuo torcendo pela melhora dos roteiros e pela volta de Chris. Eu adoraria um season finale grandioso, com uma Haven tomada pelo medo e com Audrey finalmente diante das questões que envolvem Lucy e The Colorado Kid.
Haven não é só defeito: Belíssima a seqüência final com os homens entrando na água. A música de Enya era perfeita (embora ela sempre me remeta ao Senhor dos Anéis), tinha o clima ideal e foi muito bem dirigida por Paolo Barzman.
The Trouble Scene: Se Audrey e Nathan tivessem calado a boca durante essa ótima seqüência final, ela teria sido melhor ainda.
“Problemático” do dia: Avi! Avi! Avi! Ela fazendo a “agente secreta” dá mais ódio ainda.
Prêmio Pieguice: As falas “messiânicas” de Driscoll são implacáveis contra o bom gosto.













