Juju pagando pelos pecados que não quis cometer.

Spoilers Abaixo:

“Natural Born Wesen”, além de fazer referência ao filme “Natural Born Killers” (1994), continuou onde seu antecessor parou. No 2×13, Nick e Renard se pegaram de jeito, tudo porque um queria uma mulher e ela não o queria, e porque o outro não queria a tal mulher (e ao mesmo tempo queria) e ela o queria. Confusão total.

Resolvida a encrenca, ou pelo menos acalmados os ânimos, o Capitão falou para o Grimm que o protegeu diversas vezes sem que ele nem imaginasse. Até que enfim. Foi no 2×14 também que Renard descobriu que Hank sabia de tudo e mais um pouco, o que, pelo jeito, começou a reunir a “tchurma” que vai vigorar versus as famílias reais.

Ainda na mitologia, “Natural Born Wesen” nos mostrou a razão de os Wesen não saírem por aí com suas facetas animais à mostra. No The Wesen Council (Conselho Wesen) foi decidido que aquele que pusesse suas garrinhas para fora iria ficar sem garrinhas nem nada. O Conselho, no caso, reforçou o Gesetzbuch Ehrenkodex, ou Code of Swabia, o código de honra dos Wesens. Isso tudo porque, vale ressaltar, nos séculos 16 e 17, por se exibirem livremente, os seres sobrenaturais foram terrivelmente perseguidos, dando um significado todo novo ao que conhecemos como “caça às bruxas”.

Mas aí, milhares de anos depois, tem que ter aquele burro que trai sua raça, né. A série mostrou isso muito bem ao apresentar um grupo de assaltantes que usavam suas identidades Wesen como “máscara”. Bom, se parasse por aí dava pra deixar pra lá (ou não, né Monroe). Porém, eis que minutos depois, Gus (que acabou de fazer outro bandido estúpido em Dallas), o líder da gangue, dispara que quer fazer uma revolução e dar “liberdade” para que todos os monstrinhos mostrem suas caras. Pronto. Esta foi uma das últimas coisas que ele disse.

Vale ressaltar que foi interessante a explicação dada para o tema, embora o recurso usado tenha sido um tanto… Exagerado. Ainda assim, fiquei esperando Nick matar o cara na primeira oportunidade, mas fiquei só na espera. Ele não o fez. Ainda bem que o destino cuidou de tudo e Renard e Rosalee, (que descobrimos ser algo mais do que apenas uma “comerciante”), trataram do assunto com todo o carinho.

Já em “Mr. Sandman” tivemos uma surpresa. Não sei ainda se é boa ou ruim e não imagino o que exatamente a série pretende com isso. Vejam só. Nick, depois de ter sido cegado e recuperado sua visão, acabou saindo com uma lesão que pode ser entendida como um (novo) super poder. Se o Grimm fechar os olhos, ele continua “sentindo” as coisas ao seu redor, e haja repolho pra provar que o homem agora é o mais novo Cyclops do pedaço.

O que vocês acham que isso significará? Será que passaremos a ter no enredo dessa história um Grimm Super-Grimm?

Não posso deixar de comentar, ainda neste tópico, a cena onde arrancaram o olho do moscão com uma colher. Além de tudo ter sido extremamente nojento (não mais do que a cena das larvas saindo dos olhos da menina!), fiquei imaginando o que Hank e Nick contariam em seus relatórios sobre o olho perdido do homem. “Ah, na luta corporal acabei pegando uma colher e retirando cuidadosamente o olho do bandido. Foi um acidente.”…

Agora, o mais importante: Juliette. Deixei pra falar da ruiva por último da ruiva porque finalmente pudemos ver alguma coisa dando certo para ela. Coitada. Primeiro ela é atingida por uma doença que tira da cabeça dela o homem que ela ama. Depois, na hora de ser curada, ela tem que confiar cegamente nos amigos e passar por um processo que poderia facilmente ser confundido com macumba.

Mas, tudo bem. Se todo mundo em que ela confiava estava ali enxergando o absurdo com naturalidade, vamos que vamos. De Nick ficando mais vermelho que pimentão a Nick furando o dedo para apimentar a receita da bebida dela e de Renard, finalmente tivemos uma “solução” para o caso estapafúrdio de amor.

O problema é que Juliette sofreu altas consequências. O capitão teve um pesadelinho e foi parando por aí. Já a fêmea da relação teve que dormir grudada na porta da própria casa porque estava com medo de cair do… Chão.

Inicialmente, foi difícil de entender o que estava acontecendo. Mas no final do 2×14 ouvimos uma voz distorcidamente grave dizer: “eu só quero que você saiba a verdade”…  e então percebemos que a memória da donzela está voltando.

Resta-nos desejar boa sorte para ela. Vamos torcer para que o sofrimento não dure muito porque o Grimm já penou demais na mão dessa maldita amnésia… e os pombinhos mais do que merecem ter seu conto de fadas de volta.

Para terminar, preciso dizer o quanto ADOREI duas cenas:

1 – A cena (2×14 e 2×15) de Hank, Monroe e o Grimm potocando no trailer, conversando sobre o mundo Wesen como se fosse mulher trocando receita. Enquanto Nick se prontifica para ler o livro, Monroe se prontifica para dividir seus conhecimentos e Hank faz sua cara básica de espantado.

2 – A cena (2×15) de Hank, Nick, Rosalee e Monroe jantando juntos. Olha aí, gente. Falta só Juju e Renard se juntarem à tchurma para a coisa ficar mais divertida ainda. Mas só espero que o Blutbad tenha um bom estoque de vinho em sua despensa…

Observação:

– E o povo “admirando” as máscaras super “bem feitas” dos assaltantes no 2×14? Ai ai.

História que serviu de inspiração:

2×14: The Bremen Town Musicians, dos irmãos Grimm.

2×15: The Sandman, um conto do livro “The Night Pieces” do alemão  E.T.A. Hoffmann.

Nova criatura do 2×15:

Jinnamuru Xunte: se parece com uma mosca e se alimenta das lágrimas de suas vítimas. Devido ao “apetite insaciável” por lágrimas, tais criaturas são conhecidas historicamente por serem padres e de outras profissões que envolvem bastante emoção. Os Jinnamuru Xunte costumam revisitar suas vítimas para se alimentar das lágrimas dos parentes que choram por eles.

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