Um retorno com gosto de muito soco e pontapé.

Spoilers Abaixo:


Neste retorno Grimm prossegue com sua tarefa de nos surpreender positivamente. Desde o final da primeira temporada que estamos aqui rasgando elogios para a série e para David Giuntoli, e agora não vai ser diferente. A coisa aqui já começa muito bem pelo título, “Face Off”, que me lembrou o filme de 1997 (estrelado por  John Travolta e Nicolas Cage), no qual os protagonistas trocaram de rosto e, mesmo que o “mal” estivesse com a aparência de “mal”, sua “índole boa” estava muito bem preservada.

É uma alegoria simples, mas verdadeira. No caso, Renard é o “Face Off” em questão, tanto literalmente quanto metaforicamente. Literalmente, aquela cara monstruosa (muito monstruosa) dele não reflete o que ele realmente é por dentro (ah, a filosofia). Metaforicamente, ele precisa esconder suas intenções genuinamente boas de proteger Nick (até o limite de sua capacidade!) e fazer de conta que o Grimm teve todo o sucesso que teve sem nem uma ajudinha dele.

O porquê ainda não sabemos, mas imagino que logo será revelado. Por que o Capitão se arrisca tanto por Nick? Por que ele foi capaz de colocar a própria integridade em jogo ao salvar Juliette? Tudo isso foi apenas para impedir que as famílias reais coloquem as mãos na chave e dominem o mundo? Não. (Talvez seja bobeira minhas, mas) Eu diria que tem mais alguma coisa aí.

Um acontecimento que me fez rir muito neste episódio foi Adalind dando o golpe da barriga mais fajuto do universo. No momento em que ela acordou com aquela cara de piranha, já deu para perceber que as intenções da bruxa iam muito além de “aliviar a dor” do homem. Estava na cara. Só não imaginei que a série ia fazer uma gravidez relâmpago. Tipo: fecundou, PAM! Engravidou. Mas vai entender o mundo louco de Grimm, né. Eu quero ver mesmo é a cara do irmão do Capitão quando descobrir a novidade. Para quem não se lembra, o mais novo bebê do pedaço é a mesma coisa que o pai: um bastardo. Não, na verdade ele será um bastardo ao quadrado.

Quanto àquela cena de Juju com Renard, confesso que agradeci aos roteiristas por me darem algo tão lindo. Eles simplesmente não podiam consumar a união! Olha que coisa perfeita! O máximo que os pombinhos iam conseguir era matar um ao outro, e ainda bem que nenhum deles estava de plano morrer tão cedo.

Gostei mesmo foi da cara de Nick do lado de fora. Que corno inconformado, não? Naquele momento ele ainda não sabia da verdade sobre a “condição” da ex, mas, considerando que ela recebeu o novo amor de braços abertos pra dentro de casa, o mínimo que ele deveria pensar é que a coisa era consensual. (Pobre Nick).

Sorte dele que Monroe (sempre Monroe!) fez o papel do gongo e salvou o moço do vexame. E, melhor do que isso, foi ver que o Capitão queria mais do que tudo se livrar da maldição. Então, passamos ao momento de Nick tomando aquela vitamina de banana disfarçada de vitamina mágica, que faz o doido que a toma se contorcer e ter um bronzeado imediato de nível extra avançado. O melhor da cena, no entanto…

Começou quando Juliette se desesperou toda vendo o príncipe praticamente ser virado do avesso. A pergunta que fica é: será que agora ela se lembrará dele? E será que depois de presenciar tudo isso ela finalmente acreditará na história de Grimms e Wesens? (Esperamos que sim, dona Juliette. Já deu de manha, certo?).

Para finalizar, quero comentar sobre Nick dando patadas e indiretas pedadíssimas na cena do crime onde ele mesmo era o criminoso. Renard, coitado, nem desconfiava que já havia sido descoberto e ficava zanzando pra lá e pra cá desorientado. Cheio de culpa, cheio de remorso, e sem entender muito a cara de emburrado de Nick.

Já na cena de “luta” dos dois, vamos combinar que tudo não passou de uma cortesia da série para o senhor Recalcado Burkhardt. Com o ego ferido do jeito que ele estava, não dava pra sair dali sem antes esmurrar um pouco o homem que… espera, espera… fez de tudo para ajudá-lo. Sim, houve complicações no caminho, minha gente. Mas se não fosse a quantidade de recalque, dava para pelo menos tentar entender que os fins justificaram os meios, não dava?
Mas, Nick… Ê Nick.

Observações:
– Que fique registrado que Hank Griffin não teve muita utilidade em “Face Off”. Nem fazer de conta que era um funcionário puxa saco do chefe ele conseguiu. Ah não, Hank.

– Que fique registrado também que Renard fez papel de boboca porque quis. Se ele sabe que Adalind não passa de uma cobra venenosa, por que raios ele resolveu “ser ele mesmo” com ela?

– E a recepção de Monroe para Rosalee? E aquele buquê de flores? E aquele beijo? Ah vão ser fofos assim lá no infinito.

– Maravilhosa a cena de Juju atendendo – com cara de muito brava – a porta e vendo seus DOIS homens juntos. Now what?

– Este episódio teve várias referências a casos antigos, incluindo o caso do Piloto. Com isso e com a revelação da identidade de Renard para Nick, temos uma espécie de recomeço na história. Foi ótimo ver o roteiro “se lembrar” do passado para seguir com um cenário diferente no futuro.

– Se você ainda não viu o ensaio fotográfico que David Giuntoli fez para a revista Bello, corra.

História que serviu de inspiração:

– “Face Off” foi inspirado numa frase de Ferdinand Foch (militar francês): “The will to conquer is the first condition of victory.”. Ou seja, “a vontade de vencer é a primeira condição da vitória”.

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