Um episódio pra lá de estranho e outro pra lá de bom.

Spoilers Abaixo:

“The Good Shepard” não foi um episódio ruim. Ele começou bem, se desenvolveu bem, e colocou um belo ponto de interrogação em seu final. Talvez por estar acostumada a ver Grimm pondo todos os seus bad guys na cadeia, estranhei o final feliz da ovelha dissimulada com sua parceira do crime.

Outra coisa que estranhei no caso foi como as duas terminaram unidas daquele jeito. A amante oficial do pastor-lobo ficou toda assustada ao saber do filho ilegítimo dele e se revoltou. Ok. Depois as duas fugiram com o dinheiro roubado e viveram felizes para sempre. Ok? Não.

Por que a amante ficou assustada ao “descobrir” da segunda amante? Se só tinham as duas no ambiente da conversa, para que serviu a cara de espanto? Será que o que aconteceu é explicado pela repentina vontade das fêmeas de unirem forças contra o macho aproveitador ou elas já estavam juntas nisso antes?

E a última pergunta é: o fato de Nick saber para onde a ovelha-dissimulada foi significa que a polícia foi atrás dela?

Porém, nem tudo foi estranho no 2×05. Gostei de ver a série usar a dinâmica lobo-ovelha como pastor-rebanho. Não deve existir melhor exemplo que personifique a relação destes dois seres. O interessante é que em nenhum momento Grimm convenceu que o lobo tinha mesmo encontrado a “luz”. Ele sempre pareceu suspeito, especialmente quando falava com tanto carinho com seu submisso rebanho. Além disso, tem o detalhe que Monroe citou: a mentalidade de rebanho. Que engraçado foi ver as ovelhas avançarem juntas em cima de qualquer um que elas considerassem suspeito e depois assumirem a culpa imediatamente.

Temos que citar o trabalho de Monroe como ajudante da polícia. Que absurdo ele se arriscar desse jeito e permanecer no anonimato – e ainda não receber um centavo por nada. Do jeito que vai, quando ele finalmente for reconhecido, ele vai acabar é ganhando uma medalha. O bom Blutbad já aliviou e muito a barra de Hank e Nick.

Falando em Hank, que gracinha está sendo ele todo “receptivo” com o novo mundo. Gente, ri demais dele pedindo para Monroe se transformar de novo para ele ver. Parece criança quando descobre que o pai pode fazer careta.

Outra coisa que gostei de ver foi Hank aceitar não entregar Angelina antes da hora. Nick já sobrepôs seu lado de Grimm ao de policial faz tempo. O homem mata gente e joga no rio, mata gente e joga a arma no rio, e por aí vai. Claro, ele não tem outra opção. Mas é muito bom ver essa metamorfose se estendendo para o parceiro dele – que fica meio sem escolha também.

Tal metamorfose foi acelerada pela presença de Esther, ops, Mia, que faz parte das famílias reais, tem um rolinho com Renard, e foi passear em Portland para matar Monroe. Simples assim. Quando vi a cara de Alice Evans na tela pensei: ela não conseguiu matar Klaus em TVD e veio descontar as frustrações em Grimm. Ora, dito e feito.

Mas, convenhamos, Mia não é nem a metade de Esther.  Quer dizer, nenhuma das duas teve sucesso em suas missões, mas Mia cometeu a proeza de ser descoberta em seu primeiro episódio. Ela já começou com a sorte de contratar a ex-namorada de Monroe para matá-lo, uma coincidência que custou muito caro – literalmente.

Depois, ela não contava que, mesmo sem a interferência de Renard, o Grimm e sua trupe estariam preparados para o pior, com direito a falsa morte e respiração boca a boca. Melhor dizendo, a preparação deles foi mais além com a disposição de Angelina em morrer por Monroe, fazendo deste seu último ato de romantismo.

Cá entre nós, Angelina era uma personagem que podia crescer na série, mas ao mesmo tempo não tinha um lugar muito seguro nela. Mesmo que ela seja um excelente adicional, que agita a festa toda vez que aparece, não haveria muita paz entre ela, Monroe e Rosalee; e Nick e Hank não poderiam simplesmente esquecer-se dos assassinatos dela. No final, foi boa a decisão de tirá-la de cena.

Uma coisa que notei é que “Over My Dead Body” começou com um leve toque de romantismo. Nick e Juliette, Rosalee e Monroe e Renard e Mia estavam jantando naquele clima de “quero mais de ti”. O jantar do primeiro casal foi o mais lindo, claro. Juliette parou com aquela cara de boboca e tratou de fazer um jantar para seu príncipe encantado. Os dois também se resolveram quanto a serem “colegas de quarto”… Sem dúvida é estranho que dois desconhecidos morem juntos, mas, em se tratando deles, o coraçãozinho do Nick ia virar caquinho se ela fosse embora. Que bom que ela ficou.

O segundo casal não teve nem oportunidade de se beijar porque, né, a ex barraqueira chegou e acabou com a festa. Já o terceiro… Não estava tão romântico assim, mas o bom é que a conversa deles continuou depois que o Capitão descobriu as verdadeiras intenções de Mia em Portland. Que awesome foi ele falando que matá-la dependeria de várias coisas… e ela tremendo de medo. Go Capitão!

Quando terminei de ver o 2×05 me perguntei se Grimm ia começar a decair depois de quatro episódios excelentes. Contudo, depois de assistir o 2×06, vejo que a série continua no rumo certo. “Over My Dead Body” foi todo dentro da trama central, trouxe uma ótima participação especial, e fechou com chave de ouro a participação de outro importante personagem.

Temos que ressaltar que no início do “The Good Shepard” Nick encontrou e matou o outro assassino enviado especialmente para ele. E com a falha de mais uma tentativa de matá-lo no 2×06, me pergunto o que enviaram em seguida. Criaturas das mais perigosas já vieram e não deram conta de nada. Se continuar assim, agorinha vão mandar um exército para Portland.

Observações:

– Bud se desculpando no 2×05 foi o máximo.

– É impressão minha ou David Giuntoli está ficando mais sexy em cena?

História que serviu de inspiração:

– “The Good Shepard” foi inspirado na curta fábula infantil “The Wolf in Sheep’s Clothing”: certo lobo não conseguia o suficiente para comer por causa da vigilância dos Pastores. Mas uma noite ele encontrou uma pele de ovelha que havia sido esquecida. No dia seguinte, vestido com a pele, o Lobo entrou no pasto das ovelhas. Porém aconteceu que o pastor descobriu, vestiu uma fantasia de carneiro e, pegando uma faca, matou foi o Lobo.

– “Over My Dead Body” foi baseado no conto “The Three Snake-Leaves”, dos irmãos Grimm. Neste conto um jovem se casa com uma princesa que jurou que, se morresse antes de seu marido, ele seria enterrado vivo ao lado dela. Ela acabou morrendo antes dele e eles foram enterrados juntos. Na cova, apareceu uma cobra e ele a picou em 3 pedaços. Depois, apareceu outra cobra que cobriu o corpo da despedaçada com três folhas. A cobra ressuscitou. O rapaz então colocou as três folhas sobre sua esposa e ela também ressuscitou. Porém ela voltou diferente. Um dia ela acabou matando seu marido. Então o servo dele colocou as três folhas sobre o jovem e ele voltou à vida. Ciente da maldade de sua esposa, ele contou tudo ao rei que a condenou à morte.

Criatura:

Königschlange: criaturas-serpente, com línguas compridas. Eles têm a capacidade de usar a língua para verificar a temperatura corporal, pulsação e outros sinais vitais. Por causa de sua habilidade única, eles geralmente são procurados por aqueles que desejam inequivocamente confirmar a morte de um indivíduo. Em suma, eles tipicamente encontram emprego através de meios excepcionalmente obscuros. Eles também têm dentes afiados que liberam uma toxina mortal. Eles são criaturas altamente suspeitas e muito raramente são enganados.

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