
Se descobrir o truque, perde a graça.
Spoilers Abaixo:
Com frio na barriga constante, encaramos, mais uma vez, a reta final de uma temporada de Grey’s Anatomy, com a certeza de quem vem tempestade por aí. Pessoalmente, estou evitando saber detalhes e vou tentar manter minha mente aberta e o deboche no máximo. Acho que contra a loucura daquela que não deve ser nomeada, não existe mesmo um receita eficaz e a danadinha tem usado isso para criar expectativas nos fãs da série. Aqueles que têm problemas cardíacos já deveriam se preparar para as próximas duas semanas.
Mas, enquanto não chegamos lá, a maré de sorte, com bons episódios, continua do nosso lado. Mais um roteiro interessante, com alguns detalhes de gosto duvidoso, mas no geral, uma semana bacana para quem continua firme e forte com a série.
Quando digo que algumas coisas são de gosto duvidoso é só porque, em alguns momentos, existe a tendência de exagerar em certos dramas ou de levar algumas histórias para lados mais sombrios. Não sei se realmente gosto do lance que está se desenhando para Karev, porque afinal, ele tem sido um cara legal, mas continua se envolvendo com as mulheres mais complicadas do mundo. Agora é Jo, que desdenha dele e de sua amizade, mas corre pedir abrigo quando apanha do namorado babaca. Nessa hora, só resta uma opção para Karev: bater no cara e vingar a honra da donzela. Mas isso pode acabar muito mal e não seria um desfecho justo. Nessa hora, Jo deveria ser fiel ao que vem gritando para Karev e resolver a pendenga sozinha, mas enfim, vamos ver como isso termina, mesmo que eu já esteja com um pé atrás.
O caso com Bailey ficou em cima da linha. Foi certeiro e perfeitamente cabível, quando pensamos em quem é a personagem e em sua trajetória, mas se insistirem muito pode facilmente ser um tiro no pé. Bailey é uma mulher prática. Traumatizada, é verdade, mas será estranho se ela se deixar abater. Não cabe com sua personalidade de lutadora, de quem não desiste, de quem tem opinião e atitude. Nesse primeiro momento, a reação dela é até natural, mas não vai dar pra prolongar mais, senão teremos outro mimimi que rapidamente se torna chato e dispensável. Claro que pedimos por um plot para Bailey por toda essa temporada, então isso aqui nem é uma reclamação, é só observação, baseada em outros casos parecidos que a série já teve.
Fiquei com pena de Richard, que não sabe como se reaproximar de Bailey, mas é preciso dar tempo ao tempo. Uma coisa que é realmente incômoda nessa história é ver um bando de adultos jogando a culpa no “irmão mais novo”. Tudo é sempre ideia/responsabilidade de Avery e ninguém tem peito de assumir que é preciso ter frieza e esquecer as amizades em certas situações profissionais.
Enquanto isso, Avery amadurece, mas não larga a namorada avulsa e chata. Passou da hora de deixar as diferenças de lado e juntá-lo com Kepner novamente, porque as insinuações, que deveriam ser empolgantes e criar expectativa sobre o casal, já estão surtindo efeito contrário.
Também está um tantinho forçada a trama de Owen, que vai acabar adotando o molequinho que já perdeu a mãe, tem o pai em coma e uma avó louca para largar a responsabilidade nas costas dos outros. Sei lá. Gosto da ideia dele conseguindo ser pai de alguém (que é algo que ele sempre quis), mas ao mesmo tempo não acho natural o modo como estão plantando isso. Talvez seja assim para que Cristina aceite melhor a situação, afinal, ela não quer engravidar, trocar fraldas e coisas assim e, nesse caso, o filho já vem grande e com capacidade de se dopar de pílulas para dormir. Como Owen afirma que quer ficar ela e Cristina está com medo de perdê-lo, começo a enxergar um acordo entre eles. Dá até para ver a dedicação dela para acordar o pai do garoto, só porque ela sabe o quanto isso significaria para Owen.
Já imagino uma “playday” entre Zola e esse novo amiguinho, com Owen, Cristina, Meredith e Derek de tiaras e bebendo chá imaginário. Aliás, cena fofíssima essa, com Derek apavorado por Zolinha sofrer bullying do irmãozinho que está para nascer.
Como nem tudo pode ser festa, eis que Callie ganha uma inimiga potencial. Nem imagina que Lauren está ali para mais do que operação de lábio leporino, mas para seduzir Arizona. Fiquei até desconfiada da “coincidência” no caso do café. Não sei, não.
Os casos da semana também foram bons e trazem alguns alertas. Primeiro, não engula o gelo seco daquele drink moderno que tem na balada, porque você vai ficar sem estômago no fim da festa. Segundo (mas não menos importante), nunca se candidate para ser serrada ao meio num show de mágica. A serra elétrica pode ser real e ser partida ao meio pode não ser apenas um truque.
P.S*Legal a inversão proposta para Ross e Mousey. Nenhum deles está feliz e só fica invejando a função do outro.
P.S*Colocaram um vampiro no cérebro da menininha!
P.S*Adorei a presença e a participação de Hilarie Burton. Fãs de One Tree Hill vão entender!














