
Os bons tempos se foram. Os residentes agora cheiram pãozinho.
Spoilers Abaixo:
Se eu tivesse que descrever esse episódio de Grey’s Anatomy com apenas duas palavras, eu usaria o termo “histeria coletiva”. Foi mesmo um episódio histérico, no melhor dos sentidos. Não poderia ser diferente quando as emoções estão no limite, seja para os residentes em teste, seja para os que ficam no Seattle Grace.
Como estamos a dois episódios da tão esperada Finale, que de acordo com tia Shondinha vai ser bombástica, a clima de incertezas toma conta e ainda é impossível saber como as coisas serão definidas, embora tentemos adivinhar o tempo todo. No hospital, por exemplo, é hora de procurar alternativas para preencher o quadro de profissionais, afinal, boa parte desses residentes pode decidir mudar de emprego e deixá-los na mão.
O que achei realmente engraçado foi ver a discrepância entre essa nova turma e a turma de Meredith, lá do episódio Piloto. Ali, o residente (ou interno) não mandava em porcaria alguma e apenas tentava passar ileso pelo primeiro dia com a famosa Nazi, que agora precisa bancar babá de playboy e ver médicos nojentinho cheirando o pão no refeitório.
É a triste realidade com a qual todos terão de lidar diariamente, caso Meredith, Cristina, Avery e Karev deixem o Seattle Grace. Pois é. Kepner não apenas perdeu quatro propostas de emprego como também a sanidade. Foi engraçado vê-la em todos aqueles momentos desesperados, mas no fundo, sinto pena. Ser reprovada nesse teste significa um ano inteiro de desemprego e ostracismo e uma pausa dessas na carreira de qualquer um pode ser um desastre.
A coisa toda foi meio pastelão. Kepner estava com os nervos à flor da pele, tirando o blazer e mostrando suas pizzas de suor por todos os lados. Essa parte até poderia ser esquecida, mas ela demonstrou muita falta de autoconfiança, o que deve ser algo realmente negativo em um médico, que precisa definir ações rápidas em momentos de tensão.
Apesar de toda a dedicação que demonstra, Kepner mostrou exatamente isso: ela não está pronta para lidar com grandes pressões e isso faz parte do dia a dia da medicina. Foi mais do que um surto, foi uma prova de despreparo emocional, embora a coisa toda do sexo e de Jesus também estejam na equação, piorando tudo ainda mais.
Aliás, esse lance da religião foi estranho. Não a crença dela em si, mas a reação. Cometer o mesmo erro duas vezes, fazendo cara de safada, no meio do intervalo do teste, não é uma boa recomendação. E quando digo erro, quero dizer que Kepner considera aquilo um erro. Ou não. Honestamente, a confusão mental dela estava por todos os lados.
Avery também teve sua chance de surtar. Quem não ficaria como ele, nervoso e inseguro, quando a mãe está na sala ao lado e quando a família exige que ele prove a qualidade do sobrenome? Karev, que foi o que mais nos deixou curiosos, mandou bem nas respostas e até em seu surto final. Sem aquilo talvez ele nem fosse aprovado.
Confesso até que temi por Cristina. Ela sabe tudo de tudo, mas tem gente que implica com isso e quer manter certas “tradições” intactas. Parece até que cada um deles pegou um “algoz” escolhido a dedo, porque Meredith sofreu muito respondendo sobre intestinos o tempo todo, mas fez uma bela recuperação depois da metáfora de Derek: o teste é um espelho.
Aliás, essa foi uma parte bem cretina do episódio. Todos sabemos o quanto Grey’s Anatomy é feita de metáforas, mas Derek caprichou nas usadas para Lexie e Sloan. Fiquei pasma com o discurso dela, já no final, declarando seu amor linda e desesperadamente, enquanto Mark ficava ali, com cara de paspalhão.
É até compreensível. A namorada doida dele está propondo ter um filho assim, à queima roupa e convenhamos, Mark não é um cara muito rápido de raciocínio e precisa de um tempo para processar as informações. Espero que ele, agora, faça a escolha certa, porque esse drama de Lexie precisa ter um fim.
P.S* Uma boa retomada foi a do grande trauma da vida de Arizona, a morte do irmão, Tim, relembrada com a presença desse amigo de infância, que aparece em sua vida agora, praticamente para uma despedida.





















